Como diria Galvão, haaaaaja coração

Como diria Galvão, haaaaaja coração

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Depois de 39 semanas e meia, chega bb diiirce. Na verdade, a espera por esse milagre durou quase 2 anos.

Lorena, a gata de cabelos longos – se cuida Cleo Pires! -, nasceu ontem, por volta das 11h da manhã, com 2750g e 47cm de pura gostosura.

Hoje o menino vem conhecer a irmã pessoalmente. Ontem ele assistiu ao parto!!! E saiu todo orgulhoso contando que ganhou uma irmãzinha.
Em breve, fortes emoções para esse mais novo coração de mãe de vários!
Obrigada por todas as mensagens que recebi, pela corrente de energia.
E acabaram as palavras, suprimidas por um amor que não cabe mais nos limites do peito.

Era para ser uma crônica

Era para ser uma crônica

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“Amanhã eu fui na casa da vovó.”

“Mamãe, ontem você me leva no parquinho?”

De banho tomado, pijama e pronto para dormir: “A gente já vai almoçar?”

 

Meu filhote já tem noção do tempo. Meio em formação, mas já é capaz de sequenciar fatos logicamente. Ainda falta aprender a utilizar os adjuntos adverbiais de maneira adequada e mecânica, sem que nenhum Bechara, Napoleão ou Pasquale tenha que se pronunciar.

Com três anos ele já sabe que a chupeta só pode ser usada quando escurece, que o sol desaparece quando a lua chega, que as manhãs e tardes são claras. Faz contagens regressivas riscando dias no calendário e espera ansioso por festas e dias especiais:

“Só falta mais um!”

Já tinham me alertado da velocidade com que esse senhor tão jovem – o tempo – passa na nossa vida e na dos nossos filhos. O difícil mesmo é encontrar uma lógica na incognoscibilidade das horas.

Três anos que passaram num piscar de olhos. Uma semana de caxumba que demora para sarar. A rapidez com que um tablete de chocolate derrete na boca e a morosidade do gosto amargo do remédio que não sai.

39 semanas que transitaram entre diferentes velocidades: um primeiro trimestre de sono e enjoo que foi bem vagaroso. Seguido de mais dois trimestres que deslancharam com uma brevidade aceitável.

Cinco dias que demorarão um século até o dia de meu rebento mais novo chegar ao mundo. O peso do relógio arrastando os ponteiros para a frente e puxando seus passos para trás. A eternidade que se insere entre o fim daquela pressão no abdômen e o início de um choro.

E a gente ainda acredita que relógios e fotografias podem aprisionar os períodos… Aprisionamos a contagem, as imagens, mas o momento, aquele período que não podemos enxergar, aquele só sentimos passar, esse a gente não segura.

Mestre tempo. Tão determinado, tão relativo.

Tão lógico e métrico, quanto incoerente e anacrônico.

Cheiro de gibi e um mergulho na infância

Cheiro de gibi e um mergulho na infância

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Aprendi a ler com os gibis da Turma da Mônica. Quem nunca?

Durante anos fui assinante e, mesmo depois de adulta, casada e, na época, sem filhos, comprava gibis. Meu marido até hoje guarda uma coleção de quadrinhos históricos. Quando a Turma da Mônica Jovem teve seu primeiro número lançado, lá estava eu na Bienal do Livro, na fila, com meu exemplar na mão. Não sou aficcionada por gibis, mangás e afins, mas sempre admirei o trabalho de Maurício de Sousa como formador de leitores cidadãos.

Esqueci de contar que minhas primeiras amizades virtuais se deram naqueles clubinhos de correspondência divulgados nos gibis. E olha eu aqui, mergulhada na hyperesfera… Tudo culpa do Seu Maurício.

Eis que a @huggiestdm convidou uma galerinha para conhecer a Maurício de Sousa Produções. Não sei como seria visitar uma fábrica de sonhos, mas posso ter uma ideia depois dessa experiência.

