Eu não ia me manifestar, mas agora eu vou!

Sou daquelas mães que ficam 2 meses em casa, até o bebê tomar as vacinas, que evita lugares barulhentos com o bebê, tipo shopping e mercado. Daquelas que acreditam que amamentar é um ato de amor e que deve ser feito num ambiente tranquilo, com filho e mãe calmos. Nunca consegui amamentar com muita gente em volta e sempre ajeitava meus compromissos de forma que na hora de mamar eu já estava em casa. Por isso não aderi ao mamaço virtual.

Mas também não saí apedrejando as mães que se sentem bem em fazê-lo em público. Simplesmente respeitei. Acompanhei o movimento, li muitos posts, e compreendi outros pontos de vista. Questão “mamaço virtual” encerrada.

Então, acontece o que aconteceu no CQC. Pausa:  Não tá entendendo nada? Clique aqui agora!

Esses homens… Meu marido trabalha numa loja feminina e, vira e mexe, uma mãe se põe a amamentar lá mesmo. E ele sempre reclama (não com a mãe, óbvio!). Não é por nada, não. Mas ele fica sem graça, sem saber para onde olhar, constrangido.

Depois de ser mãe, percebi que, em geral, os homens se sentem assim: amigos, parentes e até meu pai ficava mais “travadão” quando eu estava amamentando. De repente aquele peitão, que para eles tem tudo a ver com sexo, vira o alimento e o acomchego de um bebê. A verdade é que é difícil para os homens entender o que acontece com a gente quando se está amamentando. Fato.

Oras! Por que eu estou nessa blogagem coletiva?

Por respeito! Uma coisa é você receber um apelo de uma mãe falando da censura ao ato de amamentar e não se manifestar a respeito. Outra coisa é você avacalhar geral, em rede nacional.

Pô, Tas! Você é colunista da revista Crescer. Não deveria permitir esse tipo de comentário em seu programa. E, por isso, tenho certeza de que vai haver um pedido de desculpa, uma explicação para isso.

Enfim: não amamentei em público, não concordo com isso, mas respeito quem opta por fazê-lo sem constrangimento. E tenho certeza de que meu marido jamais deixará de oferecer um banquinho a uma mãe que queira dar de mamar a seu filho dentro da loja dele, nem pedirá para que ela vá com suas tetas a um banheiro.

#BASTA à falta de respeito com o outro! #BASTA a esse assunto!