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A maioria das grávidas que conheço corre comprar um sapatinho, um macacãozinho assim que descobre o positivo. Eu mesma já fui assim.

Acontece que, desta vez, eu não estou ne um pouco empolgada com esse negócio de enxoval.

Minha sogra já comprou um monte de coisas, minha mãe já deu presente de dia das crianças e prepara o do Natal, já ganhei presente de amigos, mas eu mesma não comprei nada.

Os espectadores se dividem entre depressão e prudência.

Nunca desejei tanto ter um filho quanto este bebê que está aqui dentro. Passar 39 semanas esperando o grande momento e voltar para casa de mãos vazias é, no mínimo, frustrante.

Então eu penso: tenho tudo por aqui – carrinho, berço, bebê-conforto, banheira, dentre outros itens –, sem contar o enxoval de menina que está todo guardado. Para quê me preocupar? O máximo que vou comprar são umas pecinhas RN de cor básica, uma vez que quero saber o sexo do bebê só no nascimento.

Depois que a criança nascer, saio e compro um monte de coisas rosa ou azul. Hoje em dia é tão fácil comprar roupinha, tem uma loja em cada esquina, com modelos para qualquer bolso.

Tudo bem eu estar me eximindo dos preparativos do nascimento como uma forma de defesa?

Tudo bem? Ou é melhor eu ir para a terapia? Ir para a pia?

Se eu já não era muito boa da cabeça, agora, com esse turbilhão de novas emoções, vocês imaginam pelo que as pessoas que convivem comigo estão passando.

Coitadas… porque na vida real não tem “block” e “report spam”.

 

Em tempo: Você sabe o que é baldar?