Nasce uma mãe, proliferam-se as catástrofes

hecatombe

Sobre a incrível capacidade das mães em imaginar catástrofes

O mundo está cada dia pior. Desastres naturais, violência, terrorismo, bullying…

E isso não é culpa do sistema, nem da mídia, nem da Coca-Cola. A culpa é sua, mãe. A culpa é sempre sua. (Saiba como aliviar a sua aqui)

Você é uma pessoa corajosa, destemida, até ter filhos.

Nascem os filhos e brotam os cagaços pelo meio de suas entranhas, atrás das orelhas, embaixo da sola dos pés, enraízam-se pelas costas, multiplicam-se pela cabeça.

O medo de deixar a criança cair no chão nasce ali mesmo no berçário, depois vem o medo de acontecer algo no caminho do hospital para a casa. Visualizamos trânsitos avassaladores, tempestades de granizo mesmo se for época de seca, capotamento do carro numa rua de bairro de mão única.

Mãe tem a grande habilidade de imaginar as piores catástrofes com seus filhos, de uma hecatombe mundial no dia do passeio da escola a uma simples golfada na roupinha.

Já reparou como arrumamos aquela simples bolsa de passeio? Há quatro mudas de roupa, porque vai que fralda vaza, vai que o bebê dá uma golfada, vai que a fralda vaza de novo, vai que o Tsunami chega em Minas Gerais e você não tem como voltar pra casa para trocar o bebê!

Roupinha para batizado, aniversário, a gente sempre compra umas três opções, porque vai que esquenta, vai que esfria, vai que suja, vai que rasga…

Sem contar na comida. Quando saímos levamos suco, leite, bolacha, papinha, biscoito. Dá para alimentar treze famílias refugiadas por semanas. Mas vai que acontece uma coisa no meio do caminho e a gente não consegue chegar em casa a tempo do jantar do bebê.

O primeiro passeio com a escola então é motivo para causar infarto em muitas mães. A excursão era para um parque na mesma cidade, e a viagem demoraria no máximo 10 minutos. Mas mãe visualiza o tombamento do ônibus, enchente, criança se jogando da janela do ônibus em movimento, tias batendo nas crianças dentro do ônibus, meninos fugindo do grupo da escola, meninas se perdendo no bosque de 3 árvores do parque… É só desgraça!

Não sei se chamamos isso de precaução, sexto sentido de mãe ou paranoia, mas até hoje não conheci uma só mãe que não tenha tido um ataque de visualização de hecatombe nuclear bem no dia em que os filhos foram passar o dia na vó. Você pode até dizer que não, que isso não acontece com você e que eu estou viajando, mas garanto que você já mandou uma blusinha pro filho, porque é bem provável que aquela frente fria vai chegar no dia em que seu filho saiu de bermuda e regata.

E leva o guarda-chuva porque vai chover!

Previna acidentes com crianças: Leia o post clicando aqui.

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21 comments

  1. "Você é uma pessoa corajosa, destemida, até ter filhos." A cada linha que li, me vi e não me espantei! 😛

  2. Ri litros!!!

    Milene, como você me conhece tão bem? Quando foi que você olhou a mala que saio com o meu filho? Hahahaha
    Muito bom o(s) seu(s) textos, você é de longe minha "articulista materna" favorita. Parabéns!

    Abraços,

    Dani

  3. kkkk mto eu…mto as minhas amigas mães…

  4. Fatima Costa Costa

    É uma verdade, mas tem prazo de validade! Eles crescem, ficam independentes e aí você já poderá voar de asa delta, praticar esportes radicais e eles tomarão nosso lugar

  5. hahahahahahahahahaha Eu gostei especialmente da menina se perdendo no parque de três árvores!!!!!! Muito boa. Minha mãe não foi assim, pra mim é só coisa que contam por aí, mas dei muita risada!

  6. identificação total!!!!
    Ah, amei o Tsunami em MG! kkkkkkkkkk

  7. Rogéria Ferreira Thompson

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkk, sou euuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!! Acho que tudo e qualquer coisa pode acontecer… e os meus estão com 11, o menino e 13 a menina… imagina agora que vão para a casa dos amiguinhos? Imagino de tudo e mais um pouco… só coisas péssimas… e os meus no início do ano voltaram sozinhos da escola, de ônibus… qdo demoravam eu achava que o motorista não deixou eles entrarem (pior que aconteceu, pensou que elas era estudantes de escola pública), que eles fossem perder o ponto de descer, que esqueceriam o dinheiro da passagem e por aí vai… mãe é mãe… kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk… Ah! O casaco sempre na mochila, vai que… Bjs, Miiiiiiiiiiiiiiiii!!!!

  8. Que delícia saber que não sofro sozinha! Ameeeeeeii o texto!

  9. Não, você não está viajando, é assim mesmo! E o pior é que eu já era assim antes de ser mãe com as pessoas que amo… Imagina agora…. Já imaginei várias catástrofes…. Mas isso é sofrido gente!

  10. Nossa vc está me descrevendo? kkkkkkkk Sou bem desse modelo

  11. Nossa…tão eu…Ainda bem que não tô sozinha nessa…kkkkkk

  12. Muito verdade! Descobri esse meu lado medrosa depois do nascimento da Valentina…rsrs estou aliviada pq sempre pensei que esses absurdos so passavam pela minha cabeça! Kkk

  13. Me encontrei um monte de vezes aí ^^

  14. Verdade…minha vida mudou!! Paranóia total…inclusive da visita na casa da vó…rsrs

  15. Érika Domingues

    É uma Criatividade Materna, morri de ri!
    Eu saindo com meu filho e o meu marido me questionando o por que da bolsa está gigante…são os 13 refugiados para alimentar! kkkkkkkkk
    Isso por que o bichinho come de tudo hahahahahah
    Muito bom!!!

  16. me identifiquei com tuuuudoooo. rsrsrs. muito bom saber que não sou a única.

  17. Natália Piassentini

    Há, sem desfazer da sua catástrofe, mas que bom que não estou sozinha! rsss

  18. Ri muito disso, a bolsa do Miguel tem tanta roupa que fica super pesada, mas vai que acontece um terremoto e eu não chego a tempo de trocar o Miguel….kkkkk

  19. Hahahahahah mãe há 8 dias acordando toda hora pra ver se ela está respirando! Hahahahahah literalmente chorei de rir

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