Category Archives: Palavras de Educadora

Casa Segura: Afogamentos

Casa Segura: Afogamentos

Verão e férias chegando. Tempo de deixar as crianças brincar com água!

Mas você sabia que cerca de 3 crianças morrem por dia por causa de afogamentos?

O maior perigo é acreditar que este tipo de acidente só acontece em piscinas e mares. O maior risco está em casa, pois são necessários apenas 3 dedos de água para que uma criança se afogue. (Fonte: Criança Segura)

Vamos às dicas?

  • Mantenha portas de acesso a banheiros e lavanderias fechadas.
  • Guarde baldes e bacias virados para baixo. Se precisar que algo fique de molho, não deixe ao alcance da criança.
  • A tampa do vaso sanitário deve sempre estar fechada, quando não com uma trava de segurança.
  • Logo que o banho do bebê acabar, esvazie a banheira.
  • Sempre supervisione brincadeiras com água, seja na piscina, no mar, seja numa bacia ou com mangueira, mesmo que a criança saiba nadar.
  • Adquira o hábito de manter uma mão sobre o bebê enquanto ele estiver na banheira. Se ela se afogar, em 2 minutos perde a consciência, e em 4 podem ocorrer lesões cerebrais irreverssíveis.
  • Utilize bases antiderrapantes nas banheiras.
  • Mantenha cisternas, tonéis e caixas d’água fechados. Eles nunca devem ser utilizados para banhos ou brincadeiras.
  • Piscinas devem ter cercas e portão de no mínimo 1,5m de altura.
  • Não deixe brinquedos próximos a piscinas, cisternas.
  • Boias dão uma falsa segurança: elas podem estourar, virar ou levar pela correnteza. Prefira o uso de coletes salva-vidas.
  • Capas e alarmes de piscina não são o suficiente para evitar afogamentos.
  • Grande parte dos acidentes acontece com crianças que já sabem nadar e perderam o medo da água.
  • Se alguém se afogar, peça socorro imediatamente, pois a criança pode vir a óbito em apenas 5 minutos.

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Refresque-se no verão sempre seguindo as três premissas:

Educação – ensinar a criança a se divertir na água de maneira segura.

Prevenção – utilizar sempre equipamentos que garantam maior proteção.

Supervisão – crianças que brincam com água devem ser observadas por adulto o tempo todo.

Prevenção de Acidentes Domésticos: Quedas

Prevenção de Acidentes Domésticos: Quedas

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As quedas são a principal causa de hospitalizações e de morte de crianças de 0 a 4 em nosso país. As lesões podem ser extremamente graves, envolvendo membros (feridas abertas e fraturas), crânio (traumatismo crânio-encefálico) e abdômen (lesões de órgãos internos) e estão geralmente associadas a ausência de supervisão de um adulto.

Para prevenir este tipo de acidente, seguem algumas dicas. Faça o check-list e confira se sua casa está à prova de quedas.

 

