3 motivos para você trocar o “tenho que” por “eu quero”

Troque o tenho que por quero que

Se eu pudesse dar um conselho, diria: troque o tenho que por eu quero!

Sabe o lance de que a sabedoria chega com o tempo? Pois bem, sou prova viva disso.

Nessa jornada de botadas na nuca, chutes na bunda e choros amargos, entendi algo que fez com que eu ganhasse anos de saúde mental e por isso, nesse post, conto os 3 motivos para trocar AGORA o “tenho que” por “eu quero” fazer essa parada aí.

1. O tenho que aprisiona

Sabe aquele dia em que você acorda, olha para a sua vida e acha tudo uma grande bosta? Pois então, isso acontece aqui em casa com frequência. A água bate na bunda e começamos a questionar tudo e todos. O resultado é que nos enchemos de uma lista de obrigações, ficamos nervosas e perdemos qualquer iniciativa que nos coloque em um caminho mais equilibrado.

2. A obrigação tira a sua saúde mental

Se você não consegue realizar a impossível lista de metas traçadas mentalmente, sente-se ainda mais frustrada. Isso “ae” alimenta um bicho ranheta interior que  nos deixa com aquele humor fresco de lata de sardinha, saca? A obrigação faz com que percamos a comunicação com aquilo que desejamos. Resultado = falta de saúde mental. (Leia: Como vai sua memória depois dos filhos)

3. Perceba quantas vezes por dia você diz “eu tenho que”

Mães vivem dilemas diários e a autocobrança costuma fazer um enorme estrago na autoestima e consequentemente na relação com as pessoas. A gente vive dizendo que tem que melhorar a alimentação do filho, tem que melhorar a aparência, tem que cuidar de casa, tem que assinar a agenda, tem que separar o material, o uniforme, tem que ser aceita. A quantidade de vezes que nos obrigamos a algo durante o dia é catastrófica, bote reparo nisso.

Mas nem tudo está perdido, saia do automático para tentar combater essa parada que nos deixa doidas!

Vamos partir de algo lógico: todos nós somos diferentes por natureza, mesmo assim, entramos em um processo maluco de pertencer (a uma sociedade doente emocionalmente falando) e nos acabamos por isso, concorda? Mas como eu que adoro ser do contra, rs, tenho uma lista de coisas que faço para sair do processo automático e entrar no processo consciente.

  • Respire, quantas vezes forem necessárias. A gente esquece de fazer isso por conta de estarmos sempre no modo “tenho que”.
  • Perceba que seu desgaste é proporcional à sua lista de obrigações. Diga para si mesma que não tem obrigação de nada, que vai fazer as coisas porque gosta, porque se sente bem.
  • Quando estiver desenhando mentalmente a lista de coisas que tem para fazer, pare (pegue no bumbum, hahahaha) e veja quais delas lhe dão prazer.

Já experimentou brincar com o filho sem ter obrigação de fazê-lo? E trocar uma fralda se divertindo? É gostoso, leve, libertador e nos coloca em sintonia com o mundo.

Guarde um momento para relembrar o que lhe fazia feliz. Andar de patins? Nadar? Dançar pela casa? Coloque na sua rotina!

Para criar filhos emocionalmente saudáveis, precisamos estar alinhadas com nossos desejos também. É claro que não estaremos em paz todo o tempo, porque temos obrigações e problemas. Mas que tal fazer uma balança para equilibrar as duas coisas durante o dia?

Muita força para toda a semana.

Beijos e abraços quentinhos (os melhores do mundo!)

Fabi Deziderio

Escreve o Crônica Vida, com seus causos absurdamente reais, e agora divide seu bom humor aqui com a gente na coluna Desembucha.

 

 

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