10 perguntas que você jamais deve fazer a uma mãe que fica em casa

maequeficaemcasa

Para manter sua integridade e sua cabeça no lugar, recomendo a leitura dessas 10 perguntas que você jamais deve fazer a uma mãe que fica em casa.

Passar o dia todo com as crianças em casa não é aquele filme de sessão da tarde que a gente achava que era antes de ter filhos. Às vezes, passamos dias sem botar o nariz para fora, não por falta de vontade, mas por causa da correria. O serviço de casa é ingrato: não acaba nunca. E, mesmo quando acaba, alguém coloca uma roupa suja no cesto. Muitas vezes, esse alguém é você mesmo, que precisa de um banho. Mas não aquele banho relaxante, pois quando uma mãe que fica em casa se banha, ela precisa ser rápida, ligeira. Antes que ganhe companhia ou uma casa suja ou um filho machucado.

É preciso ser bom da cabeça (ou seria louco mesmo?) para passar o dia dialogando com crianças. As conversas são rasas, objetivas, repetitivas (bota repetição nisso), ricas em gestos e pobres em duplo sentido. Quando você se dá conta, já está envolvida pelo espírito infantil, rindo de puns e no final do desenho da Peppa. E mesmo com tanta agitação, tem dias que a gente se sente muito sozinha (leia: É possível ser mãe e se sentir sozinha?)

E quando um adulto chega em casa, seja o marido, uma visita, uma mãe, uma sogra, seja um filho mais velho, é melhor não fazer qualquer uma das perguntas abaixo sob de pena de ter a cabeça arrancada com a faquinha do rocambole.