  1. Em casa, disponha os móveis de modo que você consiga fazer contato visual constante com seu filho.
  2. Remova tapetes e objetos do chão. Evite ter muitos brinquedos espalhados.
  3. Instale grades ou telas de proteção nas janelas e nos vãos das escadas.
  4. Instale portões de segurança no topo e na base das escadas, assim como no acesso a lugares perigosos: cozinha, banheira e área externa.
  5. Auxilie a criança ao subir e descer escadas para que ela aprenda.
  6. Mantenha móveis afastados das janelas.
  7. Fixe móveis e eletromésticos pesados, evitando que eles caiam sobre as crianças.
  8. Nunca deixe controles-remotos, brinquedos e outros objetos que possam chamar a atenção da criança em lugares altos.
  9. Fique à altura da criança e observe se existem quinas que possam causar algum acidente no caso de uma queda durantes os primeiros passos.
  10. Proíba atividades em lajes, balcões, mesaninos e telhados.
  11. Nunca deixe o bebê sozinho no trocador. Adquira o hábito de manter sempre uma mão sobre o bebê.
  12. Utilize cadeiras de alimentação com a base alargada e os cintos afivelados, e nunca deixe a criança sozinha.
  13. Andadores devem ser banidos: são uma das maiores causas de queda infantil, podem causar traumatismo craniano, com lesões irreversíveis.
  14. Quando utilizar carrinho de passeio e bebê-conforto, mantenha sempre a criança afivelada.
  15. Sempre deixe o bebê-conforto no chão, nunca sobre mesas, sofás, camas.
  16. Supervisione e faça com que a criança utilize equipamentos de proteção adequados ao brincar com bicicletas, skates, patins.
  17. No parquinho, verifique se os brinquedos estão em boas condições, se há um piso que amorteça a queda (grama, areia, emborrachado) e se os brinquedos possuem no máximo 1,5m de altura.
  18. Não deixe brinquedos ou qualquer outro objeto no berço: eles podem cair, e na tentativa de resgatá-los a criança pode sofrer uma queda.
  19. Tenha certeza de que a criança dorme em um lugar seguro, como berço ou cama com grade. Beliches e sofás não são recomendados.
  20. Verifique se no berço a altura do colchão é suficiente para a criança não cair por cima da grade. Se o limite for maior que 3/4 da altura da criança, está na hora de utilizar uma cama com grade.

Lembre-se de que, educando nossos filhos sobre os perigos à nossa volta, prevenindo acidentes com medidas de segurança e itens de proteção e supervisionando nossos pequenos, podemos garantir uma infância protegida e saudável a nossos filhos.

*** aqui tem jabá ***

gradeQuando nossos pequenos caem no sono, achamos que nada de ruim pode lhes acontecer. Entretanto, se não estiverem seguros, a queda é iminente, principalmente se eles estão aprendendo a dormir na cama. A Infanti, com seu conceito de design, segurança e praticidade, vai te ajudar a deixar seu filho dormir tranquilamente.

Para concorrer a grade de proteção Abraccio, é só acessar este link para o Facebook e fazer seu cadastro. Lá é possível encontrar as regras do sorteio (curtir diiirce e a Infanti).

Corre que vc só tem até o dia 3/12/2012 para participar.

Prevenção de Acidentes Domésticos: Engasgo e Sufocamento

Prevenção de Acidentes Domésticos: Engasgo e Sufocamento

seloOs acidentes domésticos são a principal causa de morte de crianças de 1 a 14 anos no Brasil. No total, cerca de 4,7 mil crianças morrem e 125 mil são hospitalizadas anualmente, segundo dados do Ministério da Saúde (fonte: Criança Segura).

Dentre as ocorrências, o sufocamento/engasgamento/asfixia é a maior causa de acidentes domésticos com crianças com menos de um ano de idade. E as causas mais recorrentes são aquelas que já conhecemos, mas sempre pensamos que nunca vai acontecer com a gente, como uma asfixia por causa daquele kit de berço, travesseiros e lençóis, aspiração de objetos pequenos (como moeda, botão) e engasgos durante a mamada ou alimentação.

É muito comum a mamãe, de madrugada, amamentar seu bebê na cama, semi-deitada. Entretanto, essa é uma posição de risco. O bebê fica deitado e sonolento, o que aumenta as chances de ele se engasgar com o leite. Quanto mais ereto e mais acordado o bebê estiver, menores são as chances de um acidente. Além disso, a mãe também pode cair no sono e dormir sobre o bebê, asfixiando-o. É cansativo, mas se levantar para amamentar é mais seguro.

Já quando o bebê utiliza a mamadeira, não é raro que se aumente o furo do bico. O ideal é que sejam utilizados bicos sem fissuras, ortodônticos e com sistema de saída de ar. E, mesmo que o bebê já saiba segurar sua mamadeira, é importante que ele esteja sempre sob a supervisão de um adulto. A dica continua valendo para copos!

