A Glória de ler um livro

 

Depois que a gente tem filho, qualquer hobby que a gente tinha antes disso parece virar areia. A gente nunca mais acha que vai ter tempo para se dedicar a uma coisa que você não “tem que” fazer, mas que “gosta de” fazer.

A leitura é uma dessas coisas.

Achei que depois dos filhos, eu leria apenas livros sobre crianças e livros para crianças. Qualquer coisa além disso, tomaria muito tempo ou me daria sono, tamanho cansaço.

Até que descobri conceito de fast-read. Livros que a gente consegue ler rapidinho, sem você perder o foco ou se perder na história por ter que parar para trocar uma fralda ou pendurar a roupa no varal.

Era 2000 e pouco. Eu tinha tido filho recentemente, e descobri que o Twitter poderia ser uma boa companhia para aquela fase sabática da maternidade em que nos sentimos muito sós. Ali, mais uma centena de mães se reunia para falar de tudo o que se pode imaginar. Ainda não existia Facebook, era tudo mato. Conheci muita gente nessa época. Amigas que me incentivaram a ter um blog, amigas que me deram conforto em momentos muito tensos, amigas que saíram da web e proporcionaram momentos incríveis, amigas que nunca vi, mas considero pacas.

E foi nessa época que eu conheci uma moça chamada Fabiana. Fabiana fazia um trabalho bem legal na Rede Mulher & Mãe, ajudando muitas mães numa rede de apoio virtual, quando os grupos de Facebook começaram e emergir. Ela fazia um trabalho sério, mas séria não é uma característica de Fabiana. 

Fabiana fazia a gente dar muita risada no Twitter. Eu digo que Deus faz as coisas certas. Se Ele tivesse feito eu e Fabiana nos conhecermos na quinta série, na mesma sala, certamente teríamos tido problemas escolares, ou teríamos nos tornado humoristas profissionais.

De certa forma, nos tornamos. Ela me convidou para participar do Mãenicômio: uma série de vídeos (aliás, Fabi foi pioneira nessa coisa de vlog de mãe, que fique bem claro) hilários, com mães conversando sobre a maternidade sem rodeios e sem floreios. 

Mas foi no Facebook que Fabi – sim, essa que escreve o Desembucha de vez em quando aqui no blog, com desabafos daquele que você gostaria de ter feito, mas nunca teve coragem -, foi no Facebook que as histórias de Fabi se espalharam. Tudo bem que a vida dela é uma tragicomédia daquelas boas, mas quando ela escreve a coisa fica tão engraçada, que você ri alto das desgraças (graça da desgraça). Tombos, gafes, cenas bizarras, ela narra isso com uma leveza, que até uma pessoa morrendo fica engraçado. Sim, de novo, ela já fez isso sem ser grosseira ou ultrapassar o limite do respeito.

Enfim, Fabiana Deziderio tomou vergonha na cara e escreveu um livro.

E é sobre ele que vim falar:

A nem tão gloriosa vida de Glória

Glória é uma moça igual a todo mundo. Sabe quando tudo resolve dar errado? Então, é a Glória.

Um livro rápido e divertido, com uma linguagem que deixa bem claro o amor da autora pelo deuso das crônicas, Luis Fernando Veríssimo. E também é um livro carregado de emoção: do riso nervoso ao chorar de tanto rir.

Tá nas livrarias? Ainda não.

Mas já dá para você ler pela Amazon, num formato que dá para baixar no celular e ler enquanto você espera o filho na porta da escola, enquanto tá no banheiro ou dando de mamar.

Esse livro você vai conseguir ler: EU TENHO CERTEZA!

E quem tem Kindle Unlimited – uma Netflix de livros, cuja qual eu sou absolutamente apaixonada – pode baixar de graça para ler no Kindle (um leitor de e-books maravilhoso, que facilita a leitura e guarda milhares de livros num único lugar)

Tá esperando o que para colocar mais livro na sua lista de livros lidos em 2018?

Summary
Review Date
Reviewed Item
A nem tão gloriosa vida de Glória: Parte 1 - Será?
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2 comments

  1. Esse livro é sensacional 😉 Vale ler cada página!!!

  2. PS: Nós não teríamos nos formado hahahahahahahahaha. Deuso sabe o que faz!

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