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Início » Lixos e fantasias

Lixos e fantasias

16 de fevereiro de 2012 by Mi, @diiirce 21 Comentários

lixeiro

 

Eu achei que era a única desse mundo a ter um filho que i-d-o-l-a-t-r-a o lixeiro. Coisa mais maluca um guri de menos de 3 anos se encantar tanto por algo que consideramos as mais nojentas das profissões.

Não é nada fácil para uma mãe assumir perante a sociedade que seu filho ama o lixeiro, enquanto outras mães se vangloriam de filhos apaixonados por heróis, por bichinhos animados e por profissionais que despertam a fantasia, como policiais e bombeiros. Mas foi num evento (muito bacana e do qual vou falar num outro post) que Chris Nicklas contou da antiga obsessão de seu filho e da comoção familiar em torno desta fantasia: o filho dela também era encantado pelo lixeiro.

Paradigma quebrado! E eu me assumi pública e virtualmente como mãe de fã de lixeiro.

Vocês não têm noooooçããããããõooo do que é esperar pelo caminhão na janela e dar tchau para a trupe toda que corre atrás de um caminhão cheio de sons e luzes. Eis que um dia, o lixeiro viu o pequeno na janela e soltou um “Tchau, neném!”. Nunca vi olhos tão brilhantes de filho como aquele dia. E comemorou: “O lixeiro é meu amigo!”.

No Natal, Papai Noel se desdobrou pelas cidades atrás de um caminhão de lixeiro. E encontrou 2 modelos. Concluí que há outras famílias na mesma vibe.

O mais legal foi quando estávamos saindo de casa e reparei que o caminhão estava descendo a rua. Enrolei até o caminhão passar do ladinho do menino, e ele ficar encantado com tudo aquilo bem pertinho dele. E não é que o lixeiro foi uma simpatia de pessoa: tirou sua luva e deu um aperto de mão no filho. E o pequeno lá, estático, extasiado… Parecia que estava vendo o Mickey na parada da Disney com show pirotécnico. Só que não! Era só o lixeiro.

E a família toda se mobiliza: quando passa o lixeiro na casa das avós, correm todos para a janela para dar tchau.

O ápice foi com a tia. Para onde as tias levam sobrinhos para passear? No parque, no zoo, no cinema? Só se for a sua tia, porque aqui rolou passeio pro aterro sanitário, ver a fila de caminhões descarregando o lixo. Exagero? Eu achei o maior barato. E alimento muito as fantasias tão importantes no desenvolvimento do meu menino.

Sempre achei lixeiros profissionais que merecem meu respeito: por fazerem o que fazem, com tanto vigor, disposição e alegria (nunca vi um lixeiro que não faça bagunça ou cantarole na hora de trabalhar!). Mas depois de ver a atitude deles com as crianças, passei a ter ainda mais consideração.

Que fique aqui registrado meu apreço por esses macunaímas que tanto alimentam a imaginação do meu filho, que, sem saber, ajudam até na hora de comer!

“Come, filho, come para ficar forte e correr como o lixeiro!”.

 

Arquivado em: Desabafos de mãe Marcados com as tags: brincar, fantasia, lixo

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Comentários

  1. Natacha diz

    16 de fevereiro de 2012 em 15:06

    Aiai ri muito com a história da visita ao aterro sanitário! Que sacada da tia! E tá certo, um pouquinho de “fantasia” na infancia é sempre bom, mesmo se o super herói vem vestido de macacão laranja.

    Responder
    • Mi, @diiirce diz

      27 de fevereiro de 2012 em 12:29

      Com certeza! O importante é embarcar na aventura deles, né?

      Jokas da Mi

      Responder
  2. thais diz

    16 de fevereiro de 2012 em 17:30

    Mimizoide, adorei o final: o argumento pra fazer o Nicolas comer!! Que divertida esta historia! Um beijao

    Responder
    • Mi, @diiirce diz

      27 de fevereiro de 2012 em 12:30

      Mãe é um ser criativo por natureza! Por isso realiza mais sinapses do que um ser humano qualquer…hehehe

      Jokas de saudades da Mi

      Responder
  3. Thaiz diz

    16 de fevereiro de 2012 em 22:29

    Que legal!
    O importante eh viajar junto na imaginação dos pequenos! E se Dudu quiser ser amigo dos lixeiros, vou dar o maior aopio!

    Responder
    • Mi, @diiirce diz

      27 de fevereiro de 2012 em 12:32

      Dudu já tem sua heroína: Popó!
      Visualizo um rapaz, chegando em casa, falando: Aê, mãe, fiz uma tattoo! – mostrando as costas fechada com a Galinha Pintadinha.

