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Aprendi a ler com os gibis da Turma da Mônica. Quem nunca?

Durante anos fui assinante e, mesmo depois de adulta, casada e, na época, sem filhos, comprava gibis. Meu marido até hoje guarda uma coleção de quadrinhos históricos. Quando a Turma da Mônica Jovem teve seu primeiro número lançado, lá estava eu na Bienal do Livro, na fila, com meu exemplar na mão. Não sou aficcionada por gibis, mangás e afins, mas sempre admirei o trabalho de Maurício de Sousa como formador de leitores cidadãos.

Esqueci de contar que minhas primeiras amizades virtuais se deram naqueles clubinhos de correspondência divulgados nos gibis. E olha eu aqui, mergulhada na hyperesfera… Tudo culpa do Seu Maurício.

Eis que a @huggiestdm convidou uma galerinha para conhecer a Maurício de Sousa Produções. Não sei como seria visitar uma fábrica de sonhos, mas posso ter uma ideia depois dessa experiência.

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Ali, o artesanal e o digital convivem em harmonia, assim como o trabalhar e o se divertir. Era possível ver o semblante de satisfação em cada funcionário. Colaboradores novos e de décadas trabalhando juntos, em equipe, sempre com a mesma conversa de que adoravam trabalhar ali. E acho que foi por isso que não nos levaram para conhecer o departamento de RH: certamente eu iria pedir para preencher uma vaga de qualquer coisa!

Voltando à visita, descobri que o processo de criação de um gibi é rústico, feito no papel, com lápis e nanquim. A digitalização só acontece nos finalmentes. Descobri que nem só de quadrinhos vive a MSP: lá estão os estúdios de animação e áudio, a criação de produtos e embalagens que envolvem a marca Turma da Mônica, a editora de livros e publicações, o departamento de arquitetura e engenharia de parques… Também descobri que Seu Maurício (é assim que o pessoal se refere a ele) parece se envolver em todas as partes do processo, sabe tudo o que acontece na empresa dele, é respeitado como um dirigente político, mas não deixa de demonstrar uma relação de cumplicidade com os funcionários. O maior exemplo disso é que nada, absolutamente nada, do que é publicado sob a marca Turma da Mônica sai sem o aval dele: de uma animação 3D a uma tirinha de jornal.

Tentar narrar a visita não vai dar a dimensão da magia do lugar. Procurei algum vídeo que pudesse mostrar o quanto a gente vira criança lá dentro. E esse foi o mais próximo que achei (reparem como o rapaz se derrete ao ouvir a voz da Mônica).

 

O final da visita foi um papo gostoso e descontraído com o próprio Maurício de Sousa e a aparição da Mônica (a filha legítima do homem), uma pessoa simpatissíma – que disse que eu estava ótima para 38 semanas! #murry –, baixinha, sorridente, mas nem um pouco dentuça ou gorducha. Ela também não deu coelhadas em ninguém!

Pela oportunidade de conhecer e rever blogueiros amigos e pela experiência mágica de viajar no mundo da Turma da Mônica, fica meu muito obrigado à @huggiestdm, à @MSPOficial e à @TurmadamonicaTM.

Confissão: Eu estava torcendo para a minha bolsa estourar e eu entrar em trabalho de parto ali mesmo, no meio da produtora. Pô, eu ia virar história em quadrinhos, certeza! Mas, como não foi dessa vez, vou deixar filhote nascer tranquilo e inscrevê-lo para a promoção Seu bebê no meu gibi 2.

 

As fotos são do Portal das Arábias, e aquela é a primeira tirinha do Maurício de Sousa, editada para caber na moldura. A original está aqui.