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Segundo o Ministério do Trabalho, cerca de 4 milhões de crianças e adolescentes trabalham no Brasil, seja de forma regular, a partir dos 14 anos como aprendiz em empresas, seja da maneira mais cruel, em garimpos, semáforos e prostíbulos.

Todos sabemos da gravidade da situação, da importância do brincar e do estudar. Mas quem é que entende a maneira como a criança foi trabalhar?

Glória Pires começou pequena sua carreira como atriz. Isso é trabalho infantil?

Aquelas criancinhas cantando na TV, adorando estar na mídia. Isso é trabalho infantil?

O menino que trabalha passando informações para o tráfico em troca de um tênis de marca que ele jamais ganharia com o trabalho dos pais. Isso é trabalho infantil?

A menina que cuida dos irmãos mais novos para que os pais possam trabalhar e ter um vida mais digna. Isso é trabalho infantil?

O pequeno atleta que treina à exaustão. Isso é trabalho infantil?

O garoto que faz malabares no semáforo para bancar seu vício em alguma droga. Isso é trabalho infantil?

A menina que vende flores para ajudar na renda e se sentir mais parte integrante daquela família. Isso é trabalho infantil?

 

A questão vai muito além do ligar 100 e denunciar. É preocupante saber se aquele jovem, se aquela família terá um tratamento adequado pelo conselho tutelar. Se aquela criança não terá sequelas psicológicas por saber que sua atividade criou uma tensão no seio familiar.

É assunto para políticas públicas de educação, inclusão social, geração de trabalho e renda adequado para pais, regularização do trabalho para jovens a partir dos 14 anos, conscientização da população sobre a importância do tema.

É fácil meter o dedão na cara de um pai cujo filho trabalha e dizer que ele está errado. É fácil chamar a criança e dizer que ela deveria estar na escola.

Difícil é mudar a situação.

Por isso aderi à campanha da Rede Promenino da Fundação Telefônica, acreditando que o primeiro passo é a informação.

Não comprar nada que seja fruto de trabalho infantil, já que o comércio é principal foco desse tipo de trabalho, é uma boa forma de se apoiar a causa.

Eleger políticos que se importem com a causa, comprar produtos de empresas com ações voltadas à erradicação do trabalho infanto-juvenil e apoiar campanhas com o tema também são formas do cidadão consciente favorecer a infância e a juventude sadias.

O trabalho mingua sonhos, rouba a imaginação, ameaça a inocência da criança, tira a alegria dos nossos jovens.

Trabalho Infantil é da nossa conta!

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