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Amar é imperativo

Amar é imperativo

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Acorda, filho. Anda, vai logo que já estamos atrasados. Já fez xixi? Tem que fazer xixi. Vai fazer xixi. Vem fazer xixi agora! Desce para tomar café. Toma o leite todo. Come com a boca na mesa e toma o leite. Não grita que sua irmã ainda está dormindo. Vai lá fora brincar de bicicleta. Entra que está chovendo. Não corre. Cuidado. Não mexe aí. Não pula. Já falei para não mexer aí. Se eu falar de novo… Não fica em cima da sua irmã. Para. Vem cá me dar um abraço. Vem comer. Para de brincar com a comida. Corre, vem ver. Não fala assim com seu pai. Não faz isso. Vai devagar. Vem tomar banho. Levanta. Abaixa. Vira. Não foge. Agora não. Depois. Mais tarde. Outro dia. Não. Porque sim. Desce daí. Vem. Agora. A-go-ra! Sobe. Não sobe na sua irmã. Não mexe na sua irmã. Brinca com sua irmã. Dá o brinquedo para ela. Não chora. Vem cá. Deixa eu te dar um beijo. Me dá um beijo. Assim não. Chega. Vamos trocar de roupa. Essa não. Vem por o pijama. Vem deitar. Não faz barulho. Vem me dar um beijo de boa noite. Vem deitar. Deita aqui no colo. Dorme.

 

Imperativo é para se dar ordens, exibir sua vontade. A vontade de quem fala, de quem pede, não de quem ouve.

Pego-me pensando em quantas ordens dou durante o dia. Em como quero ter o controle de tudo – mesmo não tendo.

Pode ser autoritarismo da minha parte. Pode ser apenas uma forma de implantar a rotina, a educação e os limites.

Mas pode ser algo maior, e muito menos notável.

O vínculo entre eu e meu filho ainda é muito forte, muito instintivo, muito passional -  e assim o quero para sempre. Coisa de bicho. Mas sei que o desenvolvimento dele depende da sua aquisição de liberdade e autonomia. É preciso soltar aos poucos as amarras, conforme ele aprende seus limites.

Mas enquanto eu sentir que somos ainda uma coisa só, como se ele ainda fosse uma parte de mim, vou querer que meu imperativo prevaleça. E só quando ele for capaz de se libertar das garras que é um colo de mãe, vou deixá-lo caminhar por si, lançar seus imperativos, sem que eu interfira em suas vontades, ainda que eu não seja quem irá realizar seus desejos.

imagem: weheartit

Indulgências em cinco minutos

Indulgências em cinco minutos

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Dez entre dez mães sentem, já sentiram ou ainda vão sentir algum tipo de culpa.

Sentem-se responsáveis por algum mal causado a sua cria: por fazer birra, por não comer, por não dormir, por ser tímido demais, por ser espoleta demais, por deixar na escolinha, por ser superprotetora.

Mãe sente culpa por tudo. E se o mundo acabar mesmo em 21/12/2012, vai ter muita mãe se sentindo culpada.

Essa chaga que assola a maternidade é assunto em qualquer rodinha de amigas, porta de escola, rede social. Desabafar é fácil, combater a praga é que são elas. Ainda mais porque tem aquele tal de tempo, ser em extinção.

Mas já pensou em poder aliviar essa tensão em cinco minutinhos? Coisa rápida. São dois vídeos da popó e pronto! Surge uma mãe feliz e de bateriais recarregadas.

Coloco aqui algumas ideias de como aliviar a culpa de mãe em cinco minutos – sim, porque cinco minutos é tudo o que basta para uma mãe.

E aguardo sua contribuição nos comentários.

  • Coma um chocolate escondido das crianças.
  • Escute sua música favorita com fones de ouvido.
  • Deite-se sob o sol.
  • Dê um amasso no marido, como se fosse uma adolescente.
  • Tranque a porta e vá ao banheiro sozinha, sem ser interrompida.
  • Faça uma auto-massagem nos pés com um óleo perfumado.
  • Ligue para uma amiga para bater papo.
  • Faça uma máscara facial.
  • Leia um artigo numa revista até o fim.
  • Faça um chá ou um café, e tome a xícara ainda fulmegante.
  • Aperte o botão soneca! E veja que máximo: isso vai lhe garantir nove – eu disse NOVE – minutos de alívio!!!

Brincando de Médico

Brincando de Médico

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Sentada aqui, na espera do pronto-socorro pediátrico, fico refletindo se o pediatra que acompanha meus filhos é o cara mais bacana. Se os médicos aqui do ambulatório vão examinar com propriedade as crianças que aqui estão. Se os pais vão acatar cada diagnóstico dado.