Já ao introduzir alimentos, é preciso se certificar da temperatura dos alimentos, do tamanho dos pedaços e da quantidade a ser oferecida na colher. A comida deve ser esmagada no garfo ou cortada em pedaços bem pequenos, para que a criança mastigue e consiga respirar sem dificuldade. Da mesma forma, a quantidade que se oferece em uma colher deve ser proporcional ao tamanho da criança, para que ela saboreie o alimento, sem ter dificuldade em engolir.

Brincar com a comida faz parte da descoberta, mas a supervisão de um adulto é sempre  imprescindível. A qualquer momento um grão, como feijão ou milho, pode ir para o nariz! Comidas como uvas, cerejas, azeitonas, pipocas, balas duras devem ser sempre oferecidas em pedaços menores. E mesmo que seu filho já saiba comer sozinho, é seguro que um adulto o observe até os cinco anos de idade (aliás, alimentação é algo que se faz em família, certo?). E evite que seu pequeno corra por aí comendo ou se alimente dentro do carro.

*** Aqui tem jabá ***

SORTEIO FINALIZADO

Prevenção de acidentes não tem nada a ver com sorte, é questão de consciência e atenção. Mas, para quebrar a tensão do assunto, e, ao mesmo tempo, mostrar que aprendemos a lição do dia, que tal um prêmio?

fisherA Fisher-Price, sempre preocupada com o desenvolvimento e a segurança dos nossos pequenos, apoia essa campanha de prevenção de acidentes domésticos e está sorteando um kit com copo térmico, multicopo,  mamadeira e uma diaper bag.

Para participar, é só ter endereço no Brasil, colocar seu nome e seu e-mail nos comentários e curtir a diiirce e a Fisher Price no Facebook.

As inscrições vão até o dia 01/12/2012, e o resultado sai dia 03/12/2012.

Vem!

 

Sorteio Nexcare

Sorteio Nexcare

*** Aqui tem jabá ***

SORTEIO FINALIZADO

Criança quando descobre que um dodói chama a atenção dos pais é uma coisa! Qualquer batidinha é um chororô, digno de protagonizar novela mexicana. Tanto é que, quando a brincadeira está boa, o joelho esfolado quase nem incomoda.

E só o beijinho de mãe é capaz de curar esses dodóis!

Para todos os outros existe Mastercard é bom ter sempre em casa um kit com antiséptico e curativos. Afinal de contas, sabemos que não é saudável superproteger nossos filhos. Lembram da conversa entre Dori e Marlin em Procurando Nemo?

“Se você deixar nada acontecer com seu filho, aí nada vai acontecer com ele! Não seria bacana para o Nemo”.

Criança precisa brincar, se divertir e fazer uns arranhões por aí. Eu disse arranhões! Nada de lesões comprometedoras!

Pensando nos primeiros-socorros de acidentes inevitáveis que nossos filhos sofrem, a Nexcare e diiirce entertainment productions vão sortear um kit de produtos.

kitnexacre

 

Para participar é só…

Vem, gente, que o sorteio é dia 3/12/2012, e as inscrições só serão válidas até 23:59 do dia 2/12/2012 (horário de brasília).

 

Casa Segura: Semana de Prevenção contra Acidentes Domésticos

Casa Segura: Semana de Prevenção contra Acidentes Domésticos

Nossa casa é nosso abrigo. Lugar onde acolhemos nossa família, onde crescem nossos filhos. Em tese, é o lugar mais seguro que encontramos para nossos pequenos, pois desde a gravidez preparamos nosso ninho de forma a receber seres tão indefesos e inocentes.

Janelas ganham telas, os bibelôs de vidro saem de cena, a mesa de centro vira mesa de canto, as portas ganham travas e as tomadas ficam tampadas. É o instinto de proteger o filhote das ameaças.

Entretanto, por mais que apetrechos e reformas ofereçam proteção, nossos filhos nunca estarão 100% livres de acidentes domésticos, como queda, corte, asfixia, afogamento, queimadura. São pequenos deslizes, distrações tolas, e algo inesperado acontece, pondo em risco a vida de nossos pequenos.

