Licença-maternidade: é de comer?

mom

E então você vai para a maternidade, dá a luz a um lindo bebezinho, passa alguns dias na mordomia de comida na cama, lençóis limpos, toalhas sequinhas… Só se levanta para caminhar pelo corredor do hospital.

Daí a mãe volta para casa, feliz da vida com seu bebê. E é aqui que começa a história.

Se estamos falando de uma mãe que trabalha fora, ela passa a curtir agora seus 4 ou 6 meses de licença-maternidade. Desliga-se totalmente dos assuntos profissionais. E, por falta de costume/habilidade/gosto pelas atividades domésticas, essa mãe passa a contar com a ajuda dos entes queridos. Muitas vezes a vovó vem de mala e cuia ajudar na função. Lavar, passar, cozinhar, limpar, cuidar de outras crias, assim a mamãe pode curtir seu RN e ter um pós-parto digno.

Mas, ah, a mãe em tempo integral! Esse ser que se acha polvo, que quer abraçar o mundo…

Quando volta para casa, a mãe em tempo integral volta ao “ambiente de trabalho”. Vê o serviço acumulando, recebe ajuda, mas é que não fica, assim, do seu jeitinho. A mãe, a sogra, a tia, a vizinha, o marido vêm ajudar, mas ela não aceita. Ela TEM QUE dar conta de tudo sozinha.

Reparem: as mães que trabalham fora aceitam ajuda sem se sentirem incapazes, é comum a elas delegar mais as atividades do dia a dia. As mães em tempo integral relutam até o último esforço em aceitar ajuda para os afazeres cotidianos, e, quando consentem, bate aquele sentimento de “ai, como sou incompetente!”.

Se é o primeiro rebento, a mãe em tempo integral me parece mais disposta a receber ajuda, já que tudo é novidade no ofício de progenitora. Mas se o RN não é primogênito, a mãe não se dá o direito de não saber lidar com algo, afinal, ela já tem experiência na função de mãe.

E lutam bravamente para não enlouquecer em meio ao caos que é ter um RN em casa.

E algumas chegam a conciliar os afazeres domésticos, os cuidados com o RN, o prévio papel de mãe e ainda mantêm blogs e redes sociais!

Porque mãe em tempo integral é um ser presunçoso por natureza.

8 comments

  1. É um caos né Mi?
    Mas essa fase maluca tbm passa… 😉 (eu acho kkk)

    Como vcs estão? Tudo bem?
    Espero que sim.

    Beijos, se cuidem!

  2. Hahahahaha Mi, pior que é assim mesmo!!! Já tô vislumbrando meu próximo RN (daqui a 2 anos) e pensando: sozinha em SP, sem amigos/família por perto, recém parida, com um Diogo de 3 anos, uma cachorra Trudy e, Deus, um RN. Fora a casa, o artesanato e as redes sociais… E o marido? O marido a gente nem conta, né? kkkkkkkkkkk
    Beijos e parabéns pela Lorena!

  3. Verdade, sempre trabalhei fora e quando as crianças nasceram minha mãe ficou comigo e isso nem me incomodava rs
    Lendo esse post imagino como deve estar sua rotina né mãe polvo

    Ah! Parabéns pela Lorena

    Beijos

    Michelle Imilio

  4. Meus parabéns por vc conseguir fazer tudo isso!!! Estou planejando o segundo filho, quero mesmo ver como irei fazer, mas com certeza aceitarei ajuda até mesmo porque minha mae mora comigo. Apesar dos seus 75 anos, ainda consegue ajudar hehehheeh. Parabens pela linda princesa.

  5. No primeiro filho, morava com minha mãe ainda. No segundo, tinha minha casa, mas minha mãe morava perto e ainda ajudava. No terceiro, tive que ser mãe em tempo integral de forma compulsória… :/

  6. Eu trabalhava e não deleguei nadinha. Cheguei do hospital e fui lavar roupa. Mulé é um ser muito doido. Bjs proces tudo!!!!

  7. Antes de qualquer coisa somos mulheres e, a gente não consegue ficar “parada” -claro, existem exceções-, então a gente consegue conciliar tudo isso sem o menor problema!

    Concordo com o que você falou, se trabalhamos fora, não temos a menor vergonha de aceitar ajuda para cuidar da casa! Essa é a parte mais chata da licença-maternidade!

    Beijos e aproveite todos os momentos! Má
    monmaternite.com

  8. Eu sou mãe que trabalha fora, mas NÃO aceito dividir as tarefas com uma diarista ou qualquer outra pessoa que nao seja o marido, nada mais justo, já que fazemos parte de uma mesma família onde não apenas as mulheres realizam este trabalho, mas também os homens.

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