O Presente de Dia das Mães que a gente merece ganhar

o presente de dia das mães que a gente merece ganhar

O Presente de Dia das Mães perfeito não tem nada a ver com roupas, flores ou eletrodomésticos, nem com cartinhas e desenhos fofos.

Apenas um dia no ano somos recompensadas pelo nosso esforço e nossa dedicação. Desta vez, eu não quero saber de flores e eletrodomésticos. É claro que vou me derreter com um desenho ou uma cartinha e um colar de macarrão. Mas, de fato, o presente de dia das mães perfeito é um pouco diferente.

O mercado – ainda que em crise – oferece flores, perfumes, eletrodomésticos, perfumes… Mas nada disso é o presente ideal para uma pessoal que se desdobra, que doa seu corpo por outra(s) vida(s), que doa sua vida pelos filhos. As mães merecem muito mais que um dia. Mas se há apenas um dia das mães, vamos fazer valer a pena cada minuto.

Em vez de flores, no vaso ou no ramalhete, quero dar uma volta sozinha, em paz, e apreciar a natureza e as flores que crescem por aí.

Em vez de perfume e kits de beleza, o melhor presente de dia das mães é uma massagem, um banho demorado, sozinha, de porta fechada, sem berro de criança. Quero banheiro esfumaçado, creme no corpo, secador nos cabelos, sem pressa.

Em vez de um eletrodoméstico da moda, prefiro um almoço. Mas não quero saber de restaurante no dia mais lotado do ano – o dia das mães. Quero uma refeição sem filhos, sem bagunça e gritaria. Sem precisar me levantar inúmeras vezes e repetir o “come sua comida” num modo looping, como disco riscado. Não quero o menu do restaurante mais badalado. Quero apenas saborear um prato de comida quente. Poder assoprar e me deliciar a cada garfada. Sem ter que dividir com ninguém. E quero sobremesa. (Você vai rir: No restaurante – com e sem filhos)

Em vez de livros, quero apenas um tempo para ler. Seja o jornal do dia, um capítulo de um livro, uma revista, uma bula de remédio ou o frasco do xampu. Quero apenas a tranquilidade de me concentrar em algo, sem ser interrompida, sem pensar que algum filho pode estar fazendo arte (porque depois de ser mãe eu não consigo terminar nada).

Em vez de  roupas, quero encontros. Quero a possibilidade de tirar a roupa de ficar em casa e sair com minhas amigas (toda mãe precisa de folga de filho – e não há nada de errado nisso!). Nada de correr atrás de criança em shopping, nada de ficar de olho se o bebê está mexendo nos bibelôs da casa. Quero poder conversar de coisas que não seja cocô de bebê, barriga pós-parto, brinquedos e desenhos da moda. Quero poder falar besteira, pensar na vida, rir ao lado de quem me faz bem.

Em vez de joias, quero minha casa limpa como um brinco, brilhante feito diamante. E que ela permaneça assim por algumas horas. Que a cesta de roupa suja fique vazia até o dia seguinte, e que a pia fique limpa sem que a casa esteja um caos. (Seu filho pode ajudar em casa, sabia?)

Em vez de bolsas, quero não ter que carregar uma. Quero sair com a chave, um documento no bolso e o celular. Nada de mudas de roupas, comidas, mantas, fraldas, brinquedos, lencinhos… Livre, enfim!

Em vez de chocolate,  quero queijo, um drinque e uma sobremesa – sem que eu me sinta culpada, sem que eu tenha que fazer escondido para dar o exemplo. Não quero ter que me enfiar no banheiro para engolir um bombom como uma ninja. Quero o prazer de deixá-lo derreter lentamente na minha boca.

Em vez de um pijama novo, quero de presente de dia das mães a oportunidade de dormir uma noite toda. Sem interrupções. E descansar. Ficar na cama até acordar. Espreguiçar, e curtir mais meia horinha nas cobertas, sem pressa, sem pânico. Sem filho se espalhando no colchão, sem choro na madrugada, sem cama compartilhada.

Em vez de sapatos novos, quero a chance de poder usar os meus saltos. Meus brincos de argola, meu batom vermelho, minha minissaia. Porque com filho pequeno, nosso guarda-roupa se restringe a meia dúzia de blusas que dá para amamentar, calças confortáveis (mas que escondam a barriguinha), sapatilhas e brincos pequenos. Batom e perfume só os bens suaves e discretos. Quando nos descobrimos mãe, nossa personalidade, nosso corpo e nossas roupas mudam… E não voltam mais ao que eram antes. Daí a gente se esquece de ser a mulher que éramos antes de ser mãe.

Mas é nosso dia…

Feliz Dia das Mães!

Vamos fazer nosso dia valer, celebrar o cansaço, as olheiras, as birras, as estrias e os cabelos brancos que nos tornaram uma pessoa melhor!

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