Robôs e Famílias

 

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Quando me falaram de #familiasmodernas logo me veio a ideia de correria, muita tecnologia, comida enlatada, diversões eletrônicas… Depois pensei um pouco mais, e me veio aquele não-modelo à mente, de filhos de pais diferentes, pais gays, pais solteiros, fertilização in vitro, filhos adotivos…

A verdade é que esse negócio de famílias modernas vai bem mais além do esteriótipo que podemos preconceber.

Para ser uma família moderna é preciso informação, antes de qualquer outro ingrediente, vinda de qualquer fonte, não necessariamente da internet. Quer um exemplo: a mãe moderna não sabe como tratar uma assadura, então recorre a sites de credibilidade, a fóruns virtuais de mães, liga para o pediatra, consulta um livro sobre puericultura, fala com a mãe e escuta o conselho da vizinha, não nessa ordem necessariamente. Só depois do processo de triagem de dados é que ela decide como lidar com o problema do bebê. E tudo isso na velocidade de banda larga de primeiro mundo, porque o bebê chora!

Essa informação, parte essencial da família moderna, precisa ser de duas mãos: não só buscamos informação, como somos fonte. Voltemos ao exemplo da mãe moderna: depois de descobrir mil e uma formas de lidar com a assadura, ela cria um perfil em diversas redes socias, cria um blog sobre assaduras, e sai disseminando, semeando a informação que colheu. Em troca, recebe novas informações. E a teia fica cada vez maior.

Mas a mãe moderna tem tempo para isso? Claro. A mãe moderna não é aquela que trabalha o dia todo, assim como a mãe antiquada não é mais aquela que passa o dia em casa. Independentemente da condição profissional, a mãe moderna valoriza a qualidade do tempo. Se é para estar com a família, que seja de corpo e alma! Se é para trabalhar, que seja buscando uma realização. A mãe moderna reconhece o valor do mestre tempo e vive ao lado dele, não lutando de frente.

E nem só de qualidade de tempo vive uma família moderna: busca-se qualidade de vida, com uma alimentação saudável, longe do sedentarismo e das extravagâncias. A família moderna até come comida congelada, mas desde que tenha sido preparada por uma mão carinhosa, com ingredientes frescos, sem corantes ou conservantes.

A família moderna é assim: busca e compartilha informação em busca de uma vida com mais qualidade. É uma família perfeita? Diria que não, porque esse novo esteriótipo – olha eu entrando em contradição – acaba levando ao perfeccionismo, que acaba gerando culpa, que acaba gerando estresse.

Além disso, há um ponto fundamental nessa história de famílias: as perfeitas não existem. Pois para ser consideradara família, a relação exige sentimento. Ora, se eliminamos as relações de amor e ódio dentro do contexto familiar, eliminamos a humanização, saem os homens, entram os robôs. Daí não é mais família, é série, é linha.

Então vamos abrir o leque: A família moderna é aquela busca e compartilha informação em busca de uma vida com mais qualidade e afeição.

Ou você discorda de tudo isso? Compartilhe sua opinião comigo. Minha família agradece!

 

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Post inspirado num bate-papo gostoso sobre #famíliasmodernas com Cia das Mães, Conversa de Mãe, Dudu e eu +2, Enfim Grávidos, Espaço da Mãe, Loucura Materna, Mamatraca, Test Drive Mami, Testado pela Mamãe, proporcionado pela Nebacetin, mediado pela psicopedagoga e arteterapêuta Dilânia Paula dos Santos.

 

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4 comments

  1. Creio que "antiquada" é um termo meio pejorativo. Para que chegássemos até aqui, houve muita caminhada – com erros e acertos, dentro da normalidade da vida – por parte de muitas mães. Não antigas mas, precursoras…possibilitadoras das mudanças.
    Os meus filhos criei com internet mas, sempre que podia fazia a comida que agrada a um e a outro, alternando, pela falta de tempo.A vida moderna propicia algumas vantagens mas, nunca devemos abrir mão do fundamental: carinho, atenção e, sempre que possível, estar presente. Mesmo que seja pelo msn…rs

  2. Já faz um tempo que buscava no blogger o link do teu, e não achava, dai hj q vi que vc mudou de endereço =)

  3. Também acho o termo bem pesado, Waurie! E acredito q a nova maternidade caminha para o equilíbrio entre essas praticidades do dia a dia e a atenção e a dedicação dos tempos de outrora. Jokas da Mi

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