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Sou mãe do Calvin!

Sou mãe do Calvin!

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Está nos autos de alguma entidade secreta internacional: meu filho está nomeado para ser um MIB – homens de preto –, aqueles que lutam contra uma invasão inseto-alienígena.

Primeiro foi com uma coleção de insetos numa caixinha de fósforos. Ele passou alguns dias observando os insetos sob o olhar de sua lupa (item indispensável na caixa de brinquedos – recomendo). Tinha uns 4 pernilongos, uma mosquinha e uma abelha… Mortos.

Macabro? Vc não viu nada:

- Filho, cadê seus insetos?

- Tão nadando.

- Como assim?

- Eles “tavo” com sede, então eu coloquei eles na piscina. – Avistei um balde com água, a caixinha de fósforos esgualepada e uns bichinhos boiando. Não bastava estarem mortos, tinha q matar a sede deles bebendo água na piscina.

 

Depois foi o episódio em que minha sogra pegou-o com uma pequena casa de vespa nas mãos, futucando as larvas-bebês. Sorte ele não ter levado nenhuma picada. Dele e da sogra. Onde já se viu deixar uma casa de vespas dando sopa por aí?

 

Em seguida, foi a das formigas:

- Corre, mãe! O banheiro está formigando!

Minha imaginação deu vários loopings nessa hora, mas tudo não passava de uma fila de formigas procurando um novo lar.

 

Agora foi essa. Estava o pequeno de mochila correndo pelo quintal:

- Mãããe, achei uma joaninha!

- Isso se chama besourinho.

- Pode matar, então? – pois ensinei que não se pode matar todos os insetos. Se deixar, baixa o D.D. Drin no moleque.

- Não, filho. Esse bichinho não faz nada.

Saí. Dois minutos depois, voltei. A mochila no chão, ele no canto, com aquela cara de “pode me deixar de castigo sete dias e sete noites” e o inseto esmagado no chão:

- Filho, vc matou o besourinho?

Rapidamente ele emendou:

- Matei! Ele queria pegar minha mochila.

 

Definitivamente, ele tem um apagador de memória escondido em algum lugar do quarto dele. 

 

PS: Não sabe o que Calvin ter a ver com a história? Veja aqui, aqui ou aqui.

 

Cor-de-rosa, nada: A maternidade é fúcsia!

Cor-de-rosa, nada: A maternidade é fúcsia!

menina

 

Já ouvi dizer que a maternidade é cor-de-rosa. Mas tive um menino, e não vi nada de rosa nisso! Era tudo muito azul, bege, verde, cinza…

Ser mãe de menino é muito prático: a calça não precisa combinar com a bermuda, que não precisa ornar com aquela sandália com meia. Não tem lacinho para dar, tem poucas roupas que são combináveis entre si. No verão, algumas bermudas bastam, porque meninos ficam sem camisa. O auge do rococó masculino é passar um gel no cabelo ou colocar um boné. Meninos fazem xixi de pé e não precisam se limpar. Para se divertir, meia dúzia – ou muitas delas – de carrinhos basta.

Agora estou aprendendo a ser mãe de menina.

Achei que fosse mais simples, afinal, a maioria de minhas bonecas eram meninas. Eu sou menina. Já era para eu estar familiarizada com esse universo cor-de-rosa… Só que não! O universo feminino é cor-de-rosa, lilás, pink, vermelho, cereja, rosa-bebê… A maternidade é fúcsia, mamãe! É meia, sapato, lacinho, faixa de cabelo, body, macacão cheio de lacinhos e babadinhos. E não basta ter trocentas opções de roupas: uma só combina com a outra, e não pode repetir! Confesso que fico meio assim com roupa de bebê menina: para mim conforto é tudo, e me recuso a por uma roupa cheio de frico-frico só para a bebê ficar gatinha. Sou mais o bom e velho macacão sem muito bordado.

O paninho de boca tem que ornar com a coberta. A meia tem que combinar com o body. O sapato… ah! Os sapatos, eu ainda não cheguei nessa fase, mas deve ser trash! Porque menina precisa de, no mínimo, um sapato fechado, uma sandália, um chinelo e uma bota.

E o brinco? E a pulseira?

Minha bolsa vai se encher de carrinhos e bonequinhas. Carrinhos são só carrinhos. Bonecas são bonecas AND suas roupinhas, mamadeirinhas, babadorezinhos, chupetinhas, pentinhos…

Ser mãe de menina envolve muitos detalhes. Mas a gente se acostuma, afinal, faz parte do nosso universo. Mas, olha, me recuso a criar uma fashion-victim. Eu sempre fui daquelas que um jeans e blusinha branca resolvem qualquer problema.

Menino ou menina… a maternidade tem muitas cores. Bom mesmo é se divertir com os bebês com o mesmo prazer que tínhamos nas brincadeiras de boneca.

 

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Post inspirado na frase de Disi Iachinski que eu escolhi como vencedora na Promoção da Huggies Turma da Mônica.

“Para mim a parte mais divertida de ser mãe é abrir a bolsa procurando a carteira e achar uma chupeta, é sair comprar uma bota e voltar com um número 10 vezes menor que o meu, é saber que agora meu mundo é todo cor de rosa e que eu voltei a ser criança, relembrando os meustempos de infância, dar nome as bonecas e ter uma de verdade para eu brincar e educar!!!!!!”

Doce de Cavalo

Doce de Cavalo

- Mamã-íííínha… – o menino aprendeu que para pedir algo muito difícil de se conseguir, como uma bolacha antes do jantar, é só me chamar assim, bem manhoso.

- Oi.

- Me dá um cavalinho de pocotó, assim, bem petitinininho, só um pouquinho?

- Um o quê???

- Cavalinho de pocotó que você comprou!

Paro e penso: não tem nenhum equino pela casa, nenhum brinquedo novo. Que raio de cavalinho de pocotó é esse?

- Cavalinho de pocotó? Eu comprei? Você tá doido, menino?

- Não, mamãe, tá na geladeira.

Penso de novo: será que comprei carne de cavalo e nem percebi?

Abro a geladeira, olho, observo…

Eis que um pacotinho salta aos meus olhos:

- Toma filho, mas só um pedaço que já já você vai jantar!

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