Foto de família: Por que não se tira mais como antigamente?

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A diferença entre ter uma câmera e ser fotógrafo está no dom de capturar momentos, não imagens apenas

Houve um tempo em que fotografia era documento, um registro da família. Todo mundo com a melhor roupa, o cabelo arrumado, a cara de sério, para registrar os membros da família, fazer um documento. Aos poucos a fotografia foi ganhando espaço como um registro decorativo. A imagem desbotada ganhava requinte com detalhes pintados à mão. Ia parar das paredes das salas. Filhos, casamentos, bodas. As datas em que se tirava foto numa vida enchia apenas uma mão.

Com a evolução das câmeras, o registro foi se popularizando, e as fotos passaram a registrar mais momentos, mais documentos. Já era possível cada família ter sua máquina, sem precisar recorrer a um profissional de fotografia. Mesmo assim, revelar o filme não era tão barato, e demorava dias para ficar pronto – e a gente descobrir que as fotos se queimaram, que ficaram desfocadas.

Então as famílias se reuniam mais uma vez, agora em torno de um álbum, para rever os momentos, tentando reviver aquilo de alguma maneira.

Hoje, a fotografia deixou de ser apenas um registro. Hoje ela é comunicação. Temos uma máquina que registra com detalhes minuciosos e em alta-definição ao alcance de nossas mãos. Registramos o almoço, a paisagem, os amigos, o crescimento dos filhos, nosso próprio rosto. Registramos, visualizamos e compartilhamos imediatamente. Ninguém viveu e nem quer reviver aquele momento conosco. E ninguém mais se reúne para recordar os momentos guardados em imagens.

Nunca se tirou tanta foto. Nunca se deixou de rever tanta foto.

Tiramos e pronto. Pelo prazer imeditista de compartilhar, e a liberação de hormônios ligados à recompensa que os “likes” de uma foto nos dão.

Não sei se o leitor do blog percebeu, mas a foto da minha família no perfil na lateral do blog mudou. Tava faltando meu bebezico. Agora estamos todos nós.

Eu tenho um monte de fotos guardadas aqui. E quase nenhuma minha com as crianças. Adoro tirar fotos, mas meu marido não. Logo, quase não apareço nos registros, pois sou eu a fotógrafa oficial.

Aliás, em tempos de câmera no smartphone, somos todos fotógrafos. Só que não.

Buscando alguém que registrasse minha família, encontrei a Ana Cláudia, do Memoriarte. E o que me chamou a atenção no trabalho dela foi justamente o olhar dela sobre o momento. Ela capta a emoção, a essência. Coisa que nós, fotógrafos de celular, não conseguimos.

Com ela, pude reviver um pouco essa magia da fotografia como registro, e não como comunicação. Precisei esperar ansiosa até que as fotos ficassem prontas. Ainda estou montando o álbum, com todo carinho, para poder reunir a família mais uma vez e reviver bons momentos.

Cada olhar registrado, cada sorriso capturado pela lente, cada rosto flagrado, ficará guardado como uma lembrança. Diferente daquele monte de fotos entulhado nos arquivos do computador.

Não foi exatamente por ter investido num profissional para fotografar minha família. Não é um valor monetário. É pelo valor do momento que foi, que não voltará, mas que foi registrado, e cuja beleza também pode ser capturada, não pela lente, mas pelo olhar de um fotógrafo que tem alma. Foto como arte. Obrigada, Memoriarte, pelo lindo trabalho!

E com vocês, a família diiirce em seu momento propaganda de margarina! Ah, curtam a fanpage deles!!!

PS: Isso não é publi. É amor mesmo!

2 comments

  1. Obrigada Milene, isso é reconhecimento de um trabalho muito sério.

  2. E é amor mesmo!

    O carinho dos nossos clientes (que acabam virando amigos, né?) é o combustível para fazer o nosso trabalho cada vez melhor.

    E tal qual nossas fotos, esse post do blog diiirce vai ficar guardado como uma ótima lembrança de reconhecimento do nosso esforço para tornar cada momento inesquecível.

    Obrigada pela confiança e reconhecimento!!

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