Um balde de esperança – vida de empreguete

 

A revolução feminista já era. Voltamos ao batente doméstico.

As empregadas domésticas estão em extinção, assim como diversas outras profissões servis.

A mulher que batalhou por direitos iguais, pelo mercado de trabalho, pela emancipação feminina, hoje encontra no próprio gênero uma dificuldade para seguir com seus planos. Para se tornar uma profissional de sucesso, uma mãe inteiramente dedicada aos filhos, era preciso poder contar com os serviços de uma outra mulher, geralmente menos favorecida financeira e intelectualmente.

Só que essa outra mulher que se submetia aos serviços de faxina, trabalhando como empregada doméstica ou diarista, também buscou seu lugar ao sol.

Talvez a culpa seja de uma novela do Plim-Plim, talvez seja apenas reflexo da evolução da sociedade. A questão agora é que as faxineiras preferiram se tornar atendentes de telemarketing, recepcionistas, assistentes administrativos, ainda que ganhem metade do que ganhariam com o trabalho de faxineira.

O ego das pessoas fala mais alto do que o dinheiro: é preferível ganhar menos e ter carteira assinada e trabalhar numa firma do que limpar e cuidar da casa de um terceiro. A conotação é escravagista, é preconceituosa.

Do outro lado da corda, mulheres qe buscam alguém que as auxiliem nos serviços da casa, como um profissional qualquer. Não queremos amas, nem vassalos. Queremos prestadores de serviços.

Elas clamam por direitos, nós, por deveres.

Ora, se querem cobrar mais pela faxina, demonstrem qualificação.

Se vão fazer restrições para trabalhar, nós também temos exigências. E assim, a extinção se dá.

Mais uma vez tomei bota de faxineUra – a do cartão. Nosso relacionamento ia completar um ano, mas ela foi embora.

Outra pessoa já veio fazer um teste. Dentre outras coisas, deixou a pia da cozinha suja e com lixo. Bebeu um copo de água antes de sair e largou nessa pia.

E sigo com a saga! Onde foram parar as tias Anastácias? As Penhas?

A tendência agora é fazer como a milionária chinesa: faxinar para dar o exemplo de valor aos filhos.

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6 comments

  1. Acho que vou mostrar a matéria da milionária chinesa pra a minha empregada e ver se ela se liga no movimento. Ou seja: fica esperta e pára de faltar para não perder o emprego. Hj fiquei na mão de novo, e de novo, e de novo e de novo. Como diz a Simone Miletic vou largar dessa vida de depender do outro e adotar o Flylaid (sic) e antecipar a entrada dos meus filhos no mundo da classe média sem empregada doméstica nem diarista, algo que deve acontecer muito breve.

  2. Mi, esta é a tendência. Classe média na Europa não tem empregada e as que tem sorte e grana conseguem uma faxineira 2 vezes por mês. Eu cuido há 11 anos da minha casa, nunca tive faxineira. Mas deve ser barra ter que depender dos outros. Imagino como vocês sofrem…

  3. Desfavorecida intelectualmente au! Meio forte Hein, sim desfavorecida em estudos sim, porque o Brasil é elitista. EU Moro em Londres e até conseguir aprender ingles fluentemente fiz faxina. Me envergonho nao, mas precisava de emprego que pagasse ferias, que pudesse me Dar um curriculo decente. Faxinar é super cansativo e é Claro que com melhora social Mao de obra barata se torna mais escarça.

  4. Excelente colocação! Empregada doméstica já desisti. Estou na transição de faxineira para empresa de limpeza doméstica. A faxineira depois de 1 ano esculhambou e resolveu estabelecer o próprio horário de trabalho. Pena! Era uma pessoa bacana, responsável. Acho que a ganância falou mais alto e estava fazendo duas faxinas no mesmo dia. Sério, prefiro eu fazer um pouco por dia do que passar por desgastes com essas “profissionais”. Abraço e estamos juntas!

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