Você já deve estar sabendo, mas, a partir do dia 25/1/2012, o estado de São Paulo deixará de distribuir as famigeradas sacolinhas de supermercado. Desta data em diante, os consumidores terão algumas opções: desembolsar 0,19 cents de reais por sacolinha, levar sua própria sacola – o que os modernetes chamam de ecobag – ou utilizar as caixas de papelão cedidas gratuitamente pelas redes.

Para mim, não será nenhuma novidade, pois há mais de ano comecei minha coleção de sacolas – vide gosto pelo próprio avatar – e caixas dobráveis, além de também optar pelo uso das caixas de papelão. Mas acredito que para a grande maioria, ficar sem as sacolinhas vai ser torturante.

Já vi muita gente toda orgulhosa em levar as compras em caixas de papelão escondendo sacos e sacos no meio dos produtos. Qual a vantagem? Da mesma forma, até hoje recebo olhares de reprovação master quando recuso uma sacola.

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Se D. Pedro II tivesse jogado uma sacolinha no lixo, ela provavelmente estaria terminando hoje seu ciclo na natureza.

A intenção da medida – que não é lei, é só medida – é diminuir o uso das sacolinhas que demoram cerca de 400 anos para se decompor.  E, segundo o Ministério do Meio Ambiente, cada brasileiro consome cerca de 66 sacolinhas por mês, contando 12 bilhões de sacos plásticos por ano no país. Não havia tanto problema se nosso lixo fosse tratado corretamente, mas é que muitas dessas sacolinhas vão parar nas ruas, entopem bueiros, invadem os mananciais, se enroscam nas árvores e podem matar os animais que as confundem com alimento (cerca de 100 mil bichinhos morrem assim por ano no mundo!).

Além disso, a sacolinha é feita do petróleo, que polue o ambiente com o consumo de energia, água e a emissão de gases tóxicos na atmosfera.

Tudo é questão de costume e adaptação eu me lembro bem de quando os sacos de papel foram substituídos pelas sacolinhas.

Recuse sua sacolinha só por hoje!

 

Fontes: Ressoar, Akatu, Abril – Planeta Sustentável.