Lidar com birras: 5 frases de motivação para as mães

A arte de lidar com birras consiste em tentar entender a cena e dominar os impulsos de todos os envolvidos.

Nem é preciso ir a um mercado, um parquinho para visualizar uma cena em que a criança grita, esperneia, se joga no chão, ou tudo isso ao mesmo tempo. Quem tem filhos sabe que qualquer lugar é lugar para um piti. E a mãe fica ali, sem saber o que fazer para lidar com a crise de birra: dou abraço ou dou bronca? Perco a linha ou finjo demência?

E um dos grandes desafios do momento da birra não é controlar a criança em si, mas controlar a si mesmo e buscar a melhor saída para a situação. A gente fica numa corda bamba entre o pegar pelo braço, olhar no olho e mandar aquela bronca ou mandar um abraço forte para conter o chilique. Mas antes de tudo, precisamos manter nossa postura de adulto maduro com autocontrole. E aí é que está o desafio: como manter a postura quando se está sendo julgado pelas pessoas que assistem ao piti? Como se manter calma perante gritos e choros desconcertantes e tudo o que você faz para acalmar a criança é sumariamente ignorado?

Lidar com birras é tenso, é polêmico. Envolve valores, técnicas e limites, que podem se agravar com o nível de cansaço e fome dos envolvidos. A combinação mãe exausta e filho com sono e fome é uma bomba que nem sempre os olhares públicos podem conter. Quem nunca exagerou numa chamada no filho que atire o primeiro boleto do terapeuta.

Mas vamos às frases que podem ajudar as mães no momento de lidar com as crises de birras.

Antes de tomar qualquer decisão, tente se acalmar primeiro e verificar se a crise de birra não é por causa de fome ou sono da criança. Se for, tente relevar o comportamento e nem pense em educar a criança. Ela estará cega demais para refletir sobre o próprio comportamento. Isso não significa ignorar ou deixar a coisa andar, mas basta um olhar seco, uma apertadinha na mão ou uma recolhida a um lugar mais tranquilo até a criança se acalmar. Relevar, nessa circunstância, é só poupar a sua paciência para um momento mais oportuno e eficiente para se impor limites e regras.

Seu filho precisa muito mais que amor

Amar é dizer não, é desaprovar também. Por mais que isso gere um coração encolhidinho, é papel dos pais educar e dizer não. Se você presente que seu filho vai reagir com um chilique, tente falar o não de outra forma – como nessa técnica de dizer sim. Se você tem que dizer “Não vamos ver desenho agora” experimente  trocar por “vamos ver o desenho depois de tomar banho”, com uma voz empolgante que deixaria a Xuxa no chinelo. E lembre-se: Até as princesas dizem não aos filhotes reais. E até os filhotes reais têm crise de birra.

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Seu filho vai sofrer muito mais se aprender isso com o mundo

Quando bater aquela dozinha de repreender seu filho, lembre-se de que se ele tiver que aprender aquela lição com o mundo, será um processo muito mais doloroso. Mãe morde e assopra. E dá beijinho e dá colo depois. O mundo morde. Raramente alguém assopra. Geralmente são as mães que continuam a assoprar as mordidas do mundo. Então se for para ter mordida, que seja mordidinha de amor de mãe.

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Você não merece esse tipo de tratamento

Você doou seu corpo pelo seu filho, 9 meses gerando mais um tanto amamentando, dando colo. Doou suas noites de sono. Doa seu tempo, suas energias. E faz isso com um amor sem tamanho. Devoção, eu diria. Em troca, ganhamos carinho, olhares, declarações e ações de nos enchem de orgulho. Mas existem momentos em que nossos filhos gritam com a gente, empurram, batem, chutam, porque estão nervosinhos. Eles apenas fazem porque é aquilo que eles têm desejo no momento, mas ainda não aprenderam a controlar. Quantas vezes você já quis socar ou matar uma pessoa, mas, porque é madura, controlou seus ímpetos? O que não dá é para aceitar esse tipo de comportamento. Não é porque você é mãe que não pode ficar magoada até com uma criança. “Não sou obrigada”

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Ser mãe não precisa ser a coisa mais pesada do mundo.

Você e seu filho acabam fazendo as pazes

Não acredito que haja relatos de mães que cortaram relações com seus filhos por causa de uma crise de birra. Depois de um banho, um prato de comida ou uma noite de sono, tudo se restabelece. Não se guarda mágoa de chiliques. A birra faz parte da evolução da criança: quando ela entende que existem regras e regras; que algumas podem ser quebradas, e outras não. Ela vai testando os limites até descobrir seu ponto fraco, o que te atinge (leia: Manual de sobrevivência para momentos de explosão). Assim seu filho consegue o que quer. Cabe à você, ser mais maduro da relação, aguentar firme em prol da educação e da saúde do seu vínculo com seu filho. Mais tarde o abraço vem, a brincadeira, os momentos de alegria.

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Os filhos dormem

Há noites em que dormimos juntas com as crianças, quando não antes – tamanho cansaço. Mas há noites em que a gente PRECISA de mais meia horinha para se distrair com um livro, uma série, tomar um drinque, um banho. Pode ser depois que eles dormem ou antes que eles acordem: o importante é ter um tempo para você. Depois que temos filhos, enxergar nossas próprias necessidades fica um pouco mais difícil, mas é importante pelo bem da nossa mente. Vale um balde de café durante a tarde ou usar a mesma xícara para colocar um vinho no fim do dia. 

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Ser mãe não precisa ser a coisa mais pesada do mundo. Encontre o que te traz leveza e foque nisso nos momentos da crise de birra. O não de hoje é o que cria laços de segurança e proteção para seu filho no futuro.

 

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