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A revolução começou. Estava latente desde a época do Collor, quando o impeachment calou a boca do povo.

Estouraram a porteira.

Cada um tem suas próprias reivindicações: o aumento das passagens, os gastos com as Copas, a PEC 37, o Feliciano, a corrupção, a educação, a saúde, a segurança, a reforma agrária, Belo Monte, a floresta Amazônica, o asfalto, a poluição, a pracinha, a louça que ficou suja na pia.

Não é só a juventude que está se manifestando: pessoal de meia idade, idosos, crianças, homens, mulheres. Cada um à sua maneira. Nas ruas ou no sofá.

A internet e as redes sociais iniciaram o movimento. O Facebook vai para os livros de história.

Lá pipocam eventos de manifestação. Não existe uma liderança, não existe uma entidade, não tem partido. Os organizadores são anônimos. Ninguém nos representa.

Fomos às ruas para dizer que somos o Brasil, somos pessoas. Seguimos os conselhos de Cazuza.

E me pergunto: dá para mudar o mundo sentada na frente do computador? Dá!

Não com blogagem coletiva, não colocando a bandeira do Brasil no avatar, não é compartilhando frases de impacto.

Mande um e-mail aos vereadores da sua cidade. Pergunte-lhes quando é que vão consertar o balanço do parquinho, quando vão trocar a luz do semáforo, quando é que o vidro da escola será reposto…

Ninguém faz nada e cobra a postura do outro.

Não se muda o Brasil com placas.  

Saiba mais sobre o #protestomaterno.  

Finalizo meu post sofativista (porque alguém tem que ficar em casa cuidando das crianças) com as palavras de um cara que preconizou isso tudo. Letras que parecem ter sido escritas ontem à noite.

Chico, um cara que sempre soube das coisas

O homem coletivo sente a necessidade de lutar

São demônios os que destroem o poder

Bravio da humanidade

Viva Zapata! Viva Sandino! Viva Zumbi! Antônio conselheiro!

Todos os panteras negras! Lampião sua imagem e semelhança!

Eu tenho certeza eles também cantaram um dia.

Há um tempo atrás se falava de bandidos

Há um tempo atrás se falava em solução

Há um tempo atrás se falava e progresso

Há um tempo atrás que eu via televisão

Banditismo por pura maldade

Banditismo por necessidade

Banditismo por uma questão de classe