Por um lado, é difícil encontrar um pediatra parceiro, daqueles em que confiamos, daqueles que confiam na gente a ponto de dividir um número de celular para as horas punk. Principalmente se utilizamos nosso plano de saúde. Nas primeiras consultas, tudo é muito legal. Depois, elas ficam rápidas, e as perguntas são respondidas a seco. Fico com a sensação de estar levando corpinhos para um exame, não crianças para um acompanhamento.

Por outro, acho que os pais estão cada vez mais exigentes e mais informados. Ficam questionando toda e qualquer fala do pediatra, como se o Google desse conta de toda uma carreira em medicina. Os pais não conseguem mais dizer “o pediatra orientou”. Os conhecidos, o fóruns de discussão, a vizinha têm mais credibilidade. Vai de acordo com a conveniência daquilo que os pais querem ouvir – mesmo que não seja o diagnóstico mais acertado.

Pois não é que eu achei uma solução? A cortina se levanta e começa um projeção holográfica, porque data-show tá ultrapassado!

 A Convenção Pediátrica das Mães

Cada hospital deveria ter um grupo de meia dúzia de mães, um computador e pronto. Chegam os pais com a criança e um problema. A convenção analisa todos os sintomas, dá um Google e se reúne numa rápida discussão. Como num tribunal, dá veredito final: É virose, é gripe, é manha.

Para os casos de divergência ou os que requerem dados mais clínicos, aí, sim, o pediatra plantonista é solicitado.

Muito mais credibilidade e conveniência. Mães felizes e realizadas dando pitacos e palpites como profissão. Pediatras menos sobrecarregados. Pais contentes e satisfeitos com o tratamento.

Não ia ser o máximo? Tirando que além do diagnóstico, as crianças iriam utilizar muito menos antibióticos, e bem mais chazinhos e mandingas. As avós iriam recuperar seu valor!

 

Brincadeiras à parte, acredito que o que falta é um pouco mais de atenção, de ambas as partes: os médicos precisam ouvir mais as queixas dos pais, escutar o que as crianças têm a dizer, discutir com os pais numa conversa, num bate-papo. Os pais também precisam refletir, questionar, mas sem querer testar os conhecimentos do médico, ou não aceitar um diagnóstico porque não é exatamente aquilo que se espera ouvir.

O ideal seriam consultórios sem aquela mesa/muralha que divide o espaço pais-pediatra. Os médicos não estão na sala de cirurgia, estão no consultório: lugar onde paciente busca informação, opinião mais experiente. Não um diagnóstico fechado e pronto, como receita de bolo.

E, a propósito, nunca encontrei um pediatra que me desse o número do seu celular, e acredito que esse não seja algo relevante. As gerações anteriores criaram filhos sem esse advento, e nem por isso o número de mortalidade infantil se alterou.

Dica: O pessoal do Mamatraca está com uma discussão ótima sobre o assunto. Passem lá!

Cucas encanadas

Cucas encanadas

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Essa obsessão pelo perfeccionismo maternal é uma coisa de outro mundo.

Nós, mães, buscamos sempre ser as melhores, dar conta de tudo, fazer tudo ao mesmo tempo, mesmo sem ter superpoderes. E, ainda assim, sabemos que não vai sair perfeito. Porque somos humanas, e não máquinas. Mas bem que queríamos que tudo fosse redondinho: filho colocando o uniforme sozinho na hora certa, sentando-se para comer civilizadamente sem precisar chamá-lo para voltar à Terra e mandar ver o arroz com feijão, bife, salada e legume, todos orgânicos, que você cuidadosamente preparou enquanto ele pintava um desenho – no papel, e não nas paredes. Filho dormindo sozinho no berço, sem que você tenha que niná-lo por horas e só conseguir fazê-lo ficar no lugar dele lá pela quarta tentativa. Não existe filho perfeito, por isso as mães não podem ser perfeitas, e vice-versa.

Nessas, procuramos o pelo no ovo.

Porque mãe que é mãe, além de saber que não há perfeição, ainda procura algo errado, invarialvelmente, sempre.

- O que essa criança tem??? Ela NÃO dorme! É o dia inteiro mamando, ninando… Põe no berço, desperta. No carrinho, desperta. Dia e noite, noite e dia. Tem alguma coisa errada. É cólica, é frio, é fome?

Dias depois, a mesma mãe (no caso eu a irmã da prima da filha do vizinho do padrinho da minha amiga) se questiona, ensandecidamente:

- O que essa criança tem??? Ela SÓ dorme! Tem que acordar para mamar, acordar para trocar. Tem alguma coisa errada. É cólica, é frio, é fome?

