pongomirror

E eu achando que crise só começava na adolescência, quando a cria resolve provar ser autossuficiente, independente, demonstrar que é um ser humano, e não uma extensão do corpo dos pais (Como? Isso pode? Ele não vai morar o resto da vida na minha casa, sob minhas asinhas?).

A crise de que falo não é aquela que pairava pelos 20, agora pelo 30 anos. Aquela que indaga sobre a vida adulta, sobre realizações pessoais, sobre quem eu queria ser e quem eu sou na verdade.

O buraco é mais embaixo. Bem embaixo. Com menos de 1 metro, eu diria.

Filho está em crise!

-> TODOS CAS MÃO NA CABEÇA /o\ E BOCABERTA :O <-

Não come direito, escapam xixis, desfralde de number 2 de volta à estaca zero, só quer comida na boca. Ele pede colo e diz: “Sou um bebejinho”. É claro que dá uma vontade imensa de encher ele de beijos e dizer que, sim, ele é e sempre será meu bebezinho, meu cuti-cuti… Mas não pode, né?

No minuto seguinte, ele quer subir e descer as escadas numa passada sem utilizar o corrimão, quer fazer o próprio leite, quer ligar a TV, quer tomar banho e se vestir sozinho: “O menino! O menino faz!” (filho refere-se a si mesmo como menino).

E aí é “deu um nó no rabo”!

Filhote está na dúvida: ser bebê ou ser criança? Depender dos pais ou fazer o que quiser sozinho? Ter segurança ou se arriscar e aprender?

E eu, como mãe deste ser em crise, fico angustiada e sem saber o que fazer: continuo agindo como se ele fosse um bebê –o que dá mais segurança a ele –, ou deixo a birra reinar até que ele entenda que já é uma criança?

Peço a ajuda dos universitários…


Em tempo: Aquela história de piratas não convenceu o menino a ir ao banheiro. “Já para prancha, pirata!”prancha