Assim, durante toda esta semana, você vai poder conferir dicas, infográficos, entrevistas e matérias sobre prevenção de acidentes dentro de nossas casas. Aqui no blog, no Twitter, no Facebook e no Instagram.

Um ambiente seguro depende de três fatores – todos colando na geladeira:

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Prevenção – com todas aquelas modificações e badulaques que colocamos em casa visando a segurança das crianças.

Educação – por mais que tenhamos grande conhecimento sobre acidentes domésticos, sempre podemos aprender algo novo. Além disso, é importante ensinar às crianças sobre riscos e consequências desde sempre.

Supervisão – ter um adulto presente significa estar presente. De nada adianta estar no mesmo ambiente, mas distraído com seu smartphone ou com a TV. Aliás, você sabia que pais que utilizam seus smartphones quando estão com as crianças colocam a segurança deles – tô falando das crianças, danem-se os telefones! – em jogo? Dá uma olhada nisso.

 

Mas não pense você que diiirce dá ponto sem nó:

~ Que rufem os tambores! ~

Todos os dias vai rolar sorteio para deixar sua família mais protegida dos acidentes domésticos!

~ Tudum-Pá! ~

Informação +  Prêmio = Conscientização

Participe. Questione. Compartilhe. Aproveite!

A pedagogia na palma da mão

A pedagogia na palma da mão

Palmada agora é crime.

Se isso fosse há uns anos, meus pais estariam pagando serviços à comunidade simplesmente porque EU os desobedeci. Como eu, uma criança na época, reagiria? Sentiria-me dona da situação ou culpada por causar certo dano a meus pais?

Espancar, humilhar, submeter uma criança a torturas físicas e psicológicas já é um crime previsto em lei. Mas qual o limite em que um tapinha vira uma agressão? Deve ser por isso que a tal palmada foi proibida.

Agora nós, pais, devemos utilizar outras técnicas pedagógicas para educar nossos filhos. Para quem tem acesso à informação é ótimo. Agora imagine aquela familiazinha miserável, no sertão do Piauí, sem acesso a água potável. Não precisa ir tão longe, não. Quantos de nós não conhece uma pessoa que não se informa sobre educação e tem como base apenas a educação que recebeu de seus pais? Para nossos pais e para muitos ainda a palmada é pedagógica.

E tem mais: Pais que já tentaram de tantas outras formas bloquear um mau comportamento, mas que ainda não descobriram que forma de punição atinge seu filho (porque isso não é fácil! Algumas crianças não ligam de ficar no cantinho do pensamento ou não sentem se lhe tirarem determinado brinquedo). Não pode dar um tapa no bumbum. E aí? Pais sem autoridade, filhos sem limites…

Não sou a favor da palmada!

Acredito em outros meios de educação, mas dizer que isso é um crime é interferir demais na dinâmica das famílias. É castrar a autonomia de alguns pais. É invadir a privacidade.

O caso de uma agressão física ou qualquer outro tipo de punição que gere sofrimento à criança ser considerado crime é um tanto contraditório. Seu filho quer bala antes do jantar, você não dá. Seu filho chora, você insiste no não. Ele se debate, se joga no chão, grita e chora, chora muito. Vem cá: essa criança está sendo punida e com sofrimento, não está? É crime?

Essa linha tênue que separa a autoridade conquistada da imposição dos desejos dos pais é que causa tanta discrepância de opiniões.

Pelo menos a lei serviu de alguma coisa: refletir sobre como educamos nossos filhos.

E você: já bateu no seu filho?

Senta na cadeirinha, menino!

Senta na cadeirinha, menino!

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Semana do Trânsito no Test Drive Mami e aqui vai minha contribuição para a Blogagem Coletiva!

Nunca tive muitos problemas com o filhote na cadeirinha para o carro, mas, organizando a Semana do Trânsito, descobri um monte de dicas que podem auxiliar os pequenos a ficar no devido lugar, enquanto os fabricantes de cadeirinha não resolvem esse problema aqui.