Para as mães, nunca está bom! Se faz birra, é porque faz birra. Se não faz birra, é porque deve ter algo errado.

É esse estresse na busca incessante por um potencial problema que faz da gente um ser com olheiras.

E aí de você se não impingir um conflito aqui, outro ali. Ganhas o atestado de mãe negligente do ano na mesma hora.

Qual vai ser a encanação do dia?

Cor-de-rosa, nada: A maternidade é fúcsia!

Cor-de-rosa, nada: A maternidade é fúcsia!

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Já ouvi dizer que a maternidade é cor-de-rosa. Mas tive um menino, e não vi nada de rosa nisso! Era tudo muito azul, bege, verde, cinza…

Ser mãe de menino é muito prático: a calça não precisa combinar com a bermuda, que não precisa ornar com aquela sandália com meia. Não tem lacinho para dar, tem poucas roupas que são combináveis entre si. No verão, algumas bermudas bastam, porque meninos ficam sem camisa. O auge do rococó masculino é passar um gel no cabelo ou colocar um boné. Meninos fazem xixi de pé e não precisam se limpar. Para se divertir, meia dúzia – ou muitas delas – de carrinhos basta.

Agora estou aprendendo a ser mãe de menina.

Achei que fosse mais simples, afinal, a maioria de minhas bonecas eram meninas. Eu sou menina. Já era para eu estar familiarizada com esse universo cor-de-rosa… Só que não! O universo feminino é cor-de-rosa, lilás, pink, vermelho, cereja, rosa-bebê… A maternidade é fúcsia, mamãe! É meia, sapato, lacinho, faixa de cabelo, body, macacão cheio de lacinhos e babadinhos. E não basta ter trocentas opções de roupas: uma só combina com a outra, e não pode repetir! Confesso que fico meio assim com roupa de bebê menina: para mim conforto é tudo, e me recuso a por uma roupa cheio de frico-frico só para a bebê ficar gatinha. Sou mais o bom e velho macacão sem muito bordado.

O paninho de boca tem que ornar com a coberta. A meia tem que combinar com o body. O sapato… ah! Os sapatos, eu ainda não cheguei nessa fase, mas deve ser trash! Porque menina precisa de, no mínimo, um sapato fechado, uma sandália, um chinelo e uma bota.

E o brinco? E a pulseira?

Minha bolsa vai se encher de carrinhos e bonequinhas. Carrinhos são só carrinhos. Bonecas são bonecas AND suas roupinhas, mamadeirinhas, babadorezinhos, chupetinhas, pentinhos…

Ser mãe de menina envolve muitos detalhes. Mas a gente se acostuma, afinal, faz parte do nosso universo. Mas, olha, me recuso a criar uma fashion-victim. Eu sempre fui daquelas que um jeans e blusinha branca resolvem qualquer problema.

Menino ou menina… a maternidade tem muitas cores. Bom mesmo é se divertir com os bebês com o mesmo prazer que tínhamos nas brincadeiras de boneca.

 

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Post inspirado na frase de Disi Iachinski que eu escolhi como vencedora na Promoção da Huggies Turma da Mônica.

“Para mim a parte mais divertida de ser mãe é abrir a bolsa procurando a carteira e achar uma chupeta, é sair comprar uma bota e voltar com um número 10 vezes menor que o meu, é saber que agora meu mundo é todo cor de rosa e que eu voltei a ser criança, relembrando os meustempos de infância, dar nome as bonecas e ter uma de verdade para eu brincar e educar!!!!!!”

Licença-maternidade: é de comer?

Licença-maternidade: é de comer?

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E então você vai para a maternidade, dá a luz a um lindo bebezinho, passa alguns dias na mordomia de comida na cama, lençóis limpos, toalhas sequinhas… Só se levanta para caminhar pelo corredor do hospital.

Daí a mãe volta para casa, feliz da vida com seu bebê. E é aqui que começa a história.

Se estamos falando de uma mãe que trabalha fora, ela passa a curtir agora seus 4 ou 6 meses de licença-maternidade. Desliga-se totalmente dos assuntos profissionais. E, por falta de costume/habilidade/gosto pelas atividades domésticas, essa mãe passa a contar com a ajuda dos entes queridos. Muitas vezes a vovó vem de mala e cuia ajudar na função. Lavar, passar, cozinhar, limpar, cuidar de outras crias, assim a mamãe pode curtir seu RN e ter um pós-parto digno.

