Brinquedos perigosos: você tem um em casa?

chuck

 

Se você ainda não comprou o brinquedo do filho, do sobrinho, do afilhado é bom dar uma olhada nessas dicas para não comprar brinquedos perigosos.

É pela brincadeira que a criança aprende, lida com seus conflitos, se diverte, se desenvolve. E para que isso ocorra, a criança deve estar em segurança. Por isso, desde 1988 passou a ser obrigatório que todo brinquedo legalmente fabricado e comercializado no Brasil fosse avaliado e certificado pelo Inmetro. O processo busca, por meio de exames de laboratório, aferir a qualidade e garantir que a criança possa brincar e se desenvolver com a devida segurança.

<<O brinquedo certo para cada idade>>

Entretanto com a grande oferta no mercado popular de brinquedos importados sem a devida certificação ou falsificados a preços atraentes, a brincadeira das crianças pode acabar se tornando a dor de cabeça dos pais. Peças que se soltam facilmente, pontas perigosas, partes cortantes, material tóxico, nível de ruído, tudo isso pode transformar o momento de diversão num episódio de susto e de risco à saúde dos nossos filhos, já que um brinquedo perigoso pode trazer diversos riscos à sua família.

Por isso, ao comprar um brinquedo, devemos estar atentos ao selo do Inmetro, que deve estar no próprio brinquedo ou na embalagem:

inmetro

Tal selo garante a segurança técnica do brinquedo. E para tanto o item deve passar em TODOS os testes. Mas você sabe que testes são feitos para avaliar a qualidade do produto?

Segundo o site do Inmetro, os laboratórios creditados avaliam:

  • Impacto/queda: surgimento de partes pequenas, cortantes, pontas agudas ou acesso a algum mecanismo interno do brinquedo após este tipo de avaria.
  • Mordida: surgimento de partes pequenas que podem ser engolidas ou aspiradas, pontas perigosas ou cortantes quando arrancadas pela boca.
  • Tração: surgimento de ponta perigosa e do risco de a criança cair sobre esta ponta.
  • Químico: presença de metais pesados e outros elementos nocivos à saúde.
  • Inflamabilidade: risco de combustão rápida e se o fogo se espalha pelo corpo da criança, caso ela passe com o brinquedo próximo ao fogo.
  • Ruído: nível de ruído dentro do limite

<<E se meu filho quiser um brinquedo de menina?>>

De maneira geral, na hora de comprar um brinquedo, devemos ficar atentos:

  • Observar a presença do selo do Inmetro no brinquedo ou em sua embalagem.
  • Optar pela compra em estabelecimentos legais, já que no mercado informal são frequentes os casos de brinquedos falsificados.
  • Verificar se a embalagem foi violada.
  • Verificar a faixa etária adequada à criança.
  • Ler as instruções (que devem estar em português).
  • Retirar o brinquedo da embalagem antes de entregá-lo à criança, pois ela pode conter grampos, plásticos, tinta tóxica e outros itens que podem colocar a saúde da criança em risco.
  • Exigir nota fiscal no ato da compra para ter seu direito de consumidor garantido.
  • Atentar para a existência de partes pequenas, caso a criança presenteada tenha irmãos menores.

Caso  você encontre produtos com o selo falsificado, sem o selo ou vivenciar alguma situação de risco com algum brinquedo, denuncie à Ouvidoria do Inmetro (0800 285-1818). Mas lembre-se de que o Inmetro se responsabiliza apenas pelos brinquedos comercializados no mercado formal. Se você tiver uma má experiência com um brinquedo de camelô ou loja de importados (vulgo Ching-Ling), a responsabilidade é toda sua por ter adquirido um brinquedo falsificado e ilegal.

Um feliz Dia das Crianças começa com sua escolha!

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