Falta-nos tempo. É sempre a mesma reclamação, independentemente de idade, classe social…
Antes eu trabalhava, estudava, não tinha empregada, saía de balada. Dava tempo de fazer muitas coisas, e eu já reclamava da falta dele.
Depois veio a formatura, o primeiro filho, a faxineUra, e o tempo? Sempre escapando pelos dedos.
Mais uns anos, mais um filho, mais se escapa.
E a velocidade dos segundos parece ter aumentado à medida que meus filhos ganham centímetros em altura.
Onde foi parar o tempo? Aquele de se sentar e ler um livro, na rede? Aquele de ver o sol se por? Aquele que me transformou?
Está aí uma verdade: a gente se desdobra para checar as redes sociais, para blogar, mas a gente não encontra tempo para contemplar o céu debaixo de uma árvore.
Prioridades? Comodismo?
Faça o teste: 30 minutos na frente do computador e 30 minutos num parque, totalmente desconectado. Em qual das duas oportunidades o tempo passou mais depressa?
É como aquela história de o que pesa mais: um quilo de pena ou um quilo de pedra. O quilo é o mesmo, o que muda é a forma como recebemos o peso.
E vai que você se inspira e resolve copiar a jornalista que passou 30 dias desconectada, ou essa família que ficou off-line num final de semana ou pelo menos 24 horas, como esse grupo de universitários. Eu vou tentar uma das opções e depois conto como foi. Quem topa?