 

 

  • Os cintos estão bem ajustados? Isto significa afrouxar para a criança sair e ajustar novamente ao prender o cinto.
  • A cadeirinha está adequada ao tamanho da criança? Verifique aqui.
  • A criança está sentada há muito tempo na cadeirinha? Que tal parar um pouco e levá-la para dar uma volta antes que o próximo “Tá chegando?” escape?
  • Você serve de exemplo? Usar o cinto de segurança tem que ser obrigação de qualquer um que use o carro, no banco da frente ou no traseiro.
  • Tem algum irmão que se senta só no adaptador ou no banco da frente? Vale a pena explicar por que cada um tem seu lugar e deixá-lo matar a curiosidade quando o carro estiver na garagem.
  • Alguém da família permite que a criança ande no carro sem cadeirinha, por exemplo, ao pegar carona no carro do vô ou da tia? Porque uma vez que se abre exceções para a criança, o esquema vai por água abaixo.
  • Tem alguma distração para a criança (brinquedos macios sem pontas, brincadeiras de procurar coisas fora do carro, cantar músicas)?
  • Você deixa a cadeirinha pela casa de forma que a criança possa colocar seus brinquedos para sentar no lugar certo? Faça a experiência de observar como a criança reage à cadeirinha: isso dara pistas de como você age com ela.
  • Já tentou aquele esquema supernanny de dar um adesivo cada vez que a criança anda na cadeirinha sem se soltar?
  • Você para o carro e coloca a criança na cadeirinha imediatamente quando ela se solta? É o mais correto a se fazer. Não abrir precedentes.
  • Já pediu para a criança ser o responsável pela segurança de todos, verificando se todos no carro estão com os cintos e no lugar correto? Vale deixar de por o cinto ou colocá-la no banco da frente antes de sair com o carro, só para mostrar o que é certo do que não é.
  • Vai ameaçar com alguma punição se a criança sair do assento, tipo deixar de fazer um passeio? Então cumpra. Mais uma vez, não abra precedentes.
  • Já pensou em pedir a um policial ou bombeiro para “verificar” se a criança está na cadeirinha? Os pequenos têm fascínio por estes profissionais, e uma palavra deles pode fazer toda a diferença. E, acredite, bombeiros e policiais adoram brincar com crianças (experiência própria).

Esse é o meu recado para que acidentes como estes não aconteçam mais!

A luta do século e o abracadabra

A luta do século e o abracadabra

boys-fighting-over-toy-truck-280x280As mães de crianças por volta dos 2, 3 anos vão me entender. Levar o filho para brincar com um amiguinho é mico na certa. O filho pega todos os brinquedos que consegue (sendo dele ou não), agarra, não solta mais, diz “é meu!”, emburra, empaca. O amiguinho chora, faz birra, bate o pé no chão, tem chilique. As mães se entreolham buscando o primeiro buraco para enfiar a cara dentro. “O brinquedo é do fulano”, “deixa o fulano brincar agora”, “não faz assim que é feio”. As mães tentam, tentam, mas rola uma pequena briga pela delimitação do espaço, uma demonstração de força, empurra-empurra, até que um chora, o outro faz cara de susto, larga os brinquedos, e ninguém mais entende nada.

É assim com o filho. Já tentei conversar, explicar, dar bronca… nada resolveu. É da idade. A @thaisscavassa até já falou sobre isso aqui. E a revista Crescer já publicou isso aqui.

Dizem que o melhor é não haver brinquedos para não criar essa disputa, mas, honestamente, eu não consigo sair de casa sem um carrinho, ou o que for, para distração em caso de emergência. A outra mãe faz o mesmo, e pronto! O sino soa, e se inicia o primeiro round!

Nesta semana, minha prima trouxe o pequeno dela para brincar com o meu. Eles têm 3 meses de diferença e se dão superbem. Mas, como toda criança, eles se estranham de vez em quando por causa de um brinquedo. E foi assim: a pista de HotWheels montada, um de cada vez colocava o carrinho. Quanta civilidade! Até que um dos dois resolveu romper a ordem, e foi um puxa daqui, puxa dali, é a vez de um, é a vez de outro, e eu, num momento de consagração da minha persona Super Nanny, soltei “ou vocês dois se entendem, ou eu vou guardar a pista, e ninguém mais brinca!”.