Mas, ah, a mãe em tempo integral! Esse ser que se acha polvo, que quer abraçar o mundo…

Quando volta para casa, a mãe em tempo integral volta ao “ambiente de trabalho”. Vê o serviço acumulando, recebe ajuda, mas é que não fica, assim, do seu jeitinho. A mãe, a sogra, a tia, a vizinha, o marido vêm ajudar, mas ela não aceita. Ela TEM QUE dar conta de tudo sozinha.

Reparem: as mães que trabalham fora aceitam ajuda sem se sentirem incapazes, é comum a elas delegar mais as atividades do dia a dia. As mães em tempo integral relutam até o último esforço em aceitar ajuda para os afazeres cotidianos, e, quando consentem, bate aquele sentimento de “ai, como sou incompetente!”.

Se é o primeiro rebento, a mãe em tempo integral me parece mais disposta a receber ajuda, já que tudo é novidade no ofício de progenitora. Mas se o RN não é primogênito, a mãe não se dá o direito de não saber lidar com algo, afinal, ela já tem experiência na função de mãe.

E lutam bravamente para não enlouquecer em meio ao caos que é ter um RN em casa.

E algumas chegam a conciliar os afazeres domésticos, os cuidados com o RN, o prévio papel de mãe e ainda mantêm blogs e redes sociais!

Porque mãe em tempo integral é um ser presunçoso por natureza.

Livros sobre Maternidade e Filhos

Livros sobre Maternidade e Filhos

 

Quem me conhece, sabe o quanto eu gosto de um dicionário, de um manual, de um livrinho de receitas, mas não suporto livros de auto-ajuda. Gosto de definições, de saber como as coisas funcionam. Daí inventei de ficar grávida e ter filhos. E cadê o manual, me diz?

Com o exame positivo em mãos, passei meses (mais de 40 semanas!) aguardando meu exemplar de “O Completo Manual do seu próprio corpo em gestação”. Nada!

Ainda na maternidade, esperei ansiosa a enfermeira chegar com meu bebê no colo, trazendo com ele um livreto com instruções básicas de como proceder nos próximos dias (meses, anos…). Daqueles com índice remissivo no final e lista do que fazer com os problemas comuns. No entanto, a descarada me veio só com um “boa sorte”. Pode?

E mais nada chegou pelos correios … Clique aqui para continuar lendo e para participar de sorteio bacanérrimos!

Uma virada em minha vida

Uma virada em minha vida

Mulheres nascem, crescem, se desenvolvem, mestruam, ganham curvas, têm TPM, fazem gracejos, usam e abusam da feminilidade. E daí, um dia, essa mulher vira mãe. Sim, porque mãe a gente “vira”. Ninguém faz curso para ser mãe – embora existam coisas do tipo e muita literatura auto-ajuda (uma antítese)  a respeito. Vira-se mãe, no sentido mais pífio e literal da palavra: virar, como mudar de direção, de posição. Você ia ser uma profissional de destaque, ia fazer cursos no exterior, ia ter um corpo de modelo, ia ser a pessoa mais zen do mundo. Mas você vira e pronto, é mãe.

E ninguém, nem mesmo outras mães, te falaram que o processo de virar mãe é brusco e violento, como uma bofetada no meio da cara sem saber de onde veio. Você está lá, toda tranquila, sonhando seus sonhos de menina, e pum! Acorda na base da porrada e cai de cara no chão. Fica com olheiras, acabada. A maternidade é tão linda!

E daí você vira mãe, você se revira mãe, se contorce mãe. Não basta apenas virar, você tem que dar uma estirada, ir além do limite da sua envergadura. E assim você desenvolve o dom da paciência, do colo de mãe, da intuição de mãe. Virar mãe é quase que realizar uma abdicação monástica em prol do bem-estar da família, com direito a autoflagelo e platéia te apedrejando.

Obviamente, por mais que você se desdobre para fazer o melhor, sua mãe, sua sogra, sua vizinha, a filha da tia da cunhada, a comadre da prima da sua amiga, sim, elas, que também são mulheres, vão comentar que não é assim que se faz, que no tempo delas era diferente, que o delas é bem melhor. Mas para que ajudar a pobre figura que vira mãe. Vamos apontar todos os seus defeitos, dizer onde ela errou, na base da didática depreciativa.

Ilustração da MaitenaE os homens nos chamam de louca, de descontroladas. E num tom sacástico de romance, eles retribuem nosso suor com um “mas hoje você está virada, hein, amor?”. Oras, estou virada desde que virei! Os homens não viram pai, eles se tornam, se transformam (como lindas borboletas vagarosamente metamorfoseando). Mas a gente não, a gente vira, como Gregor Samsa acorda inseto.

E logo eu, que só queria dar uma virada em minha vida… Virei, e agora não tem mais volta.

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