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Festa na torneira

Festa na torneira

 

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Hoje é dia da água! Ah, vá! O que seria do mundo sem minhas informações gloriosas, hein?! As pessoas falando da natureza, dos mananciais, de ecologia, de sustentabilidade, e eu, bem… Eu fui comemorar lavando roupa! Porque grávida como estou, é preciso lavar todo um enxoval antes que a criança nasça.

Pois divulguei isso em uma das redes sociais que frequento e fui atacada por ativistas e ecochatos de plantão. Exigiram minha retratação, meu pedido de desculpas! Mentira! Recebi apoio dazamiga dona de casa.

Muita gente sabe, outra muita gente, não, mas eu uso a água da máquina para lavar o quintal, a garagem e o quartinho das gatinhas. E, geralmente, junto roupa para encher a máquina: nada de lavar no nível baixo. Morro de dó de jogar água cinza direto pro ralo.

Queria ter em casa aquele sistema de reutilizar a água do banho, da máquina para utilizar na descarga. Mas será que o investimento e a dor de cabeça valem a economia?

Então que outro dia tentei lavar louça no esquema ecológico e, olhem, aprovei!

Antes de colocar a louça na pia, é preciso tirar bem a sujeira e jogar no lixo – no lixo, não no ralo.

Depois você pega uma vasilha, enche de água e coloca algumas gotas de detergente.

Então você encharca a esponja nessa água e vai lavando a louça, sem abrir a torneira. A cada novo item a ser lavado, você mergulha a esponja na vasilha.

Vai lavando e colocando na pia na fila do enxágue. Acabou de ensaboar? Daí você liga a torneira e enxagua tudo. Fim.

Eu achava que esse sistema deixaria a esponja nojentinha, bem como a água da vasilha, mas, tirando bem a sujeira da louça, não fica, não. E rolou a mesma espuma do que se eu tivesse jogado detergente direto na esponja e repetido a operação umas 3 vezes até o fim da louça.

Resultado: a esponja fica limpa a cada item a ser lavado, você economiza água, detergente e, consequentemente, dinheiro.

Ah, você tem máquina de lavar louça? Desculpaê!

Já tentaram me convencer desse gadget, mas prefiro lavar a louça deixar a louça pro marido a perder um espaço valioso na minha bancada de trabalho pia.

 

PS: Aproveito o ensejo aquático para iniciar o filhote nas atividades desportivas piscinais. Vamos ver no que vai dar!

Saco é um saco!

Saco é um saco!

Você já deve estar sabendo, mas, a partir do dia 25/1/2012, o estado de São Paulo deixará de distribuir as famigeradas sacolinhas de supermercado. Desta data em diante, os consumidores terão algumas opções: desembolsar 0,19 cents de reais por sacolinha, levar sua própria sacola – o que os modernetes chamam de ecobag – ou utilizar as caixas de papelão cedidas gratuitamente pelas redes.

Para mim, não será nenhuma novidade, pois há mais de ano comecei minha coleção de sacolas – vide gosto pelo próprio avatar – e caixas dobráveis, além de também optar pelo uso das caixas de papelão. Mas acredito que para a grande maioria, ficar sem as sacolinhas vai ser torturante.

Já vi muita gente toda orgulhosa em levar as compras em caixas de papelão escondendo sacos e sacos no meio dos produtos. Qual a vantagem? Da mesma forma, até hoje recebo olhares de reprovação master quando recuso uma sacola.

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Se D. Pedro II tivesse jogado uma sacolinha no lixo, ela provavelmente estaria terminando hoje seu ciclo na natureza.

A intenção da medida – que não é lei, é só medida – é diminuir o uso das sacolinhas que demoram cerca de 400 anos para se decompor.  E, segundo o Ministério do Meio Ambiente, cada brasileiro consome cerca de 66 sacolinhas por mês, contando 12 bilhões de sacos plásticos por ano no país. Não havia tanto problema se nosso lixo fosse tratado corretamente, mas é que muitas dessas sacolinhas vão parar nas ruas, entopem bueiros, invadem os mananciais, se enroscam nas árvores e podem matar os animais que as confundem com alimento (cerca de 100 mil bichinhos morrem assim por ano no mundo!).

Além disso, a sacolinha é feita do petróleo, que polue o ambiente com o consumo de energia, água e a emissão de gases tóxicos na atmosfera.

Tudo é questão de costume e adaptação eu me lembro bem de quando os sacos de papel foram substituídos pelas sacolinhas.

Recuse sua sacolinha só por hoje!

 

Fontes: Ressoar, Akatu, Abril – Planeta Sustentável.

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