Uma indireta para aquela mãe sem responsabilidade na internet

 Uma indireta para aquela mãe sem responsabilidade na internet

Tem mãe aí precisando de aula sobre responsabilidade na internet. Você conhece alguma?

Eu sempre falo aqui no blog sobre segurança na internet e da importância de educarmos nossos filhos para o mundo digital. Sabendo que muitas mães, pais, avós, tias e professoras me acompanham, sinto-me na obrigação de orientar meu público a navegar com segurança e ensinar nossas crianças a lidar com este mundo digital que há tempos deixou de ser virtual.

Mas o papo agora é outro!

Agora é nível puxão de orelha que algumas mães estão precisando levar.

Estava lendo esta cartilha sobre o uso responsável da internet, dirigida a adolescentes (ADOLESCENTES!), e me deparei com uma lista de cuidados ao se utilizar a internet que uma parte das mães que fazem uso de redes sociais precisa reler.

Estou falando isso porque vejo aquela “pregação” antibullying nas escolas, nos grupos de mães, mas nas redes sociais a gente parece não estar dando muito o exemplo para nossos filhos. 

A cartilha é para os adolescentes, mas caiu como uma luva para as mães.

Mães precisam usar a internet com mais responsabilidade

  • postar informações pessoais, como endereço de casa e da escola, como também hábitos de passeios e viagens, da família ou amigos.
    • Há alguns anos o post com as 10 fotos de seu filho que não deveriam estar na internet bombou na internet, mas sempre vejo muita gente que compartilhou aquele texto postando foto de filho com uniforme, dando check-in em hotéis e passeios com a família e marcando a escola do filho no mapa do Instagram. É a segurança de toda a família que está em jogo. Não queira depois dizer que o filho adolescente postou X ou Y e estava errado. Foi você quem deu o exemplo, mãe.
  • deixar de ter atenção e cuidado na hora de criar e usar senhas pessoais, colocando a data de aniversário como senha por exemplo.
    • Há quanto tempo você não troca a senha de seu e-mail? É a mesma da sua rede social? A mesma no cadastro daquela loja virtual? Um ataque a uma dessas lojas pode deixar seus dados em risco. Das fotos de família aos números do cartão de crédito.
  • publicar ou compartilhar conteúdo que desmoralize, constranja ou cause danos a outras pessoas.
    • A mãe fala que não pode falar mal do fulaninho nas redes sociais, fica indignada se postam fotos de jovens no whatsapp difamando sua reputação, vem com aquele de discurso de imagine se fosse você. Mas na hora de usar suas redes sociais, a mãe achincalha a outra mãe que ofereceu alimento adoçado ao bebê, posta foto ridicularizando o corpo de outra mãe num grupo do “zapzap”, vem com um discurso de ódio num comentário num grupo do Facebook. Não preciso ficar aqui explicando e exemplificando. Está nítido o que estamos ensinando a nossos filhos. De que adianta a cenoura orgânica na sua mesa, a escola Waldorf, se a mãe não tem respeito, e se sente inatingível atrás das telas?
  • fazer comentários que depreciem a imagem de amigos ou pessoas que não conhece.
    • Dizem que quando nasce uma mãe, nasce uma blogueira (não é, Lelê?). E posso dizer que não há uma mãe que optou por compartilhar suas experiências que não tenha sido ofendida de alguma maneira numa rede social. Nos grupos, vejo mães pedirem conselhos, quase que desesperadas, e receberem de volta, não ajuda ou consolo, mas revolta e humilhação. Sabe aquela criança gordinha que sofre bullying na escola? Sabe aquela menina que está pensando em realmente se matar de vergonha de aparecer na escola novamente? Então, estamos fazendo isso com outras mães. Deixando outras mães se sentindo inferiores, menos capazes. E isso influencia a vida da família dessa mulher que, desestruturada e sem apoio, não vai conseguir transmitir segurança e conforto para quem precisa. 
  • criar um perfil falso para causar danos às pessoas.
    • “Ah, isso é coisa de adolescente!” Pois eu acho melhor você rever seu conceito de adolescente, pois tem muita mãe sem fralda para trocar, sem louça para lavar, dormindo muito bem à noite, que está tendo tempo para infernizar a vida de outras mães. Não importa o quanto a blogueira, a atriz, a anônima está errada. Quem garante que você é melhor do que ela? Falando em coisas falsas, compartilhar notícia falsa é crime, sabia? Por isso, muito cuidado antes de sair postando. Vale dar um Google antes de se impressionar.

Há quase 8 anos, quando me descobri mãe, descobri também um mundo de falta de empatia, onde as pessoas estão mais preocupadas em provar que são melhores do que as outras do que estarem dispostas a ajudar o outro. O outro que um dia pode ser a gente mesmo.

E é isso que estamos ensinando a nossos filhos: a não se colocar no lugar do outro, a expor o outro ao ridículo, a valorizar a aprovação social e não a satisfação pessoal.

Estamos sempre preocupadas com o mundo que vamos deixar para nossos filhos, mas nos esquecendo da internet que vamos deixar para eles.

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3 comments

  1. onde aplaude?
    onde assina?
    perfeito e mil vezes compartilhavel seu post Mi

  2. serve pra avó tbm?

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