Neuroses de mãe: Você ainda vai ter uma!

neuroses de mãe

Temos tantas preocupações desde a gestação que achamos que estamos ficando neuróticas. Confira se você também passa por essas neuroses de mãe.

De repente cai a ficha: você tem certeza de que está ficando neurótica. Algumas mães percebem isso ao longo do crescimento dos filhos, umas mais cedo, outras mais tarde. Mas o fato é que essas neuroses de mãe tem início com os primeiros sintomas da gestação (Como disse o blog Mundo Ovo). Será que está tudo bem, será que isso é normal são perguntas constantes e repetitivas na vida da mulher grávida. E para não encher o obstetra, a mãe e as amigas com suas dúvidas que parecem ser bobas, mas relevantes, você apela para o Google – esse alimentador de neuras. E o que era uma simples dúvida acaba virando um problema cabeludo com consequências desastrosas.

Também na gestação, passamos 40 ou mais semanas lendo os mais diferentes livros sobre gravidez. Assim podemos ir delineando o perfil de mãe que queremos ser. Perceba que há algumas décadas, a mulher era mãe e ponto. Hoje ela tem uma gama variada de maternagens, que varia da menas main delivery à vegana militante sustentável naturista off-line. Não é fácil se autorrotular!

Foi também o avanço dos anos que trouxe uma série de inovações que facilitaram muito a vida das famílias, mas também acabaram por encher a cabeça das mães de preocupações que antes não existiam. A cadeirinha no carro, a babá eletrônica, o monitor fetal, o termômetro de banheira, o aspirador de meleca de nariz, o umidificador de ar, o desumidificador de ar, os protetores de tomada, de quina, de armário, de gaveta, de porta e de tampa de privada. É tanta coisa com o que se preocupar que a gente entra numa paranoia de estar sendo superprotetora ou estar protegendo de menos.

Isso por que nem mencionei o filho em si. A criança quando está sendo gerada vai dando um preâmbulo do que é essa neura de mãe: se o bebê mexe demais a gente estranha; se não mexe, a gente estranha também. E compara a barriga e os sintomas com a amiga, e depois perde o sono achando que tem algo errado. Daí, depois que o filho nasce, você acha que essa tensão vai passar, mas a coisa degringola a cada mês. É cólica? É frio? É sono? É dente? É normal? E olha você arrancando os cabelos com os resultados do Google de novo.

<< Você vai se divertir com Cucas Encanadas>>

Mas conforme o filho cresce, você acha que vai se tornar uma mãe mais tranquila, viver uma maternidade leve. Acredita que a fragilidade de um recém-nascido é que causa esse furor. Entretanto, você percebe que é justamente o contrário, as neuroses parecem aumentar e, quando você se dá por si, está com o dedo debaixo do nariz do bebê, verificando a respiração, se achando a mais neurótica das mães (só você, vanguardista).

Aliás o sono do bebê é o que tira o sono das mães: quantas horas precisa dormir, dorme no carrinho ou no berço, será que a babá eletrônica pode irradiar algo, põe travesseiro, pode fazer cama compartilhada?

É tanta coisa com o que se preocupar que a gente entra numa paranoia de estar sendo superprotetora ou estar protegendo de menos.

E não muito distante está a alimentação da criança. Do aleitamento exclusivo à alimentação da família, seguimos achando que estamos fazendo algo errado. Não sabemos se o bebê precisa de complemento, se o chá da vovó pode ajudar, se damos suco ou fruta, se usamos mamadeira ou copinho, até que idade podemos dar comida na boca. Veja que nem à mesa à neura de mãe dá uma trégua. E será assim para sempre: basta dizer à sua vó que está com fome para ver um banquete variado surgir à sua frente.

Como vemos, a alimentação infantil é causa dos cabelos brancos das mães. Já começamos pelos legumes e frutas, que a gente nunca sabe se o orgânico é orgânico mesmo. E quando não tem orgânico, temos medo de nascer um par de orelhas nas solas dos pés dos nossos filhos. E outra certeza na minha vida é que aquela tabela nutricional dos alimentos foi criada por uma mãe. Quer coisa mais neurótica que aquele monte de números sobre vitaminas, açúcar, sódio, gordura saturada, gordura polissaturada, gordura insaturada, gordura trans, gordura tchãns?

Sem contar a sujeira, as doenças, as vacinas.

Sem contar as comparações com outras crianças (eu sei que você já digitou “porque meu filho não …” no Google).

Sem contar as comparações com outras mães (aquela mãe blogueira margarina, aquela amiga que dá conta de tudo, aquela mãe do amiguinho que não grita com os filhos…).

Até o dia em que você decide tomar um banho para relaxar e começa a escutar choro de criança, mesmo estando sozinha em casa.

As neuroses de mãe não param aí: para cada fase do desenvolvimento dos filhos surgem novas paranoias. Escola, passeios (duvido que você nunca tenha imaginado uma catástrofe quando seu filho sai para passear com a escola) , amigos, vida on line, namorados… Percebe como as neuroses de mãe não têm fim?

Ser mãe e não ter nenhuma dessas neuroses é como pisar numa poça sem molhar os pés. Faz parte dessa maternidade moderna, da quantidade de informação a que temos acesso e que não sabemos o que fazer com tanta bagagem.

E é essa mesma paranoia que regula a educação e os exemplos que damos aos nossos filhos. É essa obsessão em acertar sempre que faz a gente ser a melhor mãe do mundo para nossos filhos.

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2 comments

  1. você lembra do app para escutar o coração do bebê, dona Mi????? aloka do batimento!

  2. Eu vivo cheia de neuras!!! A mãe neurótica! Ahahahahah

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