Ele não comeu o lanche

Meu filho não precisa levar lancheira, pois a escola oferece o lanchinho (geralmente suco e bolacha sem recheio). Mas vez ou outra há atividades em que eles levam a merenda de casa. Daí eu pego um crânio e saio divagando pela casa: ser ou não ser, eis a questão encher a lancheira de coisas que ele gosta ou mandar frutas, suco natural e pãozinho orgânico, numa tentativa desesperada de dizer que eu me preocupo com a alimentação deste pequeno picky-eater?

A grande dificuldade ao se preparar uma lancheira ou mesmo o lanchinho da tarde em casa é aliar alimentos práticos, saudáveis, que não estraguem na lancheira e que sejam do gosto da criança. E ainda variar o cardápio.

Muita gente acha desnecessário, mas os lanches entre as refeições principais (café da manhã, almoço e jantar) são fundamentais para manter o organismo funcionando bem, já que evitam que a criança passe muito tempo em jejum e auxiliam na obtenção diária de todos os nutrientes.

Em casa ou ao preparar a lancheira, é uma oportunidade de a criança aprender mais sobre nutrição e escolhas saudáveis, já que é preciso juntar variedade e equilíbrio para se oferecer um lanchinho nutritivo e atraente para as crianças.

Além disso, o pediatra e nutrólogo Dr. Mauro Fisberg (CRM 28119) afirma que não existe alimento ruim; o que existem são hábitos alimentares saudáveis ou não. Tudo bem se a criança querer levar uma bolacha recheada no lanche, mas ela deve saber que sua cota de doces para o dia foi aquela. Ou mesmo se ela quiser um chocolate – tudo bem oferecer um bombom, não precisa ser uma barra inteira. O que vale é o bom senso e o equilíbrio.

O mesmo serve para os industrializados tãããão práticos: uma dica é alternar, por exemplo, o suco de caixinha e o in natura. Ou um dia uma bolacha, no outro um bolo caseiro.

E eis uma tarefa difícil: as crianças querem levar podritos todo santo dia porque o colega leva. Ou vai me dizer que você acorda às 5h da matina todo dia para fazer suco, pão caseiro e colher as frutas do seu pomar?

Oferecer um lanche de qualidade, então, envolve variedade (para se ter diferentes nutrientes e a criança não enjoar), moderação (se a criança quiser comer um salgadinho, tudo bem, contanto que isso não seja um hábito e ela saiba que aquilo não é saudável) e equilíbrio (o que há de errado em mandar um suco de caixinha, se em casa tem in natura e o pãozinho é integral?).

* pausa*

lanche

Que linda toda essa teoria, né? Lindo – e gostoso – foi o Sanduíche Rolinho que eu fiz para o lanche da tarde. Fiz com diferentes recheios para garantir o sucesso entre meus meninos seletivos, vulgo filho e marido.

Ia fazendo e comendo porque estava bom. O resultado: marido disse que aquilo não era comida e o filho não provou porque não gosta (mesmo tendo sido o ajudante no preparo).

Me abraça Dr. Mauro! Shora comigo!!!

Mas aqui é perseverança, e vou continuar insistindo. Afinal de contas educação alimentar se aprende com bons hábitos e escolhas saudáveis. Eu tô tentando não ficar nesse discurso de “meu filho não come”, mas tá complicado!

Acredito que proibir determinado alimento não faz parte do meu perfil, porque eu como besteira também, não sou vegan. O que quero ensinar a meus filhos é: tudo bem chupar um pirulito depois do almoço, desde que você tenha limpado o prato e comido uma fruta de sobremesa.

A vida e o prato da gente são feitos de escolhas.

Mais ideias para a lancheira: aqui.


Post inspirado no encontro #lancheirasaudável promovido pela Nestlé.

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4 comments

  1. kkkkkkkkkk

    Eu também tenho dois filhos seletivos: Vítor e meu marido kkkkk Ainda bem que Alice salva a lavoura.

    Ainda não fiz o post, mas desde o evento que estou colocando em prática as lancheiras variadas e saudáveis e tá sendo um sucesso!! 🙂

    Bjs

  2. Oi Milene, eu também fiz o sanduíche de rolinho e foi uma sucesso aqui em casa.
    Também não faz parte do meu perfil a proibição de alimentos. Prefiro ensiná-las a fazer boas escolhas.
    Fiz o meu post sobre o evento hoje e coloquei o link do seu post lá para agregar informações, tá?
    beijos
    Chris
    http://inventandocomamamae.blogspot.com/

  3. Eu faço assim também: comer de tudo que tem no prato e ter fruta de sobremesa é uma regra. Um limite que coloco é que doces são no fim-de-semana (não é tão rígido, mas tento seguir com ele). Antes era a partir de sexta-feira, mas por orientação da dentista, ficou sendo só sábado e domingo. A briga é grande, mas ele tá começando a colaborar mais! 🙂

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