O que aprendemos em 2016: Eita ano tenso!

O que aprendemos em 2016

Em vez de criticar esse ano pesado, que tal pensar nas lições que 2016 nos deixou?

A toda hora surge um comentário dizendo que 2016 precisa acabar logo. De fato, não foi um ano muito leve, mas eu sempre busco não pensar em como foi ruim, mas o que aprendi com tudo o que passou.

Cada um teve seus problemas e dificuldades pessoais – por aqui não foi diferente -, mas vamos falar dos acontecimentos marcantes e chatos que fizeram de 2016 levar a fama de um ano trágico.

O que aprendemos em 2016

Ataques terroristas ao redor do mundo: Nice, Berlim, Istambul, Cairo e mais algumas outras cidades tiveram seus dias de terror e medo. Civis pagaram por uma briga em que eles não entraram. É incompreensível para mim que exista uma motivação política ou religiosa para se matar pessoas, acabar com famílias, traumatizar uma nação. E mesmo depois desses ataques, não vi ninguém voltar atrás nas decisões. A lição que fica é que violência não faz nada mudar.

Refugiados: Famílias inteiras, por medo da guerra, saem rumo a uma nova terra, sem medir consequências tamanho medo. A imagem do menino afogado não é muito diferente das grandes massas nos barcos ou a pé. Posso compreender como é difícil para uma nação receber tanta gente, em tempos de crise mundial e com o medo do terrorismo. Ser solidário nas palavras é fácil. E você, receberia uma família refugiada em sua casa por tempo indeterminado? Você compra daqueles haitianos, nigerianos e bolivianos das praças de São Paulo ou apenas reclama da presença deles em seu caminho? E os nordestinos que fogem das más condições da região brasileira que mais sofre: você os acolheria também?

Ataques contra a pessoa: mulheres, homossexuais, crianças, negros. Independentemente de suas características, são pessoas como todos nós. Luiza Brunet, a filha adotiva do Bruno Gagliasso, o camelô de defendeu a travesti, o famosinho que ofendeu a repórter e tantos casos do nosso dia a dia, refletem apenas uma coisa: a falta de empatia. Não é preciso ser melhor amigo de um negro, não é preciso apoiar o movimento LGBT, não é para levantar a bandeira do feminismo extremista. A palavra que falta é respeito, do latim, respicere, que significa dar uma segunda olhada.

Olimpíadas e paralimpíadas: Depois de um começo meio caótico, o Brasil mostrou que sabe fazer festa como ninguém, por alguns dias nos esquecemos das patacoadas da nossa política e sentimos orgulho de pertencer ao nosso País. Vibramos, torcemos, vaiamos, mas, acima de tudo sentimos. Sentimos orgulho, medo, vergonha, vontade… E o esporte é isso mesmo, nos ensina e nos faz lidar com nossos fracassos, respeitar a vitória do outro, apoiar e vencer nossas próprias barreiras.

Mortes no auge: Domingos Montagner e o time da Chapecoense mexeram muito conosco. Gente que mal conhecíamos, mas que estavam de certa forma no auge de suas carreiras. Tanta coisa ainda para viver, e tudo acaba. O time pequeno que seria campeão Sulamericano; o palhaço que se tornou protagonista da novela de público mais prestigiado. A vida acaba no próximo segundo. Só não sabemos quando. O que aprendemos em 2016 é que viver tudo, estar presente, se importar.

Zika: A zika deixou as crianças numa situação de risco jamais vista em nosso país. Como pode um mosquito tão conhecido nosso fazer tanto mal? Mulheres adiando gestação, gestantes deixando de ter a gestação como um momento mágico, mas de muita tensão. Já descobrimos como lidar, e não é tão fácil. A lição que fica é não existe mais a garrafa jogada no quintal do vizinho, a poça na laje do outro. Todo mundo precisa ser responsável por aquilo que vê, pela saúde de todos.

Cenário político brasileiro: Lava-jato, cai nossa primeira presidenta, entra alguém que está com tanta ou mais culpa no cartório. Crise financeira, falência dos estados, escândalos, desemprego, políticos que não nos representam. Com um ex-presidente na mira da polícia federal, não há de se negar que 2016 não foi o melhor ano da política brasileira. Mas isso tudo nos deixou uma lição: pensar muito antes de votar, cobrar, sentir-se representado. Tivemos eleições, e em 2017 já veremos se estamos aprendendo a lição ou batendo cabeça mais uma vez.

Pokemón Go: depois de tanto esperar, o famigerado jogo chegou ao Brasil e levou os jogos eletrônicos a uma discussão: são legais ou não? Qual o futuro dos games? A lição que fica é que qualquer jogo pode ser legal, do xadrez ao Minecraft, do futebol ao CandyCrush. O que vai delimitar a salubridade é a maneira que os encaramos, nossa dependência, o quanto nos privamos de outras coisas por causa do jogo, seja ele qual for. Jogos digitais são uma realidade, não podemos simplesmente aniquila-los.  

Separações: Bonner e Fátima, Brad e Angelina. Casais que nos inspiravam amor e cumplicidade romperam. Se eles, que nos remetiam à união se separaram, o que será de nós, que brigamos e discutimos tanto. O que fica é: dentro de casa, todos temos problemas e dificuldades. Nas redes sociais todos parecemos felizes, bonitos e realizados, mas metemos um filtro nos tombos que a gente toma.

Aproveite e confira aqui os 5 posts que mais bombaram aqui no blog! #5 #4 #3 #2 #1

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One comment

  1. Adorei! Acho que é bem por aí: nada de ficar só reclamando. Bora aprender e fazer melhor em 2017!
    Também fiz minhas reflexões de fim de ano aqui:
    http://somelhora.com.br/index.php/2016/12/27/fim-de-ano/

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