Mágico! Só faltou falar abracadabra e uma pombinha branca voar!

Os dois se entenderam na mesma hora. Momentos depois, estavam eles no maior #mimimi disputando o lugar no cavalo. “Ou vocês decidem quem vai brincar agora, ou eu guardo o cavalinho!”

Chi-clim! Ordem e paz! E nem precisou de cantinho do pensamento ou varinha de Hogwarts.

Testem com os seus birrentinhos e me contem… dá certo só comigo, ou eu descobri a fórmula secreta do saber dividir e esperar sua vez? (ã-ham, senta lá, Cláudia!)

Sargento Mãe se apresentando: SENTIDO!

Sargento Mãe se apresentando: SENTIDO!

142368A Jo-Jo é minha mestra, e as tiazinhas da SOS Babás também sempre dão boas dicas. Sou formada em psicopedagogia e tenho muito interesse em estudar comportamento infantil. Ainda não cursei Psicologia, porque tenho medo de conhecer a mim mesma, mas um dia, muito em breve, eu encaro este desafio.

Depois da apresentação de meu breve currículo, quero dizer que aqui em casa disciplina é tudo. Desde que o pequeno nasceu, esse negócio de livre demanda não impera. Tracy Hoggs não me açoite, já vou me explicar!

Quando o pequeno nasceu, eu aprendi que ele estava chegando à nossa família e deveria se ajustar à ela, e não o contrário. Claro que nos primeiros meses tudo é adaptação: a gente cede um pouco, e tudo se encaixa. Aos 2 meses, o filho já dormia sozinho em seu berço, às vezes por 6 horas seguidas. Se acordava de madrugada, era para mamar, trocar a fralda e só. Claro que, vez ou outra, o negócio escapava do controle, mas sempre estabelecia uma rotina e um esquema de ações para que ele soubesse o que iria acontecer e quando era hora do quê.

E aqui tudo tem hora: hora de comer, de dormir, de banho, de bolacha… Se vou negar algo, a melhor explicação é “agora não é hora disso”. Tem vezes que ele mesmo fala “agóia num é hóia?”. A rotina e a sequência de ações dão segurança aos pequenos, tanto é que, mesmo sem saber ver horas, quase todos os dias o filhote já vai subindo as escadas por volta das 19:00 avisando que vai tomar banho.

Mas se o mau comportamento dá o ar da graça é cantinho pensamento ou brinquedos no castigo: “Se você continuar fazendo isso, vai ficar sem carrinhos até amanhã”. E fica mesmo. Pode chorar godê (como diz minha mãe), mas não devolvo. Outro dia o pai não sabia o que um cavalo fazia na garagem e foi devolvê-lo ao menino: “Não, o pototó tá de sastido”.

O cantinho do pensamento é o último recurso, pois é torturante para a criança – e para a mãe – deixar uma figura de 2 anos sentadinha no cantinho, pensando na próxima arte. Mas às vezes é a melhor opção. Para sair, só com um pedido de desculpas sincero.

E como ensiná-lo a pedir desculpas? Simples, pedindo. Se estou nervosa e perco o jeito com ele, paro, me acalmo e peço desculpas: “a mamãe tava nervosa, você me desculpa?”. Não tenho vergonha, nem acho que isso tira minha autoridade. É questão de exemplo, de reciprocidade de sentimento.

Mas por que nem sempre isso funciona? Porque filho com fome, sede, sono ou vontade de ir no banheiro fica sem controle, doidão. E por que isso não funciona nas festinhas? Por causa do ambiente desconhecido, da insegurança que as outras crianças provocam, da euforia.

E, cá entre nós, as crianças precisam mesmo pintar o sete de vez em quando. Sair da rotina é o melhor remédio para a monotonia. Deixo a criança aprontar de vez em quando, deixo fazer uma arte. Deixo ela ter história para contar para os meus netinhos.

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