Tarefas Domésticas: elas não têm fim, e não há nada de errado nisso!

tarefas domésticas: elas não têm fimEntenda porque dar conta das tarefas domésticas é uma rotina que, por mais que haja organização, não tem fim.

Outro dia me peguei pensando (se é que ainda consigo fazer isso nessa rotina insana de vida) em como as tarefas domésticas nos consomem nos estressam. Diferentemente de um trabalho comum, o trabalho de casa é infindo. No trabalho, a gente desliga tudo, apaga as luzes e tchau. Em casa, a gente só para para dormir. E olhe lá!

O exemplo que eu tenho para dar pode estar acontecendo agora comigo e com você: a máquina acabou de bater a roupa e preciso parar o que estou fazendo para pendurar no varal. Mas antes, foi preciso retirar a que estava seca, dobrar e levar para o quarto. Lá, percebi que precisava arrumar a cama. Daí já aproveitei e guardei as toalhas de banho e os lençóis que estavam sobre a cômoda.

Numa passada rápida pelo banheiro, percebo uns brinquedos que deveriam estar no quarto das crianças. Quando chego no recinto, além de organizar uns brinquedos espalhados (veja essas ideias geniais para guardar os brinquedos), aproveito para arrumar as roupas que eles largaram sobre a cama. Dobrei, guardei e tentei voltar à lavanderia.

Antes de chegar ao objetivo, há mais brinquedos fora do lugar e almofadas pelo chão. No tempo em que organizo essas coisas, noto uma meleca no chão. É melhor eu parar o que estou fazendo e limpá-la para que algum filho não pise e espalhe a sujeira.

Antes de eu me recordar quais as tarefas domésticas que eu estava fazendo inicialmente, o bebê acorda com fome. Eu deixo a roupa para depois e preparo um lanchinho da tarde para as crianças. Daí surgem pratos, copos, talheres na pia, e eu opto por lavá-los antes de acumular mais coisa na pia. Nesse meio tempo, dou um biscoitinho para o bebê, e ele, singelamente, sem saber o esforço que é deixar tudo em ordem  (mesmo seguindo esta planilha), esfrega a bolachinha babada na bandeja do cadeirão. A massaroca está divertida, e eu deixo, mas depois tenho que lavar a bandeja, as mãos e o rosto da criança. E é aí que percebo que ele fez cocô. Vamos de volta para o quarto!

Ao abrir a fralda, vejo que é um cocô daqueles que só banho resolve. Dou banho no bebê, e aproveito para dar banho nos outros dois e em mim mesma (se é que posso chamar essa correria de banho). Enxuga, sai correndo atrás de um, veste, dá um brinquedinho para outro, cata uma toalha molhada que largaram pelo caminho, veste outro, penteia os três. E já é hora do jantar.

Penso ingenuamente que enquanto a janta vai cozinhando, eu posso pendurar a roupa que há horas me espera. Mas tem filho pedindo ajuda para fazer a lição de casa. E antes que eu termine, chega o marido. Ufa! Ele corre me ajudar com a mesa. Depois sentamos e comemos. Ou engolimos, sei lá!

Deixo a cozinha do jantar para o marido ajeitar, e vou lá, pendurar a bendita roupa. E pá! Um filho se estabacou no chão. Para tudo, pega gelo, dá colo, acalma os outros dois, observa, dá beijo, manda os outros saírem de cima. Distrai, brinca, liga TV, lê uma história. Já passou. E está passando da hora de dormir.

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Faz leite, escova dentes, arruma caminha, amamenta… Enquanto nino, dou umas pescadas, exausta. Ao mesmo tempo em que repito o mantra noturno “deita e dorme senão você não consegue levantar cedo para ir para escola amanhã”. Alguns bons minutos e todos dormiram, inclusive eu e o marido, sentados no sofá. Vamos para a cama, deito, fecho os olhos, relaxo e… A ROUPA! Dane-se, fica para amanhã. Afinal de contas, não sou escrava da casa. É a casa que deve me servir, e não o contrário, como bem li neste texto sobre baixas as expectativas dos cuidados com a casa.

No dia seguinte, depois de ter mandado as crianças para a escola e feito a lista de compras, vou direto para a lavanderia, quando percebo que aquela roupa está com cheiro de cachorro molhado. Demorou demais para pendurá-la. Agora vou ter que enxaguar mais uma vez.