      Jokas da Mi

      Responder
  4. Ana Carolina diz

    16 de fevereiro de 2012 em 22:33

    Oh God!!!
    Tomara que ele seja da coleta seletiva.
    (comentário mega cheira meia da minha parte)
    Ahahah!!!
    E tá certo deixar o filho fantasiar, afinal ele não tem nem 3 anos ainda!
    Come meu filho pra ser lixeiro da coleta seletiva! 😛
    Beijos,
    Ana Carolina

    Responder
    • Mi, @diiirce diz

      27 de fevereiro de 2012 em 12:34

      Bem verdade, Ana! Se é para viajar na maionese, que seja sustentável pelo menos. Maionese orgânica e sem gordura trans!!!

      Jokas da Mi

      Responder
  5. Camila diz

    16 de fevereiro de 2012 em 22:53

    Vai falar que o lixeiro não é um super-herói???
    Amei o post!! Meu marido é advogado de umas empresas de coleta de lixo em São Paulo e me conta altas histórias, eu fico admirada! Vou mandar ele aí para a hora da história antes de dormir!
    Bjos,
    Camila
    http://www.mamaetaocupada.com.br

    Responder
    • Mi, @diiirce diz

      27 de fevereiro de 2012 em 12:35

      Nossa, filhote não ia dormir, não! Ia fazer seu marido contar as histórias em modo looping…kkkkk

      Jokas da Mi

      Responder
  6. Adri Amorim diz

    17 de fevereiro de 2012 em 00:54

    ai amiga

    só vc pra trazer a publico nós das sacadas com bbs no colo dando tchau pras mais diferentes serviços e veículos !

    aqui não pode se ver um TRATOR, isso mesmo! tenho uma menina apaixonada por trator. por sorte tem um monte de obra aqui em volta. Vira e mexe lá estamos nós dando tchau, mandando beijos e dançando (isso mesmo-dançando) com uma menina de 2 anos

    beijocas mil

    Responder
    • Mi, @diiirce diz

      27 de fevereiro de 2012 em 12:37

      Hahaha! Aqui há um gosto pelo trator, mas nada que se compare ao lixeiro.
      Taí um excelente tema para pesquisas: pq as crianças gostam de veículos estranhos!

      Jokas da Mi

      Responder
  7. mari - viciados em colo diz

    17 de fevereiro de 2012 em 02:13

    oi camila: ele devia imprimir este texto e distribuir para os funcionários! seria emocionante, heim?
    beijoca

    Responder
  8. mari - viciados em colo diz

    17 de fevereiro de 2012 em 02:14

    adorei este texto!
    ou destas que entra mesmo na viagem dos filhos e essa é uma super viagem subversiva… muito bom!
    beijoca

    Responder
    • Mi, @diiirce diz

      27 de fevereiro de 2012 em 12:38

      Acho fundamental participar da viagem dos pequenos. E eu só estou começando a jornada, pq a fase da fantasia vai até uns 7 anos, e o meu filhote ainda não completou os 3.
      Bora fazer as malas!!!

      Jokas da Mi

      Responder
  9. mari - viciados em colo diz

    17 de fevereiro de 2012 em 02:15

    SOU destas…

    Responder
  10. Aline da Costa Cortes diz

    23 de fevereiro de 2012 em 14:29

    Oi!
    Adorei o blog e gostaria de seguí-lo?
    #comofaz?
    Beijos,
    Aline

    Responder
    • Mi, @diiirce diz

      27 de fevereiro de 2012 em 12:41

      É só vc inserir o http://www.diiirce.com.br no seu agregador de blogs. Mas já vou providenciar um atalho na barra lateral pra já!!!

      Jokas da Mi diiirce

      Responder
    • Mi, @diiirce diz

      27 de fevereiro de 2012 em 12:52

      Pronto! O atalho para seguir o blog já está na barra lateral, Aline 🙂

      Responder
  11. Ana Karina diz

    30 de março de 2012 em 11:51

    Que fantástico esse post!!!
    A-M-E-I!
    Parabéns!
    Realmente eles tem um trabalhão, correm, andam, se esforçam e ainda ficam “pegando e cheirando” o lixo de uma cidade inteira (o q qqr um acha, no mínimo, desagradável). Mas alguém tem que fazer. E eles merecem todo o respeito mesmo! Imagina se eles não existissem? Como ficaria a cidade?
    E conheço outras crianças que gostam deles… 😉
    A minha ainda é meio pequena, não percebeu o encanto deles.

    Beijos!

    Responder
    • Mi, @diiirce diz

      30 de março de 2012 em 13:56

      Não é? Eu semprei achei lixeiro uma das profissões mais importantes e menos valorizadas.
      Por isso faço questão de eles verem o filhote feliz com a chegada deles: deve ser recompensador, pelo menos.

      Responder

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