Confira agora

As 10 perguntas que você jamais deve fazer a uma mãe que fica em casa

    1. O que você fez o dia todo? Certamente uma mãe que fica em casa passa o dia deitada no sofá – minha vontade. Mas, como disse, o serviço de casa não rende, não vence. E tentar arrumar a casa com as crianças por perto é como escovar os dentes com Nutella. Por isso é bom ler este guia de sobrevivência da mãe e dona de casa.
    2. Por que você está gritando? EU NÃO ESTOU GRITANDO. estou? Eu sempre achei péssimo o tipo de mãe que grita com os filhos. Até o dia em que eles passaram a ser maioria. E eu, por vezes, não me sinto ouvida. Falo, peço, repito, olho nos olhos, e tendo sido ignorada tantas vezes no meu papel de mãe meiguinha, incorporo o Darth Vader (como essa amiga aqui). Até mais: Sinto o cabelo virar fogo, os dentes ficarem pontiagudos, os olhos ficam vermelhos e o berro sai. E tendo em vista que crianças berram o dia todo, não há como não se contagiar.
    3. Por que o jantar ainda não está pronto? Talvez porque passamos o dia comendo bolo de chocolate assistindo a filmes. Claro que não, né? Ficar em casa, cuidando as coisas, gritando com as crianças, exige uma boa dose de organização e um ciclo de disciplina que, por muitas vezes, é quebrado por um brinquedo que foi parar na privada, um copo de suco que caiu no sofá, uma criança que bateu a cabeça no chão ou um risco de canetinha na camiseta nova. E senta que o jantar vai demorar. Se é que hoje vai rolar.
    4. Posso dar uma relaxada agora que cheguei em casa? Pode, pode sim! Relaxa que eu vou preparar um drink com pinho sol para você. Fala sério! Se tem alguém que precisava dar uma relaxada, esse alguém sou eu. Esse alguém que não fez um xixi sozinha, não escutou o som do silêncio, não pode ver o programa favorito na TV, não conseguiu botar nada em ordem, não fez o jantar que estava com vontade… Relaxar… Ha Ha Ha! Isso é para os fracos.
    5. Você não comprou o que estava precisando? Comprei, mas ainda não se materializou. Pô, encare uma ida ao mercado com crianças. É um safári misturado com um jogo de basquete. Os animais estão soltos, querem correr e desbravar, enquanto a mãe precisa atuar como um pivô, na marcação homem a homem, cerrada. E o que você foi de fato buscar no mercado, ficou por lá.
    6. Por que você não contrata uma babá? Esta é uma pergunta que me tira muito, mas muito do sério. Escolhi ser uma mãe que fica em casa para curtir a infância dos meus filhos. Quero apreciar cada risada, brincar junto, ficar descabelada com cada traquinagem, ficar com o estomago embrulhado a cada troca de fralda, deixar escorrer uma lagriminha num abraço… Eu escolhi isso. E o que pesa não é cuidar das crianças, mas cuidar da bagunça que isso implica. (E nada contra quem tem babá, ok? Cada um tem suas necessidades, e no fim a gente se pergunta se babá é funcionária ou é da família?).
    7. Por que você não toma um banho? Aaaaah! Mas é a coisa que eu mais queria. Lavar meus cabelos, depilar as penas, virilha e axila, passar um hidratante e secar meus cabelos. Mas assim que eu abrir o chuveiro, vai aparecer alguém peladinho querendo ser sua companhia. E você vai dizer não? Ou então você até vai conseguir a proeza do banho, mas vai encontrar as crianças pegando fogo com as brincadeiras do pai, e a casa de ponta cabeça. Deixa o banho de diva para lá….
    8. Por que você não relaxa? Mas é fácil relaxar com filhos. Cada quina é um perigo iminente. Cada brincadeira pode por a arrumação da casa em risco, cada saída de casa dá mais trabalho que organizar um casamento. E quando sai sozinha, só sabe falar de filho. Então vamos falar de coisas possíveis. Vamos falar da Top Therm.
    9. Você não acha que deveria sair mais de casa? Eu acho. Muito. Mas muito provavelmente terei que sair com filhos, o que me deixaria de cabelo em pé. A não ser que fosse para a casa de uma das avós, e isso, tecnicamente não é uma saída. Precisaria sair sozinha, uma volta no shopping para gastar um dinheiro que não tenho (embora o salário de uma dona de casa devesse ser de 12 mil reais), para comprar uma roupa que não vai ficar boa nesse corpo pós-parto forever. Então saio para comer, e volto com culpa e culotes.
    10. Por que você fica tanto nesse celular? Depois que a gente se torna mãe, sair de casa e se encontrar com amigos não é mais algo tão simples. Existe toda uma dinâmica, um esquema de guerra para tal. Muitas vezes até temos disposição para encarar essa batalha, mas sua olheira estão tão intensa, o esmalte descascado, sua sobrancelha tá meio Malu Mader anos 80. Então é mais cômodo permanecer em casa, cuidando das coisas que precisam ser feitas, berrando ao lado das crianças, mas permanecendo ativa socialmente nas redes sociais. Já que é esse o propósito das redes, não?! Então aproveita, e marca aquela sua amiga, seu marido nos comentários ou compartilhe o post para que todo mundo te entenda melhor.

Check Also

o que as mães falam X o que os filhos escutam

O que as mães falam X O que os filhos escutam

A comunicação é falha, e o que as mães falam parece ser o oposto do que …

16 comments

  1. Nossa! Como você me entende! Sou mãe de um casal de gêmeos de quase 2 anos. Tive que sair do trabalho que amava quando eles tinham 1 ano por quase imposição do marido… hoje minha vida está exatamente assim como descreveu. Pior! Não posso desabafar minhas angústias com ninguém pois todos só sabem perguntar se eu me arrependi de ter meus filhos! Quero morrer com isso! Eles são minha vida! Sonhei com eles! São minha razão de viver! Mas essa vida de ficar em casa definitivamente não é a que sonhei… pra ajudar mudei de cidade, de estado, estou longe da família e aqui não tenho ninguém. .. está muito difícil E sinto que logo isso vai refletir em meu casamento. .. Não sei que fazer

    • Converse com seu esposo. Abra o coração antes de um problema maior bater na porta deva eu casamento. Sua dor é real. Seu sacrifício é recompensado pela marca de caráter que você está imprimindo em seus filhos. Acredite o que você está fazendo com seus filhos mudarão completamente a ótica deles. Verá resultados de uma relação de amor e dedicação de sua parte. Sobre seu esposo converse, peça socorro e mostre a Ele um pouco da sua dor. Que Deus te capacite e te de sabedoria. E de a sei esposo bons ouvidos e o dom de escutar.

