sonoOntem a @redemulheremae promoveu uma #festanotwitter para discutir o sono.

Tantas mães, tantas olheiras, tantos goles de café…

Ó amado e idolatrado sono das crianças, que permite as mães papearem no Twitter, cuidarem da casa, fazerem as unhas, cozinharem, tomarem banho e, se der tempo, de dormirem também.

Mas sabe o que ninguém comentou? Da versão dos bebês para o sono!

Pense dormir num lugar perfeito – o colo da mãe – e dar aquela acordadinha num lugar escuro, frio. E daí você tenta mudar de posição, mas não dá. Você ainda não sabe rolar. Você tenta, tenta e, óbvio, pede a ajuda da mãe.

Já devolta ao berço, você acorda de novo. Agora com um incômodo. A fralda está cheia de xixi. Você sabe onde está a fralda, o lencinho, mas ainda não sabe se mexer! Chama a mãe de novo.

E volta pro sono. Uma hora depois, você acorda com o estômago grudado nas costas. Você bem que queria um pedaço daquela pizza na geladeira, mas tudo o que lhe é permitido vem dela: a mãe!

Pronto! Mamou, trocou, ganhou beijos e abraços. Você é capaz de dormir umas 12 horas seguidas. Mas, não! A visita chegou. Todo mundo pega no colo, aperta a bochechinha, cutuca. Depois alguém arranca a sua roupa e banho! Mas você só quer dormir!!!

Daí a mãe nina. Depois o pai chacoalha. A mãe tenta de novo! Nada! Claro, agora você quer brincar! Para que dormir?

Mais leite, outra fralda e você se cansa. Vai pegando no sono pesado e começa a sentir uma cólica dos infernos! Mas assim ninguém consegue dormir!

Passada a cólica, o cocô, a fralda, o leite, outra fralda, agora você dorme. Mas mamãe te deixou de barriga para cima e tudo o que você queria era se deitar de lado. Ela acorda exausta e, em vez de simplesmente te virar, ela começa todo o processo fralda-leite-arroto…

A mãe reclama que não pode dormir, mas ter necessidades e não conseguir supri-las deve ser horrível! Ter que depender de alguém para fazer tudo é angustiante, não?

Nós, mães, precisamos rever nossos conceitos. Acho que somos egoístas demais, pensando só nas nossas privações, no nosso cansaço. Por mais que tenhamos dificuldades, podemos fazer várias coisas sem depender de ninguém; nossos bebês, não.

Fica aqui a minha dica: antes de tacar o primeiro bibelô na parede enquanto seu filho se enguela sem motivo aparente, lembre-se de que ele só quer alguma coisa que, sozinho, não vai conseguir. Ele precisa de você!

Imagem: daqui