Men-In-Black

 

Está nos autos de alguma entidade secreta internacional: meu filho está nomeado para ser um MIB – homens de preto –, aqueles que lutam contra uma invasão inseto-alienígena.

Primeiro foi com uma coleção de insetos numa caixinha de fósforos. Ele passou alguns dias observando os insetos sob o olhar de sua lupa (item indispensável na caixa de brinquedos – recomendo). Tinha uns 4 pernilongos, uma mosquinha e uma abelha… Mortos.

Macabro? Vc não viu nada:

– Filho, cadê seus insetos?

– Tão nadando.

– Como assim?

– Eles “tavo” com sede, então eu coloquei eles na piscina. – Avistei um balde com água, a caixinha de fósforos esgualepada e uns bichinhos boiando. Não bastava estarem mortos, tinha q matar a sede deles bebendo água na piscina.

 

Depois foi o episódio em que minha sogra pegou-o com uma pequena casa de vespa nas mãos, futucando as larvas-bebês. Sorte ele não ter levado nenhuma picada. Dele e da sogra. Onde já se viu deixar uma casa de vespas dando sopa por aí?

 

Em seguida, foi a das formigas:

– Corre, mãe! O banheiro está formigando!

Minha imaginação deu vários loopings nessa hora, mas tudo não passava de uma fila de formigas procurando um novo lar.

 

Agora foi essa. Estava o pequeno de mochila correndo pelo quintal:

– Mãããe, achei uma joaninha!

– Isso se chama besourinho.

– Pode matar, então? – pois ensinei que não se pode matar todos os insetos. Se deixar, baixa o D.D. Drin no moleque.

– Não, filho. Esse bichinho não faz nada.

Saí. Dois minutos depois, voltei. A mochila no chão, ele no canto, com aquela cara de “pode me deixar de castigo sete dias e sete noites” e o inseto esmagado no chão:

– Filho, vc matou o besourinho?

Rapidamente ele emendou:

– Matei! Ele queria pegar minha mochila.

 

Definitivamente, ele tem um apagador de memória escondido em algum lugar do quarto dele. 

 

PS: Não sabe o que Calvin ter a ver com a história? Veja aqui, aqui ou aqui.