    • José Roque Borges

      Lembre-se, não tem bem que sempre dure, não tem mal que nunca se acabe,ter filho é um presente de Deus, ter gêmeos é ganhar um prêmio de loteria,trate tudo como uma gostosa brincadeira, como um trabalho prazeroso, procure olhar as coisas boas, sim, elas estão aí.

  2. Acho bastante difícil a opção de ficar em casa e ser mãe em tempo integral. Apesar de muitas vezes ir trabalhar com o coração apertado de saudade e vontade de ficar mais pouquinho com meu filho, as horas que passo trabalhando são momentos só meus. São horas que eu resgato um pouco a mulher que eu era antes de ser mãe. Momentos de satisfação profissional, porque adoro o que faço. Equilibrar o trabalho e a maternidade é uma arte. Como também é uma arte se dividir para dar conta do serviço de casa, o cuidado com os filhos, e tentar arrumar um tempinho pra gente. Depois que meu filho nasceu, eu reduzi minha carga horária o máximo que foi possível. E deixo todo meu tempo livre pra ele. Funciona pra gente. Percebo que o tempo que passamos separados não influencia na nossa relação, pois ele sabe que o tempo que passamos juntos eu estou 100% ali pra ele. São muitas risadas, brincadeiras e broncas quando necessárias. Acho que não existe opção certa ou errada. Cada família tem uma dinâmica e cada um sabe o que é melhor para sua vida e de seus filhos. Minha mãe optou por ficar em casa e não se arrepende. Eu preferi continuar trabalhando. E seguimos a vida fazendo sempre o nosso melhor.

  3. Excelente! Ri demais com o item 4…kkkk

  4. Tudo verdade . tô rindo até agora mas concordo em tudo

  5. Perfeito o texto! Não foi minha opção (continuo trabalhando o dia todo), mas tenho uma amostra do que é ficar com os filhos o dia todo nos finais de semana e nas férias. Cansa mesmo! 🙂

  6. Ri demais! E olha que estou um um bebê de 30 dias no colo o dia todo por causa de cólicas intermináveis. Acho que meu braço vai cair fora.

  7. Ahahahhaha quando eu estava de licença maternidade, eu ficava feliz da vida (sqn) qd me perguntavam, principalmente a 1,2 e 10.

  8. Eu amei tudo isso!! Posso copiar e colocar na geladeira, fazer cartaz, pintar numa blusa ou escrever na testa? kkkkkkkk

  9. Usa sling, Ana. Aquele wrap sling é maravilhoso. O bebê fica quentinho colado na barriga da gente e os braços descansam. E da pra amamentar.

  10. Impossível. Tenho um wrap e se quiser ver meu bebê berrar 20x mais é só por ele ali. Esperneia, se empurra, se torce até que eu tiro ele. Ele parece não gostar dessa posição colada no peito, já é um inferno fazer ele arrotar… imagina no sling então. Super decepção.

  11. Tem toda razão, querida! Mas o que se há de fazer?….

  12. É um tipo de vida que eu acho bastante estressante.
    As pessoas confundem ter baba = terceirizar a maternidade. Eu tenho baba hoje mas nunca perdi nada da minha filha sempre fiz questão de fazê – lá dormir, dar comida, todas as coisas importantes da vida dela quem esteve ao lado fui eu não a babá. Agora um momento que a criança está dormindo vc pode deixar tranquilamente com coma baba baba ir ao mercado ou até mesmo no salão fazer as unhas,pra que viver uma tortura se vc pode ter alguém para ajudar? Não vejo uma mãe que tem tem fazer o jantar lavar roupa arrumar a casa conseguir dar uma atenção de qualidade para os filhos.
    Estou colocando esse texto aqui embasada no texto a cima… eu entendo que muitas mulheres não tem condições de ter uma ajudante aí realmente a mulher tem q assumir.
    Logo que essa é minha opinião é respeito o estilo de vida de cada uma.

  13. Eu me identifiquei demais! Mas com tudo isso não trocaria nada pelo prazer de acompanhar meus filhos todos os dias, sou mãe em tempo integral e ainda tenho uma empresa em casa, cuido de uma casa enorme e pir várias vezes me pego meio louca, aí saio de casa por cinco minutos sozinha e volto morrendo de saudades das minhas três pequenininhas! Vai entender.. Rssss

Deixe uma resposta