Histórias de Acidentes Domésticos com Crianças

selinhoTodo mundo acha que a casa e os filhos estão à prova de acidentes domésticos, até que um deles acontece. Na maioria das vezes são apenas sustos e histórias para se contar nos encontros de família. Entretanto, ocorrências com lesões graves podem ocorrer, causando danos irreversíveis à saude de nossos filhos e podendo levar até a morte.

Numa pesquisa realizada pela ONG Criança Segura, apontou-se que 90% dos acidentes domésticos podem ser evitados com medidas simples. Os dados apontam que, mesmo com medidas preventivas, os acidentes mais recorrentes são queimaduras, cortes, choques e quedas – este último foi o mais vivenciado pelos filhos, mas o que foi menos prevenido pelos pais.

As mães são apontadas como as maiores cuidadoras, presentes em 89% dos acidentes, o que prova que nem só a supervisão de um adulto basta. A criança tem um mundo vasto para descobrir, e a curiosidade é a isca do perigo. Com base nos dados coletados, a entidade classifcou as mães em três segmentos:

  • A supermãe da boca pra fora, que diz que não há ninguém melhor do que ela para cuidar do filho, mas não tem nenhuma atitude de prevenção (49%)
  • A mãe conformada, que diz que é impossível se prevenir acidentes com crianças (21%)
  • A mãe protetora e prevenida, que afirma ter mudado muitas coisas em casa depois que o filho nasceu (30%)

Diz a sabedoria popular, que as mães são dotadas de sexto sentido. E foi ele que salvou Loreta Berezutchi do Bagagem de Mãe de um susto ainda maior. Como a grande parte das mães de RN, Loreta deixava seu filho no carrinho ao lado da cama para facilitar as mamadas da madrugada. Por ter apenas dois meses e se mexer pouco, Loreta acreditou que não era preciso afivelar o bebê ao carrinho, mas naquela noite colocou um edredon abaixo dele. Ao despertar de madrugada, encontrou seu filho adormecido no chão, que acordou aos prantos com o susto da mãe. “Comprei protetores de tomada, de gaveta, de quinas, mas não pensei no carrinho”, diz. Depois do ocorrido, Loreta comprou um ninho, que permite que o bebê durma no carrinho com segurança, sem precisar ser afivelado. Hoje, com os filhos maiorzinhos, ela ensina a eles sobre os riscos de acidentes domésticos.

Não menos famoso entre os acidentes com bebês está o trocador. Confiando que o bebê ainda não rola, a mãe se afasta um pouco para alcançar uma fralda, e a queda acontece. Silma Matos nem chegou a se afastar do trocador. Numa distração, a bebê caiu entre ela e o móvel. Por sorte, a única consequência foi a culpa que ela carregou: “Senti-me a pior de todas as mães, pois eu deveria prever este tipo de coisa”. Depois do ocorrido, Silma passou a trocar a bebê, com quatro meses na época, em cima da cama. “A atenção tem que estar 100% neles”, alerta.

Mudar a rotina e a estrutura da casa não está nos planos de ninguém, até que ocorre um acidente. A família de Ninon Forbeck, então grávida de cinco meses, só cercou a piscina da casa depois que seu filho mais velho se afogou. O susto só não foi maior porque o pai o viu pular na água e puxou seu bracinho a tempo. “Eu não conseguia mais soltá-lo. Fiquei agarrada a ele mais de duas horas. Por mais que ele estivesse bem, só conseguia vê-lo morto”, desabafa.  O trauma foi tamanho que ela demorou meses a contar sua história no blog. Ela acreditava que suas instruções sobre o perigo da piscina eram suficientes, mas depois do acidente sabe que a supervisão é essencial.

Foi o que aprendeu Andréa de Arruda, quando, atraída por uma mensagem de celular, deixou o ferro de passar por uns instantes sobre a tábua. A fração de segundos foi o suficiente para uma mãozinha curiosa ser queimada por um ferro quente que caiu sobre ela. “Sempre achei que este tipo de acidente não aconteceria em casa”, conta. A pequena Sara precisou ser hospitalizada, mas, por sorte, hoje só lhe restou uma pequena cicatriz. “Me doeu mais ainda quando ela parou de chorar, passou a mão no meu rosto e pediu para eu parasse de chorar também”, recorda. Do acidente, ela tira uma lição: “criança é como leite quase fervendo, você vira as costas e ele derrama”.

Sabemos que acidentes são assim chamados porque acontecem fortuitamente. Se não fossem inesperados, não seriam acidentes. Nosso papel, como pais, é minimizar os riscos e preparar nossos pequenos para o mundo.

Só a combinação supervisão de um adulto + proteção com medidas preventivas  + educação garante uma casa segura.

 

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3 comments

  1. Inaiá Barbosa (@inabarbosa)

    Sou super criticada porque mudei a casa toda por causa deles, mas prefiro meus filhos bem do que ter arcar com as consequências de um “luxo” meu. Quando eles crescerem, terei todo o tempo para colocar a casa do meu jeito né?!
    Bjux
    #amigacomenta

  2. Adorei o post!! e é muito verdade a frase comparando criança e leite!! haha adorei!! è como sempre digo: mulheres deveriam vir equipadas com útero e olhos nas costas, não é?? bjoos

  3. é um suspiro, um segundo…e as coisas acontecem…toda atenção com os pequenos ainda é pouca…

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