Será que estou fazendo tudo certo com meu filho?

Será que estou fazendo tudo certo com meu filho?

A dúvida que angustia a maioria das mães: será que estou fazendo tudo certo?

Será que o meu peito está dando conta? Será que devo por mais uma coberta? Será que não devo colocá-lo numa escolinha? Será que devo parar de trabalhar?

Todas essas e mais um turbilhão de outras questões martelam nossa cabeça assim que nos tornamos mães. Um monte de receios de quem apenas quer o melhor para aquele bebezinho, para sua criança, para aquele adolescente. Ou seja: as dúvidas nunca passam, elas só mudam o foco.

Essas inquietações sempre existiram, mas o que nos diferencia de nossas mães e avós é a quantidade de informações que recebemos. Elas contavam apenas com um círculo restrito de pessoas; nós recebemos a cada dia um volume impressionante de informações que mais nos confundem do que ajudam. “Tem que dar o peito até 2 anos”. Mas e se a mãe não tem leite? E se essa mãe não se sente confortável em amamentar? “Tem que se dedicar integralmente às crianças até elas crescerem”. Mas a mãe sente-se muito bem no trabalho, aquilo faz tanto bem para ela… Tantas dicas para mães que a gente se sente perdida.

Cada um tem sua dinâmica, e o que funciona com uma família muito provavelmente não funcionará com a sua. Ter filhos é basicamente viver num experimento. A gente vai testando coisas, vendo o que faz sentido, o que nos deixa mais tranquilas, o que faz bem ao filho. 

A busca é a mesma: um mundo perfeito para nossos filhos crescerem. Vem cá, esse mundo não existe. E a única coisa em comum que temos é que devemos educar as crianças para o mundo. Oras, se o mundo não é perfeito, porque sua família haveria de ser? Não que eu esteja consentindo com algumas barbáries que vemos todos os dias, mas as crianças precisam entender que temos limitações. Inclusive as mães têm limitações.

E, sim, erramos! Somos mães e erramos inúmeras vezes. Era fome, mas a gente fez dormir. Era sono, mas a gente trocou a fralda. Era dia de levar uma foto da família e a gente esqueceu. Foi o outro que começou e a gente deu bronca no primeiro. Erramos, mas não há nada de errado!

Fazer certo é fazer aquilo que você consegue!

Ao criar um ambiente onde sempre acertamos, geramos uma ansiedade nas crianças de que elas não podem errar. E errar faz parte do aprender. Nossos filhos precisam estar seguros de que “tudo bem se eu errei”. 

Também precisam entender que a mãe não é uma divindade, perfeita, imaculada. Mãe erra, mãe perde a linha, mãe dá piti, assim como eles. Isso é normal. A gente se arrepende, pede desculpas, tenta o melhor depois. Olha quanta coisa ensinamos nossos filhos com uma pisada na bola!!!

Por isso, antes de ficar em posição fetal e chorar as mazelas porque você acha que está fazendo tudo errado, lembre-se: Fazer certo é fazer aquilo que você consegue! Será melhor para toda a família se você puder fazer algo que te deixa segura e confortável, do que simplesmente fazer o que lhe falaram que é certo e aí você desiste e se sente um lixo.

“Será que estou fazendo tudo certo com meu filho?”. Se você está feliz, certamente é o melhor! Se bateu uma angustia, reveja seus valores. O que você está disposta a bancar na maternidade?

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