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E então você vai para a maternidade, dá a luz a um lindo bebezinho, passa alguns dias na mordomia de comida na cama, lençóis limpos, toalhas sequinhas… Só se levanta para caminhar pelo corredor do hospital.

Daí a mãe volta para casa, feliz da vida com seu bebê. E é aqui que começa a história.

Se estamos falando de uma mãe que trabalha fora, ela passa a curtir agora seus 4 ou 6 meses de licença-maternidade. Desliga-se totalmente dos assuntos profissionais. E, por falta de costume/habilidade/gosto pelas atividades domésticas, essa mãe passa a contar com a ajuda dos entes queridos. Muitas vezes a vovó vem de mala e cuia ajudar na função. Lavar, passar, cozinhar, limpar, cuidar de outras crias, assim a mamãe pode curtir seu RN e ter um pós-parto digno.

Mas, ah, a mãe em tempo integral! Esse ser que se acha polvo, que quer abraçar o mundo…

Quando volta para casa, a mãe em tempo integral volta ao “ambiente de trabalho”. Vê o serviço acumulando, recebe ajuda, mas é que não fica, assim, do seu jeitinho. A mãe, a sogra, a tia, a vizinha, o marido vêm ajudar, mas ela não aceita. Ela TEM QUE dar conta de tudo sozinha.

Reparem: as mães que trabalham fora aceitam ajuda sem se sentirem incapazes, é comum a elas delegar mais as atividades do dia a dia. As mães em tempo integral relutam até o último esforço em aceitar ajuda para os afazeres cotidianos, e, quando consentem, bate aquele sentimento de “ai, como sou incompetente!”.

Se é o primeiro rebento, a mãe em tempo integral me parece mais disposta a receber ajuda, já que tudo é novidade no ofício de progenitora. Mas se o RN não é primogênito, a mãe não se dá o direito de não saber lidar com algo, afinal, ela já tem experiência na função de mãe.

E lutam bravamente para não enlouquecer em meio ao caos que é ter um RN em casa.

E algumas chegam a conciliar os afazeres domésticos, os cuidados com o RN, o prévio papel de mãe e ainda mantêm blogs e redes sociais!

Porque mãe em tempo integral é um ser presunçoso por natureza.