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Ali, o artesanal e o digital convivem em harmonia, assim como o trabalhar e o se divertir. Era possível ver o semblante de satisfação em cada funcionário. Colaboradores novos e de décadas trabalhando juntos, em equipe, sempre com a mesma conversa de que adoravam trabalhar ali. E acho que foi por isso que não nos levaram para conhecer o departamento de RH: certamente eu iria pedir para preencher uma vaga de qualquer coisa!

Voltando à visita, descobri que o processo de criação de um gibi é rústico, feito no papel, com lápis e nanquim. A digitalização só acontece nos finalmentes. Descobri que nem só de quadrinhos vive a MSP: lá estão os estúdios de animação e áudio, a criação de produtos e embalagens que envolvem a marca Turma da Mônica, a editora de livros e publicações, o departamento de arquitetura e engenharia de parques… Também descobri que Seu Maurício (é assim que o pessoal se refere a ele) parece se envolver em todas as partes do processo, sabe tudo o que acontece na empresa dele, é respeitado como um dirigente político, mas não deixa de demonstrar uma relação de cumplicidade com os funcionários. O maior exemplo disso é que nada, absolutamente nada, do que é publicado sob a marca Turma da Mônica sai sem o aval dele: de uma animação 3D a uma tirinha de jornal.

Tentar narrar a visita não vai dar a dimensão da magia do lugar. Procurei algum vídeo que pudesse mostrar o quanto a gente vira criança lá dentro. E esse foi o mais próximo que achei (reparem como o rapaz se derrete ao ouvir a voz da Mônica).

 

O final da visita foi um papo gostoso e descontraído com o próprio Maurício de Sousa e a aparição da Mônica (a filha legítima do homem), uma pessoa simpatissíma – que disse que eu estava ótima para 38 semanas! #murry –, baixinha, sorridente, mas nem um pouco dentuça ou gorducha. Ela também não deu coelhadas em ninguém!

Pela oportunidade de conhecer e rever blogueiros amigos e pela experiência mágica de viajar no mundo da Turma da Mônica, fica meu muito obrigado à @huggiestdm, à @MSPOficial e à @TurmadamonicaTM.

Confissão: Eu estava torcendo para a minha bolsa estourar e eu entrar em trabalho de parto ali mesmo, no meio da produtora. Pô, eu ia virar história em quadrinhos, certeza! Mas, como não foi dessa vez, vou deixar filhote nascer tranquilo e inscrevê-lo para a promoção Seu bebê no meu gibi 2.

 

As fotos são do Portal das Arábias, e aquela é a primeira tirinha do Maurício de Sousa, editada para caber na moldura. A original está aqui.

 

Robôs e Famílias

Robôs e Famílias

 

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Quando me falaram de #familiasmodernas logo me veio a ideia de correria, muita tecnologia, comida enlatada, diversões eletrônicas… Depois pensei um pouco mais, e me veio aquele não-modelo à mente, de filhos de pais diferentes, pais gays, pais solteiros, fertilização in vitro, filhos adotivos…

A verdade é que esse negócio de famílias modernas vai bem mais além do esteriótipo que podemos preconceber.

Para ser uma família moderna é preciso informação, antes de qualquer outro ingrediente, vinda de qualquer fonte, não necessariamente da internet. Quer um exemplo: a mãe moderna não sabe como tratar uma assadura, então recorre a sites de credibilidade, a fóruns virtuais de mães, liga para o pediatra, consulta um livro sobre puericultura, fala com a mãe e escuta o conselho da vizinha, não nessa ordem necessariamente. Só depois do processo de triagem de dados é que ela decide como lidar com o problema do bebê. E tudo isso na velocidade de banda larga de primeiro mundo, porque o bebê chora!

