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Início » Brincando de Médico

Brincando de Médico

27 de setembro de 2012 by Mi, @diiirce 10 Comentários

doc

Sentada aqui, na espera do pronto-socorro pediátrico, fico refletindo se o pediatra que acompanha meus filhos é o cara mais bacana. Se os médicos aqui do ambulatório vão examinar com propriedade as crianças que aqui estão. Se os pais vão acatar cada diagnóstico dado.

Por um lado, é difícil encontrar um pediatra parceiro, daqueles em que confiamos, daqueles que confiam na gente a ponto de dividir um número de celular para as horas punk. Principalmente se utilizamos nosso plano de saúde. Nas primeiras consultas, tudo é muito legal. Depois, elas ficam rápidas, e as perguntas são respondidas a seco. Fico com a sensação de estar levando corpinhos para um exame, não crianças para um acompanhamento.

Por outro, acho que os pais estão cada vez mais exigentes e mais informados. Ficam questionando toda e qualquer fala do pediatra, como se o Google desse conta de toda uma carreira em medicina. Os pais não conseguem mais dizer “o pediatra orientou”. Os conhecidos, o fóruns de discussão, a vizinha têm mais credibilidade. Vai de acordo com a conveniência daquilo que os pais querem ouvir – mesmo que não seja o diagnóstico mais acertado.

Pois não é que eu achei uma solução? – A cortina se levanta e começa um projeção holográfica, porque data-show tá ultrapassado!

 A Convenção Pediátrica das Mães

Cada hospital deveria ter um grupo de meia dúzia de mães, um computador e pronto. Chegam os pais com a criança e um problema. A convenção analisa todos os sintomas, dá um Google e se reúne numa rápida discussão. Como num tribunal, dá veredito final: É virose, é gripe, é manha.

Para os casos de divergência ou os que requerem dados mais clínicos, aí, sim, o pediatra plantonista é solicitado.

Muito mais credibilidade e conveniência. Mães felizes e realizadas dando pitacos e palpites como profissão. Pediatras menos sobrecarregados. Pais contentes e satisfeitos com o tratamento.

Não ia ser o máximo? Tirando que além do diagnóstico, as crianças iriam utilizar muito menos antibióticos, e bem mais chazinhos e mandingas. As avós iriam recuperar seu valor!

 

Brincadeiras à parte, acredito que o que falta é um pouco mais de atenção, de ambas as partes: os médicos precisam ouvir mais as queixas dos pais, escutar o que as crianças têm a dizer, discutir com os pais numa conversa, num bate-papo. Os pais também precisam refletir, questionar, mas sem querer testar os conhecimentos do médico, ou não aceitar um diagnóstico porque não é exatamente aquilo que se espera ouvir.

O ideal seriam consultórios sem aquela mesa/muralha que divide o espaço pais-pediatra. Os médicos não estão na sala de cirurgia, estão no consultório: lugar onde paciente busca informação, opinião mais experiente. Não um diagnóstico fechado e pronto, como receita de bolo.

E, a propósito, nunca encontrei um pediatra que me desse o número do seu celular, e acredito que esse não seja algo relevante. As gerações anteriores criaram filhos sem esse advento, e nem por isso o número de mortalidade infantil se alterou.

Dica: O pessoal do Mamatraca está com uma discussão ótima sobre o assunto. Passem lá!

Arquivado em: Desabafos de mãe Marcados com as tags: mãe, médico, para refletir, pediatra

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Comentários

  1. Mami HardRock diz

    27 de setembro de 2012 em 14:24

    Clap Clap Clap

    Responder
  2. Clarissa Cx diz

    27 de setembro de 2012 em 17:15

    O que vocês acham? Eu sempre digo que a internet é o grande médico universal e que na especialiazação em pediatria eles fazem Virose I, II, III, IV e V.

    Responder
    • Mi, @diiirce diz

      9 de outubro de 2012 em 13:41

      Clarissa
      O grande problema é q o Dr. Google erra mais q os médicos e ainda traz muita encanação p nossas cabeças, né?
      Enfim…
      Jokas da Mi diiirce

      Responder
  3. Viviane Petri diz

    28 de setembro de 2012 em 13:45

    Com certeza, mais existe muitos médicos que ainda se preocupam, o pediatra do meu filho é ótimo, sempre está que pode atende o celular, me acalma ou me manda ir direto para o consultório. Mais infelizmente nem todos os médicos estão prontos a atender e a explicar o porque… Muitas vezes tudo se envolve em uma só palavra “virose”. Bjs
    http://isaacparasempre.blogspot.com.br/

    Responder
    • Mi, @diiirce diz

      9 de outubro de 2012 em 13:43

      Viviane,
      Aaaaah, virose, essa coisa!

      Já deixei de levar filho no PS pq já sabia o diagnóstico. kkk

      Jokas da Mi diiirce

      Responder
  4. Cris diz

    28 de setembro de 2012 em 19:36

    Milene, super ideia. Eu apóio! Eu não sou do tipo que vive questionando o pediatra, mas dou uma boa filtrada no que ela me diz, aplico o que acho que dá certo pra mim e pra minha filha e o que não acredito deixo pra lá. Tenho muuuuita sorte que minha filha, com quase 3 anos agora, fica muito pouco doente, então também nunca passei por perrengues piores.
    Acho que vc tem razão quando diz que os dois lados precisam ser mais flexíveis nessa relação, pediatra não é sempre o dono da verdade, nem os pais deveriam ser tão defensivos…

    Responder
    • Mi, @diiirce diz

      9 de outubro de 2012 em 13:44

      Exato, Cris!
      Equilíbrio, bom senso e canja de galinha!
      😉
      Jokas da Mi diiirce

      Responder
  5. Loreta diz

    29 de setembro de 2012 em 02:28

    Hahahaha só vc mesmo!!
    Sei lá, tava vendo os videos das meninas do Mamatraca e confesso que to meio que absorvendo tudo isso, sabe?
    Eu tenho um bom pediatra, sempre me orientou e respondeu tudo o que eu perguntei e me deu o celular dele Rá! kkkk
    Eu ja questionei algumas coisas que ele disse, ja deixei de fazer oq ele mandou e ok sobrevivemos!
    Esse lance de não acreditar no médico me deixa meio de cabelo em pé, sabe?
    Como assim eu não posso confiar no médico? E agora, melldells???

    Bjo!

    Loreta
    @bagagemdemae

    Responder
    • Mi, @diiirce diz

      9 de outubro de 2012 em 13:45

      É fogo, Loreta!
      Eu sou muito cética com médicos.
      Mas não chego a ser naturalista, a ponto de não vacinar.
      Ainda acho q instinto de mãe vale mais que mil diagnósticos.
      Jokas da Mi

      Responder
  6. Liliane Kitamura diz

    22 de novembro de 2012 em 16:55

    Quem depende do convênio e do SUS sempre sofre…
    …boa sorte para nós, mães…Deus nos ajude!

    Responder

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