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É um menino!, anunciou o obstetra.

Contrariando as pesquisas Ibope, DataFolha e VoxPopuli, em que 58% dos entrevistados acreditavam que baby diiirce seria uma menina, às 22h55 do dia 12 de dezembro de 2014, chegou LEONARDO, o diiircico número 3.

Assim como no nascimento do irmão mais velho, foi um dia de muita, muita chuva. Chuva que abriu meu ciclo de mãe e que agora (parece) ter vindo abençoar o ciclo se fechando. Não gosto de advérbios como nunca, jamais, por isso preferi não “fechar a fábrica”. Não que eu tenha a intenção de mais uma gestação – seria muita loucura de minha parte submeter-me a mais uma cesárea –, mas esse negócio de por um ponto final na capacidade de por filhos no mundo não é algo para o qual eu esteja pronta. Pode parecer uma besteira enorme, mas pesa demais no meu psicológico saber que não poderei ter mais filhos.

Mas eu não vim aqui falar de laqueadura, nem fazer relato de parto. Vim só contar que Léo nasceu, supersaudável, já está em casa, se divertindo com os irmãos e deixando a mãe doida logo nos primeiros dias.

Quero agradecer a cada pessoa que mandou suas vibrações positivas, mesmo sem se me conhecer pessoalmente. Isso me deixou extremamente emocionada! E agradecer aos amigos e familiares que estiveram presentes no parto, encarando chuva e atrasos, o que me deixou muito calma, na medida do possível, tendo em vista todo o meu histórico. Agradecer à equipe do hospital que tem a maior fama de desumano e tals, mas que foi extremamente atenciosa e zelosa comigo: da enfermeira que bate papo e te distrai da tensão, à auxiliar que vai passear com você pelo centro obstétrico para fazer o tempo passar mais rápido, à copeira tão desejada com seu lanchinho pós-cirurgico. E principalmente ao meu GO, que encarou o parto de uma gestante perdida, que bateu no consultório dele depois das 32 semanas, e ele prontamente me acolheu. Ele e toda a equipe fizeram do parto um momento leve e cheio de alegria, sem aquele silêncio cirúrgico. Ouso dizer que, apesar da tensão e da tremedeira da anestesia, foi um parto divertido e emocionante. Enfim, ao médico que me liga no dia seguinte para cobrar post no blog e que diz que “corta as bolas do marido fora” se ele não cuidar bem da família, eu só posso fazer um coração casmão! <3

Então, assim, se a diiirce der uma sumida, relevem. Agora tenho crianças de férias, casa nova para cuidar, festas de ano novo, um blog para manter e um recém-nascido para cuidar. Entre uma mamada e um episódio da Peppa eu tento vir contar as novidades. Eu vou sobreviver! Porque antigamente as mulheres tinham dúzias de filhos, não tinham microondas nem máquina de lavar roupas, nem Discovery, muito menos TV, nem sekito, nem aspirador, e tavam lá, firmes na parada. Eu tenho 3 filhos, internet, airfryer e um bom estoque de café. Dou conta, porque ainda se fazem mães como antigamente!