Essa informação, parte essencial da família moderna, precisa ser de duas mãos: não só buscamos informação, como somos fonte. Voltemos ao exemplo da mãe moderna: depois de descobrir mil e uma formas de lidar com a assadura, ela cria um perfil em diversas redes socias, cria um blog sobre assaduras, e sai disseminando, semeando a informação que colheu. Em troca, recebe novas informações. E a teia fica cada vez maior.

Mas a mãe moderna tem tempo para isso? Claro. A mãe moderna não é aquela que trabalha o dia todo, assim como a mãe antiquada não é mais aquela que passa o dia em casa. Independentemente da condição profissional, a mãe moderna valoriza a qualidade do tempo. Se é para estar com a família, que seja de corpo e alma! Se é para trabalhar, que seja buscando uma realização. A mãe moderna reconhece o valor do mestre tempo e vive ao lado dele, não lutando de frente.

E nem só de qualidade de tempo vive uma família moderna: busca-se qualidade de vida, com uma alimentação saudável, longe do sedentarismo e das extravagâncias. A família moderna até come comida congelada, mas desde que tenha sido preparada por uma mão carinhosa, com ingredientes frescos, sem corantes ou conservantes.

A família moderna é assim: busca e compartilha informação em busca de uma vida com mais qualidade. É uma família perfeita? Diria que não, porque esse novo esteriótipo – olha eu entrando em contradição – acaba levando ao perfeccionismo, que acaba gerando culpa, que acaba gerando estresse.

Além disso, há um ponto fundamental nessa história de famílias: as perfeitas não existem. Pois para ser consideradara família, a relação exige sentimento. Ora, se eliminamos as relações de amor e ódio dentro do contexto familiar, eliminamos a humanização, saem os homens, entram os robôs. Daí não é mais família, é série, é linha.

Então vamos abrir o leque: A família moderna é aquela busca e compartilha informação em busca de uma vida com mais qualidade e afeição.

Ou você discorda de tudo isso? Compartilhe sua opinião comigo. Minha família agradece!

 

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Post inspirado num bate-papo gostoso sobre #famíliasmodernas com Cia das Mães, Conversa de Mãe, Dudu e eu +2, Enfim Grávidos, Espaço da Mãe, Loucura Materna, Mamatraca, Test Drive Mami, Testado pela Mamãe, proporcionado pela Nebacetin, mediado pela psicopedagoga e arteterapêuta Dilânia Paula dos Santos.

 

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Receita da diiirce: Fusili da Pressa

Receita da diiirce: Fusili da Pressa

Vamos aos fatos:

1) Jamie Oliver é um fofo e se ele fizer miojo eu vou achar o máximo.

2) Grávida come até pedra.

3) Não sei seguir receita.

 

Daí que eu estava assistindo a este episódio do Receitas em 30 minutos, com fome. Com base nos fatos acima, o resultado é o mega master famoso AND delicioso Fusili da Pressa.

Não demora mais de 30 minutos messssssmo para fazer e comer. Vem comigo!

 

Primeiro você liga o forno a 220°. Depois, você vai colocar água numa panela grande, uma colher de sopa de sal, ervilhas frescas e levar ao fogo. Até que o negócio não ferve, você vai pegar seu processador, mix, liquidificador ou um ralador e suas potentes mãos. Daí você rala/processa queijos diversos a gosto (eu usei minas padrão e gruyére e ficou 10), até dar 1 xícara bem servida. Ao mesmo tempo, você coloca umas boas e finas fatias de bacon envolvidas no papel toalha num pratinho e leva por 2 minutos ao microondas.

farofaDaí a água ferveu, certo? Hora de colocar 1/2 caixa ou pacote de fusili para cozinhar. Nisso, vc desocupa o processador, coloca um pão velho picado (pão novo ou só amanhecido não vai dar a mesma liga), as fatias de bacon, folhas de manjericão, orégano e um dente de alho. Processa.

Dá uma mexida no macarrão, e volta para ralar um pouco de parmesão. Porque queijo ralado de saquinho, para mim, é coisa do dêmo.

Então você dança Kuduro – oi, oi, oi – e volta para escorrer o macarrão, sem desprezar a água do cozimento.

macaNum refratário, coloca o macarrão com as ervilhas, uma colher de mãe de requeijão, aqueles queijos ralados e mistura, jogando cerca de 1 xícara da água do cozimento. Deixe um pouquinho aguado.

Por cima você coloca a paradinha do pão e salpica o parmessão ralado.

Leva ao forno por 10 minutinhos, até fazer uma crostinha dourada por cima. É o tempo de você arrumar a mesa e lavar a louça.

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Enquanto isso, eu repito a lista dos ingredientes para a amiguinha que não anotou:

  • 1/2 pacote de fusili
  • 1 xícara de ervilhas frescas

Para o molho de queijo

  • 1 xícara de queijos diversos ralados
  • 1 colher de requeijão
  • Água do cozimento do macarrão

Para a casquinha crocante:

  • 1 pão velho
  • Manjericão e orégano a gosto
  • 1 dente de alho
  • Fatias de bacon pré-fritas
  • Queijo parmesão ralado na hora

macarrão

 

 

 

 

Pronto!

Eis, então, o Fusili da Pressa!

Tá na mesa!

Ai, se o Jamie soubesse de meus dons…

Existência delivery

Existência delivery

delivery

 

Terceirizamos tudo. É fato!

Comemos a comida feita por outros, bebemos o suco feito por outrém, que um outro alguém “deliverou” à nossa porta.

Contratamos personal-tudo: para cuidar da saúde, da alimentação, da beleza, dos cabelos, das roupas, dos bichinhos…

Cuidar da casa, quem quer? Outra pessoa lava, passa, cozinha.

Vai casar? Contrata um organizador de eventos que agiliza tudo para o casal.

Vai fazer compras? O personal shopper compra tudo para você. Sua única diversão é fazer ã-hã.

Vai ter filhos? Além do obstetra, dos exames, agora contamos com pessoas que organizam, escolhem e compram todo o enxoval.

Nascem os filhos, e já temos profissionais que auxiliam na escolha da escola, nos deveres de casa. Aliás, tem que ser uma escola que cuide e eduque nossos filhos, porque a gente mesmo anda sem tempo de fazer isso.

Terceirizamos nossa vida emocional: o desabafo é feito nas terapias, assim como os problemas conjugais e familiares que são resolvidos no consultório, talvez até com a ajudinha de um tarja preta.

Ao mesmo tempo em que essa terceirização denota status e exclusividade, ela também nos deixa mais distantes da vida.

Tudo bem ter uma ajuda com uma coisa ou outra do dia a dia – mesmo porque não podemos ser suficientemente bons em tudo, nem ter vontade de fazer tudo –, mas passar adiante as relações sociais, o envolvimento com o cotidiano, a diacronia de nossas vidas, daí já é demais.

Terceirizamos momentos.

Abrimos mão de nos envolver com as coisas rotineiras, com a desculpa de ter mais tempo livre com a família. No entanto,  a contratação de serviços para tudo nos dá a falsa sensação de termos mais tempo para fazer as coisas.

Oras, cozinhar com a família não seria mais legal do que sentar e pedir uma pizza, vendo TV enquanto ela não chega? Não seria mais empolgante para os noivos ter aquela correria atrás dos preparativos pro casamento? Não é mais interessante sentar e ajudar seu filho com o dever de casa do que pagar um professor particular? Qual a graça de se esperar um filho e deixar um outro alguém escolher roupinhas e lençóis? Onde está a beleza de se aprovar ou recusar a escolha de outrém?

Terceirizamos as experiências de vida em busca de tempo livre e, mesmo assim, temos sempre a desculpa de que faltam horas para tudo.

Porque o tempo, senhores, é aquilo o que fazemos com ele.