Boto a máquina para bater e, enquanto ela está na função, eu estou aqui, escrevendo essas linhas, desejando que mais nenhum imprevisto aconteça até eu pendurar toda a roupa no varal e dar conta de tudo – mas desde quando eu preciso dar conta de tudo?

Terminar as tarefas domésticas é missão impossível enquanto houver vida numa casa. É uma rotina puxada para quem tem crianças em casa. Elas vão crescer,e a casa vai continuar no mesmo lugar, com as mesmas roupas e louças para lavar. Talvez com menos brinquedos jogados. E a gente vai sentir saudade até de contar até três ameaçando jogar tudo no lixo. A gente vai sentir saudade de… A ROUPA!

Se sua roupa também está esperando ser pendurada, ou qualquer outra atividade de casa ficou para trás enquanto você lia este texto, compartilhe. Quero saber quantas pessoas sofrem o mesmo mal que eu. 😉

 

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10 comments

  1. Amei o post. Hoje o relógio tocou e eu levantei meia hora mais tarde, foi o suficiente para deixar o meu dia uma baderna! O aspirador de pó ficou das 8h30 às 16h parado no meu quarto.
    É sem fim.

  2. Não sei como você consegue com três. Aqui está um pouco difícil já com dois e o trabalho em tempo integral. Mas é assim mesmo, ser mãe é padecer no paraíso! Força na peruca para nós mães!

  3. Eu ri muuuito com esse post, essa é a minha vida e olha que eu só tenho 1 filho por enquanto, mas amooo demais, amo muito tudo isso!!!

  4. Me divirto muito com seu blog. É exatamente isso. Uma loucura sem fim, e eu só tenho um bebe hein kkkkkk

  5. Enquanto há uma mãe/esposa exausta, fazendo malabarismos, há um pai/esposo que sempre pode auxiliar n’alguma coisa… casamento é parceria, filhos demandam esforço conjunto, e assim ninguém fica sobrecarregado. Não, pera, a mulher sempre vai ficar, né não???

  6. aushaush… Simm Exatamente!
    Nossa, como eu me vejo nessas cenas! Tenho dois, Nicolas de 6 e Jyoji de 1 ano e 5 meses.
    Hoje cedo levei o pequeno para a escolinha (poruqe precisei voltar a trabalhar) delá ja fui direto para o trabalho. Voltei para casa de meio-dia, fiz o maiorzinho terminar de almoçar, almoço que ja tinha deixado pronto na noite anterior para o marido esquentar. Lavei a louça, fiz ele terminar de se arrumar, enquanto ele esperava arrumava o quarto dele e mais tudo oque estava jogado pela casa da brincadeira da parte da manhã, a an passou , vim para o trabalho e agora so esperando dar o horario e voltar a toda essa rotina novamente! =S hehehe

  7. Hj estava eu aqui me achando a pior mulher do mundo pq não dou conta de cuidar do filho e da casa e olha q só tenho um, imagina 3!!!! Bom saber q não estou sozinha. O filhote está bem cuidado, mas a casa….

  8. Márcia Piovesan

    Escute aqui…andou me espionando é?? hahahaha. Ri alto. É exatamente assim, sem tirar nem pôr. Essa da roupa é ótima…já fiquei 3 dias enxaguando a mesma roupa, é só dar aquela caprichada no amaciante e tá tudo certo. Tenho gêmeos de 5 anos e uma bebê de 10 meses, a minha sorte é que os três dormem bem, a noite toda. Adorei o texto. 🙂

  9. kkkkk…
    Me vi no texto.. Tenho duas pequenas.. Vez ou outra acho q sou “a pior dona de casa e mãe do mundo” porque não consigo deixar tudo nos trinques….
    E hoje também tive que dar um enxaguada extra na roupa! E acho q terei q dar outra.. vim para o trabalho sem estender a bendita!!! rsrsrsrs
    Mas vamos que vamos.. q apesar da correria e baguncinha do dia-a-dia.. nós mães temos uma força q vem sei lá de onde para fazer tudo e mais um pouco.. e ainda sermos felizes.. E muito felizes!!!

  10. Nossa, como me identifiquei com esse poste!
    Obrigada por nos lembrar que não estamos sós! Kkkkk
    Que Deus nos abençoe e nos dê sabedoria.

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