Seu cabelo: da gestação ao fim da amamentação

Cabelos: da gestação à amamentação

A maternidade transforma a mulher. E seu cabelo é a maior prova disso.

O cabelo da mulher é algo de muito significado. É ele uma marca de feminilidade, de auto-estima, de expressão e até de rebeldia. Todas nós tivemos nossos dias de cabelos longos, de passar a tesoura sem dó, de arriscar uma cor diferente e de deixar o cabelo de lado, porque estávamos desinteressadas em nós mesmas.

Quando nos descobrimos mães, nossos cabelos também sentem a transformação. Obviamente por causa da avalanche de hormônios, mas também porque nossa relação com ele muda ao longo das fases.

Na gestação, a grande maioria das mulheres desfruta um cabelo lindíssimo, brilhante. O único problema é que quem usa tintura, tem que dar um tempo e acaba curtindo a cor original de fábrica das madeixas. Não só a cor, mas a forma. Nada de tratamentos químicos. E são essas grávidas que sofrem mais, e acabam abusando do cabelo preso antes da hora. (Leia: 10 coisas que grávidas não podem nem pensar em fazer)

Na maternidade, quando o bebê nasce, sei lá que joça acontece, mas os cabelos ficam num grau de oleosidade que o chinês que frita pastel de flango tem o cabelo mais limpo que o seu. Não importa se você lavou os cabelos antes de chegar na maternidade, e teve que secá-los na sala de pré-parto com risco de tomar um choque fatal no centro cirúrgico (sim, as mulheres tendo as dores do parto, andando, ficando de cócoras, e eu secando os cabelos, com o avental da depressão da bunda fora, secando o cabelo). Mesmo assim, quando cheguei no quarto, percebi meu cabelo sebento, sujo, como se não o lavasse há 4 dias.

Mas na maternidade não conta, porque a gente fica muito tempo em repouso, e cabelo em repouso parece um ninho de pomba bêbada. Quando a gente chega em casa é que se passa a grande transformação: o cabelo que você tinha antes de ter filhos não vai mais ser da mesma forma. Pode ser que fique um pouco mais seco, um pouco mais oleoso, mas é incrível como a gestação transforma o cabelo. E, sinceramente, nada disso importa. Você passará bons meses da vida de cabelo preso: rabo de cavalo, coque, trança. Tudo porque bebê se atracam com cabelos e com uma força que você jamais imaginou com um ser daquele tamaninho poderia ter. E também porque seu cabelo pode dar uma pincelada do cocô quando você estiver trocando fralda.

Durante o período de amamentação, a mãe recebe uma nova onda de hormônios, e os cabelos começam a cair. Pela casa, na cama, no banho… em tufos. Você jura que ficará careca até seu bebê completar 2 anos. Mas, também, o que importa? Eles continuam presos. E você até arrisca um novo corte para celebrar esta sua nova fase de mulher. E gasta dinheiro à toa, porque você já sabe. Os elásticos não mentem.

Aos poucos o cabelo para de cair e volta a crescer. Para seu desespero! Porque você ganhar uma coroa de cabelinhos espigados ao redor da cabeça. Não importa se estiver de cabelo soltou ou preso. Os cabelinhos estão lá, arrepiados, denunciando a sua falta de sanidade.

Mas tudo isso passa.

Passa a fase boa, passa a fase de cabelo ruim. Passa a amamentação. Nossos bebês ganham independência, autonomia. É hora do desfralde. E você achou que seu cabelo passaria incólume por mais essa experiência? Ledo engano! Pode parecer simples ensinar uma criança a utilizar o banheiro e sair das fraldas. Mas lidar com poças pela casa que você acabou de limpar ou lavar uma cuequinha cheia de cocô num banheiro público vão fazer te fazer querer arrancar os cabelos. (Leia: Desfralde – expectativa e realidade)

De fato, nossos cabelos sentem muito nossa transformação ao longo dessa jornada da maternidade. O símbolo da nossa feminilidade e auto-estima vai ganhando novo aspecto a cada fase que vivenciamos. E para que não nos esqueçamos dos perrengues vencidos, dos aprendizados que os filhos nos proporcionam, nossos cabelos fazem o favor de deixar isso bem registrado, em forma de fios brancos, para nosso desespero.

Assista a esse hilário vídeo sobre nossos cabelos ao longo da maternidade e se inscreva no cana!

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