mercado

Perdi as contas de quantas vezes cheguei a um supermercado, com criança no colo, e não encontrei um carrinho disponível, seja um daqueles com bebê-conforto, seja os que possuem aquele assento interno.

Minha vontade, na maioria das vezes, é dar meia volta e nunca mais aparecer. Então me lembro da trabalheira que é por e tirar a criança do carro, ir a um outro mercado e correr o risco de não encontrar um carrinho também. Sigo a compra, com o que couber em um só braço, porque no outro carrego criança e sacola. Se o rebento já sabe sentar, coloco-o dentro do carrinho e atribuo-lhe a função de organizador das compras – e corro o risco de algum ovo quebrar, um pão amassar. E mentalmente vou desfiando o terço para que nenhum ataque de birra ocorra no percurso até a volta para o carro.

Isso porque ainda não enfrentei uma falta de carrinho com dois filhos e zero ajuda. Se isso ocorrer, dou uma girada, a mãe-leoa incorpora, e quero ver o coro comer!

Já reclamei em SAC, com gerente. A resposta é sempre aquela cara de “eu não posso fazer nada, desculpe-me, senhora, não gostou, vai no concorrente e vê se lá é melhor”.

E a culpa é de quem então?

1) do mercado, que disponibiliza poucos carrinhos com assento para crianças. Quando existem, estão em péssimas condições – sem cinto, amassados, sujos – e raramente se encontra protetor de bebê-conforto (aquele forrinho de TNT) no atendimento ao cliente.

2) dos clientes, que colocam crianças acima do peso e acabam destruindo os assentos e as cadeirinhas. Muitas vezes, é pela falta de opção de um carrinho adequado ao tamanho da criança. Outras vezes, é por pura safadeza. E ainda deixam os carrinhos sujos, com restos de comidas e outras cracas infantis, que vão desde uma babinha translúcida a uma meleca cocozenta que vazou da fralda. Há também os que colocam suas lindas bolsas (Hermès ou não) no assento para as crianças. Meu filho vai a tira colo, enquanto eu faço a performance da mãe-polvo, tentando segurar também as compras e distrair a criança que tenta agarrar as formas coloridas da prateleira, enquanto a bolsa da madame fica descansada na cadeirinha.

3) SUA, que não reclama disso no mercado. Então a empresa acha que está tudo em ordem e não faz as devidas manutenções.

 

Por isso, colega de trabalho (mãe e pai que encara mercado com crianças), proponho nossa união!

Sempre que vivenciarmos uma falta de carrinho em boas condições para nossos filhos, precisamos reclamar com o SAC do mercado, formalizar nossa indignação.

Ligue, mande e-mail, poste foto e reclamação com a tag #cadeocarrinho. Mas se você é daqueles que não tem muita paciência para reclamções, tire uma foto e me encaminhe. Proponho-me a puxar a orelha dos mercados Brasil afora.

É preciso que as grandes redes varejistas saibam que a gente quer fazer compras com tranquilidade com nossos pequenos. Porque na hora de vender e apelar para nossas crias, o mercado sabe bem expor os produtos!

 

Segue uma lista com os links para o SAC de alguns hipermercados: