Não tem cabimento

Não tem cabimento

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365 noites mal dormidas

1500 fraldas trocadas

1800 mamadas

360 papinhas

4 dentes

8,5 quilos

74 centímetros

420 banhos

Nenhuma chupeta

8 apelidos

40 semanas te gerando.

277 dias te aguardando, num misto de medo, alegria, realização e tensão.

Enfim, você chegou. Tão frágil, tão delicada.

E por um instante eu pisquei, só para molhar meus olhos. E você já estava dando seus passinhos pela casa.

Outro dia, só eu te bastava. E eu queria aprisionar nosso momento de amamentar numa garrafa, e fechar e deixar lá para eu contemplar quando eu quisesse.

Agora o mundo é o tapete do seu lar.

A mim, só cabe educá-la, servir de exemplo, te dar a mão, te dar o colo.

A mim só cabe te deixar voar.

A mim só cabe apreciar a beleza da vida te transformando.

A mim só cabe buscar palavras para exprimir o amor sem tamanho que não cabe em mim, nem em canto nenhum.

E a você, só cabe viver!

 

Post especial para minha menina, que completa hoje seu primeiro aninho de vida.

 

 

Guarde seu ciúme num pote!

Guarde seu ciúme num pote!

A chegada de um irmão sempre gera um estresse nas crianças. Eu sempre soube. Mas achava que uma vez passada a fase, era passado pretérito perfeito.

Ledo engano.

Então escuto de amigas com filhos mais velhos, que o tal do ciúme – falando baixinho, que é para o menino não escutar –, vai e volta a vida toda, passa de um irmão para o outro, e a mãe que se vire para lidar com isso.

Vejo meu marido e minha cunhada de mimimi um com o outro, minhas sobrinhas também. Mas eu e minha irmã, não! Ela deve ter tido muito ciúme, porque eu sou a filha mais nova, a caçula mimada. Minha mãe e ela são mais apegadas, mas é para ela não ficar triste que eu sou a filha preferida, sabe. Mas ciúmes, mesmo, a gente não sente uma da outra. Ãhã, senta lá!

Voltando à vaca fria, eis que chega um presente de uma empresa. Peço para meu filho abrir, e ele fica felizão. Quem nunca deu presente para a cria se acalmar que atire a primeira fralda de pano de algodão orgânico tecida pelos índios Taraucás!

Criança adora presente, mas eles logo vão para fundo da caixa se não vêm acompanhados de presença. E é exatamente isso que gera a abominável crise de ciúmes da montanha.

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- O que vamos fazer com todos esses lápis?

- Uma pista!

A mãe encarna o Mister Maker e põe criança para ajudar na confecção.

 

 

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Não precisa gastar dilmas e dilmas em pistas da marca famosa, você pode fazer outra quando ela enjoar do trajeto, ela ajuda a confeccionar e bota a imaginação para funcionar.

Fica a dica para as mães de crias que amam carrinhos: uma cartolina ou papel cartão e lápis de cor. Esses que ganhei são bem legais: são mais grossos, ergonômicos e têm espaço para escrever o nome. Não precisa colar etiqueta ou descascar a outra ponta.

 

 

 

 

 

 

Então, estávamos tão empolgados na nossa cidade, nos parques, na praia, na churrasqueira, nos lagos…

- Mãe, hahahahahahaha… Olha onde a Bubli (sim, meus filhos atendem por diversos nomes estranhos que eu dou a eles) se enfiou!

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Corre, pega a máquina, tira uma foto, dá risada e quase tem um infarto quando volta em si e vê que a menina poderia ter caído.

Mais uma vez, a pequena rouba a cena, ofício inato a todos os irmãos caçulas.

 

Delícia do dia: Bolo de Maçã Invertido

Delícia do dia: Bolo de Maçã Invertido

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Essa receita já foi postada há mais de um ano, mas é um dos grande suuuuceeeessos do blog. Vale a atualização.

Se tem uma coisa que eu gosto de fazer é preparar o lanche da tarde para receber gente querida em casa. Faço pão, bolo, geleia, patê, café, suco… Mesa colonial! Depois entro em desespero ao subir na balança.

A receita de hoje é fácil e deliciosa. E diiirce que é diiirce, bate o bolo na mão!

 

 

 

Como diria Palmirinha, “Anota aí, amiguinha, que é tudo de bom!”.

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Passo 1 do créu: Fundo da forma

Numa panela, derreta 1 xícara e meia de açúcar, 1 colher de sopa de mel e 1 colher de sopa de água. Faça uma calda até ficar com cor de chazinho, mais claro que caramelo. Espalhe bem esta calda no fundo de numa forma de 25x30cm ou redonda de 24cm. Corte 2 maçãs em fatias (eu deixei com casca e tudo) e espalhe bem bonitinho sobre a calda. Salpique um pouco de canela por cima e reserve. Acenda o forno a 180º.

 Passo 2 do créu: A massa

Numa tigela vá batendo os ingredientes abaixo na ordem.

  • 4 ovos
  • 2 xícaras de açúcar
  • 1/2 xícara de óleo (não vai me por azeite achando q vai ficar saudável!)
  • 1 xícara de suco de laranja (refresco de saquinho não vale, de resto pode)
  • 1 colher de chá de essência de baunilha ou raspas de meia fava
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • 3 xícaras de farinha de trigo peneirada

Despeje a massa na forma, sobre as maçãs carameladas. Leve ao forno preaquecido por mais ou menos 35 minutos, ou até o bolo ficar “dourado ai que delícia vontade de comer a forma toda antes de as crianças chegarem da escola” e sua casa ganhar o odor de “Gleid perfume de o vizinho logo mais arruma uma desculpa para tocar a campainha”.

Passo 3 do créu: A invertidabolo2

Desligue o forno e conte 10 minutos (aproveite para ler uns posts mais antigos aqui do blog). Deixe o bolo lá dentro. Pegue seu pirex lascado sua bandeja de prata mais linda e vire o bolo ainda quente. Se você deixar esfriar muito, o caramelo vai grudar, o bolo vai quebrar e você vai querer se matar. E se você não der os 10 minutinhos e virar o bolo pelando, a calda pode escorrer quente no seu braço, o bolo também pode se quebrar, e o risco de suicídio após este ocorrido também é alto. Seja forte e aguarde o bolo esfriar para comer. (Este último passo, eu nunca consigo seguir)

Passo 4 do créu: A degustação

Sente-se e coma o bolo. Seja cortês e ofereça para as visitas. É difícil dividir, dá vontade de comer sozinho, mas pense nos elogios: é elevação de auto-estima sem o flagelo da culpa. Vai por mim! E se perguntarem que receita é essa, diga: Foi a diiirce que me ensinou!

E quando enjoar, troque a maçã por banana, pêra, abacaxi em calda, figo, goiaba…

Ela é top, capa de revista: mãe blogueira

Ela é top, capa de revista: mãe blogueira

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Já não bastam as noites mal dormidas por filho que te acorda querendo mamar, ou ser ninado. Já não bastam os estresses comuns à maternidade. Agora as mães precisam ter blog.

E é esse tipo de blogagem que tem deixado o fardo da maternidade cada dia mais pesado.

Já não basta apenas ser mãe.

É preciso entrar em trabalho de parto, parir em casa, amamentar exclusivamente até o sexto mês, entrar com papinhas orgânicas, recusar qualquer inserção de adoçante, corante, conservante, qualquer ante que vá modificar o alimento da criança. É preciso amamentar até o dia do vestibular.

Não pode chupeta, não pode mamadeira, não pode compartilhar cama, não pode mandar para a casa da vó, não pode creche.

A mãe precisa trabalhar de casa (e ganhar um bom dinheiro com isso para ser independente), precisa deixar a casa um brinco, com seu detergente e seus produtos de limpeza feitos em casa, biodegradáveis, naturais. Não pode ter empregada, tem que dar conta de tudo. E não pode reclamar.

É preciso ter paciência com as crianças, brincar com brinquedos feitos com sucatas, estimulá-las com bolas, fios e giz-de-cera caseiros. Nada de brinquedinho da moda, nada de TV, nada de aplicativos.

Mãe boa não manda criança para a creche ou para a casa da vó. É preciso estudar em casa. Ser bilíngue, ser musicalizado, socializado, disciplinado. Não pode fazer birra, não pode ser agressivo, e tem que ter senso crítico e de estética aos 3 anos de idade.

Para ser exemplar, a mãe precisa tirar fotos profissionais de suas crianças, no seu quintal todo arborizado, enquanto elas plantam as sementes de chicória que comerão disciplinadamente na hora do almoço em família. E não bastam fotos tratadas dignas de capa de revista. Tem que compartilhar nas redes sociais. Tem que receber 1429 coraçõezinhos.

É preciso exibir sua barriga chapada e seu corpo delgado 15 dias depois do parto. É preciso compartilhar seu prato de salada, seguido de um chocolate belga caríssimo.Tem que ser linda, de cabelo feito, maquiada às 6 da manhã, bem vestida. E as unhas nunca descascadas, pois o esmalte é gringo. Assim como seus demais produtos de beleza.

Não basta ser mãe, não basta ter filhos, não basta ter blog, não basta exibir sua vida perfeita de comercial de margarina. É preciso saber programar, ter noções de SEO, ter views, seguidores, fãs. Uns dois mil no mínimo. Tem que publicar lista de enxoval, guia de desfralde, dicas de amamentação. É preciso profissionalizar o blog, ganhar amostras, ir a eventos, sair em fotos.´

É preciso compartilhar uma vida magistral, sem máculas.

Afinal de contas, quem é que gosta de expor seus defeitos?

E não estou falando pelos outros. Basta ler meu blog para ver isso tudo refletido aqui mesmo.

Convenhamos.

A beleza da maternidade está na imperfeição.

Na falta de saco para amamentar, na falta de tempo para brincar, na pia cheia de louça, na pilha de roupa que você não vai passar, na falta de grana, no esporro que você deu porque seu filho derrubou o suco no chão limpinho. Na falta de vontade de cozinhar e o almoço vai ser fast-food mesmo, com direito a brinquedinho, para você se sentir menos culpada. E vai ter suco de caixinha!

Ninguém publica isso. Ninguém tira foto do filho brincando no tablet. Ninguém compartilha sua foto de pijama, com cabelo desgrenhado, desabafando pelo blog, enquanto tem filho chorando pedindo colo.

A maternidade é assim: imperfeita, inacabada. Ainda que bela e divina, exatamente por isso.

Não postamos sobre nossas falhas, mas buscamos no Google a fórmula mágica para lidar com elas.

Talvez se fôssemos mais verdadeiras, mais sinceras em nossos blogs, não teríamos tantos sorteios, tantos anunciantes. Mas levaríamos a vida mais leve, teríamos mais disposição para aquela dedicação maternal. Teríamos mais amigas, em vez de fãs. Teríamos mais companheiras, em vez de seguidoras.

 

Quanto tempo vc gasta na faxina?

Quanto tempo vc gasta na faxina?

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Uma pesquisa divulgada num evento da Unilever, aponta que a mulher gasta cerca de 10 anos nos cuidados com a casa. Fazendo uma conta por cima, no auge dos meus 33 anos, com 12 anos de casada, devo ter gastado apenas 2 deles.

* pausa para o coquetel de rivotril, fluoxetina e sertralina *

Respira, volta para si, que há mais 8 anos de limpeza pela frente!

Afinal de contas, se você é uma mulher brasileira, que cuida da casa, você deve ter consciência dos problemas de sujeira no seu lar, e uma certa obsessão por limpeza. Ainda mais quem não conta com a ajuda da faxineura, e faz tudo sozinha, já que cuidar da casa é um trabalho ingrato contínuo.

E não basta estar tudo limpo: é preciso deixar a casa brilhante, desinfetada e perfumada. Existe sensação melhor do que tomar um banho e se jogar no sofá só para sentir o cheirinho e admirar a casa arrumada? Tá, existe, mas esse é um dos pequenos prazeres da vida doméstica.

Além disso, dividimos a limpeza em dois tipos: os cuidados diários e a faxina pesada. Para tal, criamos coquetéis de produtos. Apesar de ser extremamente perigoso misturar produtos de limpeza (principalmente os à base de cloro), a dona de casa faz isso buscando potencializar os resultados. Não contem para ninguém, mas eu mesma sou fã da mistura álcool, água e amaciante, tanto para passar roupas, como para tirar o pó do chão.

Tanto as misturas quanto utensílios e esforço físico (para quê academia?) servem para compensar a falta de eficácia de alguns produtos. É difícil encontrar no mercado um produto que remova a sujeira facilmente, desinfete, deixe perfumado, não acabe com as mãos e que caiba no bolso. E se pararmos para pensar na questão da sustentabilidade, aí é que a vaca vai para o brejo de vez, já que o consumidor brasileiro comum não parece associar sustentabilidade à limpeza.

Assim, vamos gastando nossa renda com a água sanitária, o desinfetante, o detergente e o limpador multiuso, nesta ordem, seguido pelos demais produtos de limpeza, como aponta a pesquisa da Unilever.

piaEmbora achamos que o banheiro é o lugar mais sujo da casa, infelizmente, é a cozinha que lidera o ranking dos focos de bactérias, mais precisamente a pia. Aliás, existem objetos do nosso dia-a-dia bem mais sujos que o vaso sanitário, como o teclado do seu computador!

Mas se pensamos que dentro de casa estamos protegidos dos vírus e bactérias, tamanha é nossa surpresa ao saber que é dentro de nosso próprio lar que moram os grandes perigos da intoxicação alimentar. Ninguém come comida sabendo que está estragada, mas nossas mancadas estão em deixar comida mais de 2 horas sem refrigeração, deixar ovos na porta da geladeira, consumir alimentos vencidos e achar normal a presença de formigas na cozinha (barata é nojento, mas experimenta deixar uma barata morta no chão da cozinha. Quem come a cucaracha, hein?). É importante lembrar que as bactérias que geram doenças não alteram as características do alimento, não mudam sua aparência, seu cheiro, seu sabor. E as bactérias que “estragam” comida não causam doenças, pois queijos, iogurtes, salame, pão, nada mais são do que alimentos estragados por bactérias!

E quem não se identifica com nada do que eu disse, que atire o primeiro pano de chão, a vassoura, o balde, o rodo! E depois junta tudo, porque eu sou uma só para arrumar essa bagunça!!!

 

Mudando de assunto, hoje é o último dia para se inscrever no sorteio da Arte Surpresa. Corre que ainda dá tempo!

Presente Surpresa!

Presente Surpresa!

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 menino

Vira e mexe, me dá a louca e eu invento umas atividades com meu menino.

Já fizemos navio pirata, já criamos um leão, uma fazenda, uma vaca, e tantas outras coisas, tirando as que não dão muito certo, mas que valem pela diversão.

São horas, às vezes dias, outras vezes são poucos minutinhos mesmo, trabalhando com texturas, cheiros, cores. Vivendo desafios, derrubando tinta, se sujando… Construindo lembranças de momentos que farão a diferença lá na frente.

Ao fazer essas “artes” com a molecada, lhes ensinamos sobre superar desafios, ser criativos, rir dos problemas, valorizar o ser e não o ter. As crianças adoram brincar com suas criações – ainda que frágeis a suas mãozinhas descoordenadas -, e precisam produzir para se sentirem seguras e amadas, capazes e autônomas. Sem contar as habilidades motoras, o desenvolvimento cognitivo, e blablablá.

Falo como mãe e psicopedagoga.

Mas nem sempre a gente sabe por onde começar, o que fazer.

E essa é a dica que eu publico hoje.

Recebi da Arte Surpresa uma caixa. E fiquei surpresa de verdade com o conteúdo.

Não foram só peças e materias para dois projetinhos. Dentro da caixa, vieram momentos em que pude dar uma atenção especial ao meu gatinho, em tempos de irmã caçula fazendo suas gracinhas. Momentos de farra, de confiança e incentivo.

Ah! Vocês vão entender. Porque o pessoal da Arte Surpresa vai dar uma caixa para um leitor do diiirce [som da galera gritando e aplaudindo].

É uma caixa com instruções para projetos, com o material cuidadosamente separado e embalado. É abrir e curtir a brincadeira! E ainda dá para assinar e receber uma caixa surpresa todo mês!

INSCRIÇÕES ENCERRADAS

Inscritas no sorteio:

  1. thais scavassa
  2. Fabiana Deziderio
  3. monica dias
  4. Alessandra Carneiro
  5. Fabiana Coltri
  6. Katia lucia
  7. Tatiana Junqueira Blois
  8. Milena Ortolan
  9. Eliane Otani
  10. Elaine Aparecida Pimenta
  11. Eliana de A. Ferreira
  12. Vivian Cristina Vidal Tresmondi
  13. Grazielle Monteiro
  14. Idamary Vieira
  15. paula lacurte
  16. Gessica Abel
  17. Marcela Arena
  18. Cassia Minko
  19. Aydana Pires
  20. Thaiz
  21. Paula Lelis Souza
  22. Fernanda do Prado Osti Terossi
  23. Camila Delagatti
  24. Margarita Ramirez
  25. Ana Karina Silva Fagundes
  26. Cibele Valle Guimarães
  27. Andréia Marcon
  28. Patricya Oliveira
  29. Rafaela Lemes Justos Machado
  30. Ana Scharf
  31. Ayla Farias
  32. Suelen Souza
  33. Juliana Benevides
  34. CASSIA LIMA
  35. Juliana Both Moreira
  36. stela maris baldissera
  37. Gislene Nogueira Gomes Matias
  38. Paula
  39. Betania Araújo
  40. thayse
  41. Cintia Grininger
  42. Suzana Emanuelle
  43. Ana Paula Fabretti Kreyci
  44. Ana Carolina F. Santos
  45. Tatiana Simões Christão
  46. ivoni amorim
  47. Janaína Carneiro
  48. Cristiane Jacques Maximo
  49. Mônika
  50. Taíse Mariane Zillmer
  51. Ana Flávia F. dos S. Chiarinelli
  52. eliene vila nova
  53. iracema
  54. Solange
  55. alessandra
  56. AMANDA LOPES MENON
  57. Denise Conceição Dias Silva
  58. Fabiane Ferrarde Prado Dutra
  59. Olivia Tsutsumi Ambrogi
  60. Sidineia Siqueira Barbosa
  61. Paulo
  62. Ellen
  63. Alicia Araujo
  64. Flavia Saad
  65. Gabriela Miranda
  66. Larissa Sanches
  67. Juliana Ribeiro de Barros Sene
  68. Graziella Machado
  69. Suzana Lorena Costa Frota
  70. Luisa Aranha
  71. Gisleine Ruth Villela de Alagão Querido
  72. Caroline Moisés
  73. Patricia
  74. Rafaela Corrêa do Carmo
  75. Viviane Silva Dossi Petri
  76. Priscila
  77. Mical Martins
  78. Thais Moraes
  79. Anna

 E a vencedora foi..

 

O vencedor será escolhido entre os inscritos pelo random.org. É preciso ter endereço de entrega no Brasil, e o prêmio será enviado pela Arte Surpresa depois que o vencedor enviar seus dados em até 3 dias após o contato. Caso contrário, um novo vencedor será escolhido.

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Mimetismo na hora da faxina

Mimetismo na hora da faxina

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E eu vivia muito bem sem ajudante. Mesmo antes da PEC das domésticas.

Até que não estava mais dando conta de vidros, azulejos e duas crianças (e roupas, e comida, e marido, e blog, e quintal, e ir ao banheiro). Tive que dar o braço a torcer e aceitar a diarista da sogra de quinze em quinze dias só para fazer o “serviço mais pesado”.

Na primeira vez, ela demorou bastante, como toda primeira faxina. Normal mamãe passou açúcar em mim.

Na segunda vez, ela demorou mais ainda. Chegou a me deixar irritada, de tanta lerdeza. Entretanto, ela ia fazendo o serviço direitinho (chegou a limpar a escada com buchinha! E eu, me achando a madrasta da Cinderela, pedi p ela só passar um pano).

Já estava decidida a dispensar a moça, até que comecei a reparar mais nela: ela quase não fala, e quando fala, mal se entende. Ao comer, tive a impressão de que ela tinha 20 dedos em cada mão, tamanha dificuldade ao se utilizar os talheres.

Se essa moça não conseguir um emprego como diarista, ela não terá chance nenhuma! Creio que nem como gari, já que é preciso passar em concurso. E longe de mim um discurso escravagista ou de disputa de classes! A questão na verdade é filosófico-social.

Então, lembrei-me de Macabéa, de A hora da estrela. Aquela nordestina imigrante, que trabalhava à exaustão, que não tinha consciência de sua existência, mas queria ser estrela de cinema. Ignorante e alienada, de informação e de emoções.

Juro que me vi nas páginas de Clarice Lispector: um pouco como o patrão que despede Macabéa, um pouco como a própria.

Aquela que busca se realizar, mas que não tem noção do que é ser, de onde está, aonde quer chegar. Simplesmente é.

Se tivesse a tolice de se perguntar “quem sou eu” cairia estatelada no chão (…) Só uma vez se fez uma trágica pergunta: quem sou eu. Assustou-se tanto que parou completamente de pensar. (…) “Essa moça não sabia que ela era o que era, assim como um cachorro não sabe que é cachorro. Daí não se sentir infeliz. A única coisa que queria era viver. Não, sabia para quê, não se indagava. (…) Sua vida era uma longa meditação sobre o nada. Só que precisava dos outros para crer em si mesma, senão se perderia nos sucessivos e redondos vácuos que havia nela. (…) Encontrar-se consigo própria era um bem que até então ela não conhecia.(…)

 

O filme é antigo e não chega aos pés da riqueza da leitura original, mas quebra um galho pro enredo

 

Se você só leu Clarice Lispector nas frases do Facebook, recomendo a leitura.

Moral da história: como Seu Raimundo, não dispensei a moça por dó. Como Rodrigo S. M., vou narrando na minha onipresença. Como Macabéa, espero não realizar meu sonho apenas na hora em que morrer.

E divaguei faxinando… Quem nunca?

 

Mentiras sobre alimentação

Mentiras sobre alimentação

picky

Semana passada concedi uma entrevista à Folha de S. Paulo sobre minha dificuldade ao alimentar o pequeno seletivo. Para ilustrar a matéria, um fotógrafo passou a tarde clicando meu filho se recusando a comer coisas saudáveis.

Ele ficou todo apreensivo para saber quando sua foto sairia no jornal e o porquê daquilo tudo.

Então me vi numa saia justa: Não estaria eu reforçando seu comportamento negativo de se recusar a experimentar novos alimentos ao dizer que esse era o motivo das fotos?

Por um momento me arrependi de ter autorizado fazer as fotos.

Além disso, a entrevista me fez refletir sobre alguns pontos:

  • De como eu, desinformada, bati papinha no mixer, e atrapalhei o desenvolvimento do paladar do meu filho.
  • De como eu, enlouquecida por alimentar meu menino, corria fazer outra papinha na primeira negativa. Hoje, com mais “cabeça”, guardo a papinha da pequena e ofereço mais tarde, quando ela se recusa a comer.
  • Será que realmente meu filho come tão mal assim?
  • A genética fala mais alto (marido não come milho, ervilha, palmito, brócolis, abobrinha, couve-flor, verduras em geral, poucas frutas… affão!) ou é possível reedeucar pai e filho?
  • Os pediatras que atenderam meu filho nunca deram muita atenção a essa seletividade. Estariam esses profissionais anestesiados pelas constantes queixas de “meu filho não come” a ponto de generalizarem os casos?

Acaso ou não, a matéria atrasou. E eu matutei como poderia virar o jogo a meu favor.

Daí bateu os cinco minutos da mãe AND psicopedagoga, e inventei de desenhar alimentos saudáveis que meu menino aceita e dar para ele pintar. Então fiz um quadro de incentivo bem simples, e lhe disse que era um álbum de figurinha. Cada dia era preciso comer um legume e duas frutas para completar o álbum de sete dias. Quando ele estivesse completo, meu filho iria até a feira-livre e poderia comprar algo de seu gosto (nas palavras dele, “uma bolacha, uma bala, um pastel, uma cebola…”).

A ideia deu supercerto! Ele comprou um chiclete com uma tatuagem. Pediu um novo “álbum”. E eu, como provedora de alimento que é toda mãe, pude visualizar que meu filho não come tão mal assim. Ele é monótono, mas com incentivo, pode mudar. É preciso respeitar os limites da seletividade dele e focar nas coisas boas que ele topa comer.

quadro

Ontem a matéria foi publicada. E a explicação, para o menino, foi que ele saiu no jornal porque aprendeu a comer diretinho. Sorte ele ainda não saber ler, e eu poder contar essa mentirinha sem culpa. E ele saiu orgulhoso contando para a família que ele come cenoura, espinafre, maçã, cebola…

Missão cumprida? Que nada!

Foi só um passo. Mudar hábitos alimentares não é coisa de quinze dias. São meses de trabalho árduo. Anos… Esperando pela fase da curiosidade.

Escolhas e o lanche não-escolhido

Escolhas e o lanche não-escolhido

Meu filho não precisa levar lancheira, pois a escola oferece o lanchinho (geralmente suco e bolacha sem recheio). Mas vez ou outra há atividades em que eles levam a merenda de casa. Daí eu pego um crânio e saio divagando pela casa: ser ou não ser, eis a questão encher a lancheira de coisas que ele gosta ou mandar frutas, suco natural e pãozinho orgânico, numa tentativa desesperada de dizer que eu me preocupo com a alimentação deste pequeno picky-eater?

A grande dificuldade ao se preparar uma lancheira ou mesmo o lanchinho da tarde em casa é aliar alimentos práticos, saudáveis, que não estraguem na lancheira e que sejam do gosto da criança. E ainda variar o cardápio.

Muita gente acha desnecessário, mas os lanches entre as refeições principais (café da manhã, almoço e jantar) são fundamentais para manter o organismo funcionando bem, já que evitam que a criança passe muito tempo em jejum e auxiliam na obtenção diária de todos os nutrientes.

Em casa ou ao preparar a lancheira, é uma oportunidade de a criança aprender mais sobre nutrição e escolhas saudáveis, já que é preciso juntar variedade e equilíbrio para se oferecer um lanchinho nutritivo e atraente para as crianças.

Além disso, o pediatra e nutrólogo Dr. Mauro Fisberg (CRM 28119) afirma que não existe alimento ruim; o que existem são hábitos alimentares saudáveis ou não. Tudo bem se a criança querer levar uma bolacha recheada no lanche, mas ela deve saber que sua cota de doces para o dia foi aquela. Ou mesmo se ela quiser um chocolate – tudo bem oferecer um bombom, não precisa ser uma barra inteira. O que vale é o bom senso e o equilíbrio.

O mesmo serve para os industrializados tãããão práticos: uma dica é alternar, por exemplo, o suco de caixinha e o in natura. Ou um dia uma bolacha, no outro um bolo caseiro.

E eis uma tarefa difícil: as crianças querem levar podritos todo santo dia porque o colega leva. Ou vai me dizer que você acorda às 5h da matina todo dia para fazer suco, pão caseiro e colher as frutas do seu pomar?

Oferecer um lanche de qualidade, então, envolve variedade (para se ter diferentes nutrientes e a criança não enjoar), moderação (se a criança quiser comer um salgadinho, tudo bem, contanto que isso não seja um hábito e ela saiba que aquilo não é saudável) e equilíbrio (o que há de errado em mandar um suco de caixinha, se em casa tem in natura e o pãozinho é integral?).

* pausa*

lanche

Que linda toda essa teoria, né? Lindo – e gostoso – foi o Sanduíche Rolinho que eu fiz para o lanche da tarde. Fiz com diferentes recheios para garantir o sucesso entre meus meninos seletivos, vulgo filho e marido.

Ia fazendo e comendo porque estava bom. O resultado: marido disse que aquilo não era comida e o filho não provou porque não gosta (mesmo tendo sido o ajudante no preparo).

Me abraça Dr. Mauro! Shora comigo!!!

Mas aqui é perseverança, e vou continuar insistindo. Afinal de contas educação alimentar se aprende com bons hábitos e escolhas saudáveis.

Acredito que proibir determinado alimento não faz parte do meu perfil, porque eu como besteira também, não sou vegan. O que quero ensinar a meus filhos é: tudo bem chupar um pirulito depois do almoço, desde que você tenha limpado o prato e comido uma fruta de sobremesa.

A vida e o prato da gente são feitos de escolhas.

Mais ideias para a lancheira: aqui.


Post inspirado no encontro #lancheirasaudável promovido pela Nestlé.

Um balde de esperança – vida de empreguete

Um balde de esperança – vida de empreguete

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A revolução feminista já era. Voltamos ao batente doméstico.

As empregadas domésticas estão em extinção, assim como diversas outras profissões servis.

A mulher que batalhou por direitos iguais, pelo mercado de trabalho, pela emancipação feminina, hoje encontra no próprio gênero uma dificuldade para seguir com seus planos. Para se tornar uma profissional de sucesso, uma mãe inteiramente dedicada aos filhos, era preciso poder contar com os serviços de uma outra mulher, geralmente menos favorecida financeira e intelectualmente.

Só que essa outra mulher que se submetia aos serviços de faxina, trabalhando como empregada doméstica ou diarista, também buscou seu lugar ao sol.

Talvez a culpa seja de uma novela do Plim-Plim, talvez seja apenas reflexo da evolução da sociedade. A questão agora é que as faxineiras preferiram se tornar atendentes de telemarketing, recepcionistas, assistentes administrativos, ainda que ganhem metade do que ganhariam com o trabalho de faxineira.

O ego das pessoas fala mais alto do que o dinheiro: é preferível ganhar menos e ter carteira assinada e trabalhar numa firma do que limpar e cuidar da casa de um terceiro. A conotação é escravagista, é preconceituosa.

Do outro lado da corda, mulheres qe buscam alguém que as auxiliem nos serviços da casa, como um profissional qualquer. Não queremos amas, nem vassalos. Queremos prestadores de serviços.

Elas clamam por direitos, nós, por deveres.

Ora, se querem cobrar mais pela faxina, demonstrem qualificação.

Se vão fazer restrições para trabalhar, nós também temos exigências. E assim, a extinção se dá.

Mais uma vez tomei bota de faxineUra – a do cartão. Nosso relacionamento ia completar um ano, mas ela foi embora.

Outra pessoa já veio fazer um teste. Dentre outras coisas, deixou a pia da cozinha suja e com lixo. Bebeu um copo de água antes de sair e largou nessa pia.

E sigo com a saga! Onde foram parar as tias Anastácias? As Penhas?

A tendência agora é fazer como a milionária chinesa: faxinar para dar o exemplo de valor aos filhos.

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